Desgarrando!

Com a ajuda competente da Maria João


 


Dizem que sem a Musa


Não há poemas, rimas.


Já ninguém diz que usa


Os versos e as cismas.

Comentários

Versos podem ser rimados,
Ou não ter rima nenhuma,
Mas se não são bem esgalhados
Lev`ós o vento, qual pluma!
*
Mª João
José da Xã disse…
Nem me fale em vento,
Q'uesta semana doeu
O eólo qual jumento,
A zurrar que nem eu.
Senti-o! Quase voei
Quando fui tomar café:
Nem sabe as voltas que dei,
Quase fui de marcha à ré!
*

Mª João
José da Xã disse…
Fui corrido da praia
Com as coisas às costas
Sem direito a gandaia.
Com chapéu às voltas.

Estava um dia tão bonito
Mas o vento estragou tudo:
Eu, ao cair, dei um grito,
Mas o chapéu ficou mudo, rsrsrs

José da Xã disse…
Não caí pouco faltou,
Danado sem abrandar.
Um chapéu que saltou,
Para longe aterrar.

Inda bem que o não perdeu,
Pois se o tivesse perdido
Diria, como disse eu:
- Ó vento, foste um bandido!

José da Xã disse…
Não era meu o dito,
Que estava bem fundo.
Descobri com um grito,
Acordou todo o Mundo.
Não tem mal nenhum
Que este mundo acorde:
Grito não faz BOOOM,
Não mata, nem morde!

José da Xã disse…
Não morde porém magoa,
Sei bem do que escrevo.
Não oiço mosca que voa
Nem palavra de enlevo.

A mim, vai-me o sono vindo,
Nada de jeito já digo...
Mas não dou isto por findo:
Até amanhã, meu amigo!

José da Xã disse…
Muito bom dia alegria
Cá estamos de novo
Viver um novo dia
Sera uma bizarria.
Bom dia, José, bom dia!
Vamos, então, desgarrar!
Se isto der em bizarria,
Mais dará pra gargalhar!


José da Xã disse…
Ola Maria João
Amiga de desgarrar
Digo mesmo de coração
Nao sei onde acabar

Ninguém sabe onde acabar
Depois de ter começado,
Que isto de bem desgarrar
Nunca tem um fim marcado

Ana D. disse…
Fantástico!!!
Obrigada pela partilha!
José da Xã disse…
Seja tarde ou cedo
Que importa é rimar
Livre ou pleno de medo
Que importa é versejar.

José da Xã disse…
Podes entrar na brincadeira.
Bora lá?
Ana D. disse…
Não sei se tenho competências para tal!! Vocês são exímios na arte da desgarrada! Olha que dois!
O que importa é versejar
Com boa disposição
Que assim se podem curar
Enjôo e constipação!

José da Xã disse…
Enjôo e constipação
É coisa que nao uso.
Talvez uma insolação
Dizem estar em desuso.


José da Xã disse…
Eu não sou. A Maria João sim.
O que conta é divertimo-nos.
Então não há-de ter, Ana D.? Coragem! Tente as sete sílabas métricas em cada verso e venha brincar connosco!
Quem dera que não se usasse,
Porque eu estou mesmo enjoada
E como se não bastasse
Também ando constipada, rsrsrsrs

José da Xã disse…
Constipações de Verão
É realmente do piorio.
Mais vale louca paixão
Que ter nariz num fio.

Não num fio, mas gota a gota
E sem parar de pingar,
Já tenho a toalha rota,
Estou farta de me assoar! rsrs



José da Xã disse…
Isso pingo a pingo
É coisa aborrecida.
Prefiro perder ao bingo
Que andar nessa vida.

Ana D. disse…
Estava por aqui a passar
Para o José visitar
Eis que dou com este rimar
Do Zé e da João a desgarrar

Beijinhos para ambos! Vocês são magníficos!
José da Xã disse…
Agora basta seguir
O que manda o coração
Tambem poderemos rir
Do que sai da nossa mão.

Ao bingo não perco nada,
Nem sequer na raspadinha
Eu gasto a minha "mesada"
Que é pequena mas é minha!

Agora já somos três
A brincar às desgarradas!
Agora é a sua vez,
Quero ouvir mais gargalhadas!
José da Xã disse…
Não jogo esse jogo
nem outro qualquer
A pensão vai logo
para pagar o aluguer!


E a minha, pobre dela,
Fica muito desbastada
Na farmácia, que a mazela
Precisa de ser tratada...
José da Xã disse…
Antes numa batota
Que numa farmácia.
Talvez o doutor Tota
Tenha essa audácia.

Nota: Tota corresponde a médico em minderico.
De Tota e de louco, todos temos um pouco

Eu à batota não jogo
E só sei jogar xadrez
C`o computador, a rogo,
Pois não ganho há mais de um mês...
Ana D. disse…
Nao sei se estou à altura
De assim desgarrar
Mas acedi a esta loucura
Pois o que vale é participar

José da Xã disse…
Versejas Ana, versejas
Nao custou quase nada.
É bom que assim sejas
Uma jovem bem dada.

Pluma, levou-a o vento / Vento a levou veloz. / Água leva sofrimento / Da nascente até a foz!
Da nascente até à foz
Vão indo a água e a vida:
Vamos indo todos nós,
Cada dia uma corrida!
José da Xã disse…
Não jogo nem à moeda
Pois prefiro escrever.
Quadras que nem seda
Para quem as quiser ler.

Eu cá não jogo a feijões
Que o feijão está muito caro
E contra o euromilhões
Neste instante me declaro!
José da Xã disse…
Uma cautela semanal
Faz quarenta anos
Na totalidade anual.
Não há lucros nem danos.

Cautela tenho eu de ter
Com cada pequeno gasto:
Mal me chega pra comer
E pra vestir não me basto...
José da Xã disse…
A vida é danada
A pregar-nos partidas
Umas vezes nem é nada,
Outras são mui tremidas.

Mas nós vamo-nos safando
Das partidas que ela prega
Até ao dia nefando
Em que a sorte se nos nega
José da Xã disse…
Será azar ou sorte
Ir vivendo a vida.
Para mim até a morte
Será a sorte devida.

Tem a sorte o seu papel
No grande jogo da vida:
Às vezes dá-se a granel
E, outras, fica escondida...
Cada dia uma corrida / Sempre o mesmo Destino / Sabendo que é a Vida / Valerá o desatino?!
jabeiteslp disse…
E eu de gitarrinha afinadinha
a más horas chego tarde
voz engasgada em Tinto afinador
berro que nem um alarve

Belo fim de Semana pra vocês
Um pouco de desatino
Nunca fez mal a ninguém
E usado como o sal fino
Pode até fazer-nos bem...
José da Xã disse…
Não acredito em tal
Sorte é coisa estranha.
Umas vezes é bestial
Outras uma façanha.

Sorte é uma variável
Bem difícil de explicar
Que ocorre se o improvável
Se passa a mat`rializar
José da Xã disse…
O que será o azar
o inverso da sorte?
Azar rima com casar
e a sorte com morte!

José da Xã disse…
Bem versejado este
que agora aqui li.
Sói obra de mestre.
Do melhor que já vi!

É o inverso da sorte
Ou então a falta dela,
Consoante o que o conforte
Quando o seu dedo martela, rsrsrs
Ana D. disse…
Depois de começar
Não mais quero parar
Deixamos agosto passar
Sempre neste desgarrar
Ana D. disse…
Depois de começar
Não mais quero parar
Deixamos agosto passar
Sempre neste desgarrar
José da Xã disse…
Desgarrar é coisa boa
Para quem quer divertir
Mais vale um verso à toa
Que uma noite sem rir.

José da Xã disse…
O dedo mui martelas
Palavras boas a eito.
Há que olhar prá elas
Para lhes apanhar o jeito.

Bom descanso!
Tenha um bom descanso, amigo!
Eu já ganhei mais um dia
Na desgarrada consigo
O que, pra mim, é folia !
José da Xã disse…
Folia não é para mim
Já que sou novato
Talvez um dia enfim
Seja versejador nato.

Só se é nato se à nascença
Se vier a versejar, rsrsrsrs
Eu cá não "boto" sentença
Porque nasci a rimar

(Bom dia! )
José da Xã disse…
Isto de fazer rimas
É algo complicado.
Mesmo sem temas
Fico todo apanhado.

(Boa Tarde!)
Não fique assim, apanhado,
Que isto é pura diversão
E o verso, ao ser desgarrado,
Faz-nos bem ao coração
José da Xã disse…
Muito sofre o coração
Por querer bem rimar
É preciso termos mão
para nada disto falhar.

Se o meu velho coração
Sofresse por bem rimar,
Já estaria num caixão,
Não o poderia usar
José da Xã disse…
Felizarda quem nasceu
Com queda para rimar
Já aqui se entendeu
É capaz de nunca parar.

É verdade, meu amigo,
Poderia não parar,
Mas onde acharia abrigo
Pra tanta rima guardar?
José da Xã disse…
Emprestar a este pobre
Que pouco sabe versejar.
Nem que fosse um nobre
Conseguiria melhor rimar.

Nobre, sou, mas à nobreza
Sei que nunca pertenci
E se em tempos fui burguesa,
Nem burguesa me senti...
José da Xã disse…
Sou do mesmo clube
Pois de pobre não passo.
Prefiro que me derrube
A ser aquilo que não posso.



Boa noite, meu amigo!
Eu, não tarda irei prá cama...
Sei que as cãibras são um p`rigo,
Porém Morfeu já me chama.
José da Xã disse…
Bom dia

Acabaram as férias
Há que voltar a bolir
Reformado e sem lérias
Não sei para onde ir.

Bom dia, José!

Também eu estou reformada
E, férias... desde menina
Que não as quero pra nada:
Bulir é a minha sina
José da Xã disse…
Prefiro o trabalho
A ócio como vida.
Mesmo com algum ralho
Trabalhar é preferida.

Dado eu estar muito doente,
O meu trabalho é pouquinho,
Não sou, porém, desistente,
Trabalho enquanto caminho
José da Xã disse…
Caminhar é sempre bom
Mesmo que seja devagar.
Dá para ouvir o som.
Dos pássaros e do mar.

Que delícia é caminhar
Quando o corpo nos não dói!
Agora mal posso andar,
Com esta dor que me mói...
José da Xã disse…
Eis a idade condor
Com dor, ali, acolá.
Dias com pouco sabor
Nem com gelados Olá.


Antes de responder à quadra, quero dar-lhe os meus parabéns porque esta sua quadra está em mais do que perfeita redondilha maior, José!!! Creio que já lhes apanhou o ritmo e a musicalidade!

Tive dor quando era nova,
Mas aguentava melhor
Do que hoje que ponho à prova
O melhor do meu valor...
José da Xã disse…
Maria João.
Tento sempre ajustar a quadra às sílabas. Por vezes consigo, outras nem por isso.
Obrigado.

Já tive dores assim
Daquelas bem pesadas.
Chegaram bem para mim
São águas passadas.

Estou contente por saber
Que as dor`s são águas passadas...
As minhas, inda a doer,
São manhosas, as danadas!

Eu sofro de dor crónica, mas já me habituei a viver com ela. Só quando se torna muito intensa é que me queixo... às vezes até me queixo nos poemas...
José da Xã disse…
Ora há que me cuidar
A "gota" me ataca.
Não posso desleixar
A boca é uma saca.
Ácido úrico é fogo!
Tem de ter muito cuidado
Que esse nunca ataca a rogo,
Nem tem de ser convidado!

(Também o tenho, mas nas mãos...)
José da Xã disse…
O úrico é danado
Apanha-me à sorrelfa.
Chato e assaz tramado
Agarra-me de naifa.


Receitaram Colchicina
Mas não a posso tomar
E esta maleita assassina
Continua-me a magoar
José da Xã disse…
Olá boa tarde,

Ando em.limpezas domésticas e ainda não tive tempo de lhe responder.
Vai agora.

Alguem disse altaneiro
Que não doía a dor.
Conversa de faroleiro
Não há dor sem amor!




Não há é amor sem dor,
Mas é uma dor dif`rente,
Bem dif`rente, no sabor,
Desta que hoje a gente sente!


Boa tarde, José! Também tenho andado de volta da roupa...
José da Xã disse…
Muitos escreveu Camões
Sonetos só de amor.
Um destroça corações
Só a espalhar fervor.
Bem poucos dos meus sonetos
Têm o amor por tema...
Vão mais longe, os meus projectos,
De tudo engendro um poema
José da Xã disse…
Quem me dera ser assim
Sonetista de mão plena.
Não será esse o meu fim.
Nada me vale a pena.

Ora... "tudo vale a pena"
Como nos disse Pessoa
"Se a alma não é pequena"
E o coração não destoa
José da Xã disse…
Pessoa é pessoa
E eu pobre escriba.
Não era poeta à toa
Eu sou apenas giba.




A pena é uma outra
A que aqui carrego.
O poeta tinha letra
Serei um pobre cego.
Qual pobre cego, qual quê!?
Eu também Camões não sou,
No entanto, quem me lê,
Diz-me que nada mal vou
*
E não quero ser ninguém
Que seja já consagrado:
Quero ser esta que vem
Sempre c`o verso atrelado
José da Xã disse…
Vai mui bem sim
Mesmo a desgarrar
Poetisa cheia, enfim
Eu tentar acompanhar.
Tempos houve, mais diletos,
Digo com alguma mágoa,
Em que eu escrevia sonetos
Como quem bebe um gol`d`água...
José da Xã disse…
Nem com muitos de Baco
Conseguiria tal façanha
De competência um naco
Do resto uma manha.

Eu, de Baco, nada aceito
Pois se aceitasse um nadinha,
Nada faria de jeito,
Nem sequer uma quadrinha!
José da Xã disse…
Por vezes um quartilho
Como se dizia outrora
Parecia um rastilho
Versejava toda a hora.

Nem uma gota, sequer,
A não ser de água ou de chá, [(C)
Ou passaria a escrever
Poesia muito má! ]

Vou ver o Summerland - parece-me um belíssimo filme e está a passar na RTP1- e depois vou-me deitar.
Até amanhã, José!
José da Xã disse…
Boa noite.

Só agora consegui vir escrever. Espero que se encontre em franca recuperação. Portanto... continuando a nossa desgarrada aqui vai.

Hoje não como nem bebo
Que depois há exame
Nem uma bolinha de sebo
Nada que me trame!
Boa noite, José!

Eu estou agora a comer
Uma sopinha de grão:
Que bem me está a saber
Esta parca refeição
José da Xã disse…
Comi um caldo de galinha
já que legumes não posso
Isto tem de estar na linha
Para não me tornar osso!

Mas um caldo de galinha
Não faz engordar ninguém...
Pode ser que uma açordinha
Seja o que mais lhe convém.
José da Xã disse…
Caldinhos e caldinhos
Eis o que posso comer.
Ate ter bons desalinhos
Há que a dieta manter.

Eu a dieta não estou,
Mais vai sendo habitual
Comer sopita se vou
Dormir bem sem passar mal
José da Xã disse…
Depois de amanhã
Tudo ha-de terminar.
Comerei ate de manhã,
A barriga empaturrar.

Que tudo lhe corra bem
Com esse exame, José!
Eu só para o mês que vem
Farei exames, olé!
José da Xã disse…
Vai ser o mês todo
de volta deste corpinho.
Estou enfiado no lodo
Ai de mim coitadinho.

Bom dia, José, bom dia!
Diz-me, hoje, que está na lama
E eu confesso que previa
Qu`inda estivesse na cama...
Ora aqui chego eu
Ou antes Cotovia
Já em atrofia
Com o que perdeu.

Com os comentários
Mais de uma centena,
Até a asa abana,
E dá calafrios!
Além de estar atrasada,
Venho com rima trocada
P'lo cinco fui enganada,
Para o sete destinada.

Mais, a rima foi em ABBA,
Ninguém a quer para nada,
Pois em ABAB se quer a quadra.
Estarei agora orientada?

Irei conseguir falhar,
Por mais que tente acertar,
Agora está tudo em ar,
Sou mestre a desafinar.

Mas não vim voando em vão,
Já aqui vi o Francisco e a Ana,
O José da Xã e a João,
Verei quem mais aqui anda.
José da Xã disse…
Cama não é para o "je"
Gosto de cedo acordar.
Sai de madrugada hoje
Para chuva apanhar.

Quem gosta de chuva é flor...
Diga-me lá, meu amigo,
Se se inundou de vigor
Ou se procurou abrigo...
Até o Anjo da Esquina
Veio até cá desgarrar!
Esta desgarrada anima
E até serve pra cantar!
Se até os anjos alinham
Nesta nossa desgarrada,
Já nossos versos se apinham
Em torno da festa alada
José da Xã disse…
Nada de me molhar
Pois guardei-me bem
Consegui, vá, escapar
Às nuvens de além.


Siga então a desgarrada
Que vamos no quinto dia
De um Setembro em que chuvada
Já causou muita avaria

De Algés até à Parede, a chuva fez muitos estragos, por aqui, Ana D.
Eu molhei-me e bem molhada!
Arrastei-me ensopadinha
Desde a bendita esplanada
Até esta casa minha...
*
Bem sei que a distância é pouca,
Mas à esta v`locidade
De lesminha taralhoca,
Molhei-me toda! Verdade!
Ana D. disse…
Com o grupo a aumentar
E tanta gente a rimar
Só vamos parar
Quando o novo ano chegar!


E isso seria perfeito
Tertúlia de aviada,
Seria mesmo um feito
Rimas até à consoada.

E até serve para cantar
Mais ainda para divertir
Vamos todos desgarrar,
(Diz a Ana) até ao Natal persistir!
Se até ao Natal durar,
Até lá desgarrarei
E quando o ano mudar,
Se cá estiver, quadrarei!
José da Xã disse…
Mas a tarde foi de sol
daquele que aqueceu.
Mais um dia para o rol
Que de mim não esqueceu
José da Xã disse…
Sou eu o culpado
De tamanha bravata
Maria de um lado
Neste ata e desata.

Faltou a Cotovia
para ajudar à festa
Nem sei onde estaria
Se não fosse a sesta.

Foi de sol, a tarde amena,
Mas agora há nevoeiro
Sobre esta Oeiras serena,
Sobre este imenso canteiro devia haver um emoticon de nuvenzinha...
João fazes-me tu lembrar
O meu caro cabeleireiro
Disse para eu lá passar
Por volta do mês janeiro

Se eu não aparecer
Já sei o que lhe dizer
Andei em grande desgarrada
Até passou a consoada!
pois tu és culpado sim
Por seres um bom conviva,
Neste espaço és assim
Andamos em roda viva!
Ahahahaha

Se eu for ao cabeleireiro
C`oa floresta capilar
Que me cobre o dorso inteiro,
Vou vê-lo é a desmaiar... rsrsrsrs
José da Xã disse…
Corre-se de cá e para lá
Como se fosse atleta.
Já viste se por aí há
Desgarrada como esta?.

José da Xã disse…
Por aqui também passou
Esse tal de nevoeiro
Não sei por onde andou
Talvez num cacilheiro.
José da Xã disse…
De que ano será esse
Este não é certamente
Não houve quem dissesse
Se era ora ou à frente.




Talvez de Alcácer Quibir
Tenha vindo, ou do Sará,
No tapete de um faquir
C`os ladrões de Ali Babá
Bom soninho, Cotovia!
Bons sonhos, José da Xã!
Carreguem a bateria
Para as rimas de amanhã!!!
José da Xã disse…
Bom dia alegria
Fora as tristezas
Para mais um dia
Repleto de certezas.

José da Xã disse…
Já principiei João
Que de manhã é que é
Uma quadra no coração
Outra a bater o pé.

Já sei que estou atrasada
E a que a manhã já lá vai...
Que seja a tarde orquestrada
Pela rima que nos sai!
Peço desculpa, José,
Por ter chegado atrasada...
Não estive a fazer "crochet",
Estive é c`uma dor tramada...
José da Xã disse…
Oi coitada da João
não deve ser fácil
Viver com emoção
e tentando ser ágil.

Ágil? Só de pensamento,
Que o corpo, pobre de mim,
É canhestro e, de tão lento,
Começo e não chego ao fim!
Esta longa desgarrada
Está bonita e divertida:
O Sol não perde pitada,
Nem a Lua, embevecida
José da Xã disse…
De pensamento e versejar
Tem de sobra agilidade
A Maria João a rimar
É uma ave em liberdade!

José da Xã disse…
Nem chuva fria nem sol
Consegue parar esta luta.
Ate onde irá o lençol
Que carrega esta batuta.




Também as velhas pardocas
Têm direito a voar
Apesar de usarem socas
E bengala pr`apoiar, rsrsrsrs



José da Xã disse…
Vou ora também voar
Depois do exame chato
Três horas a hospitalar
Sem um livro nem fato.

Há exames muito chatos
E outros muito demorados...
Enfim, que sejam exactos,
Mas dêem bons resultados!
Ana D. disse…
Até a chuva parou
Para ler este rimar
E o sol regressou
Para vir espreitar

A chuva parou apressada
E o sol veio a correr
Para ler esta desgarrada
Sem nada perder
José da Xã disse…
Viva Maria João
Ja cá estou a bombar
Palavras sem marcação
O que conta é rimar.




O que mais conta é rimar
Nesta festa desgarrada
Que hoje começa ao luar
Porque cheguei atrasada
José da Xã disse…
Chegou a Maria e eu
Que o dia foi farto
Muito trabalho me deu
Parecia um parto.

Sabe lá o que é um parto,
Ó meu amigo José!
Teve só um dia farto,
Parto... nem sonha o que ele é!
José da Xã disse…
Vi parir vacas e ovelhas
Porcas, burras e cadelas
As mães não são aselhas
Com os pequenos delas.

Ahahahahahahh!!!!

Não sou vaca, nem cadela
E porca não sou também...
Convém ter maior cautela
Quando a mulher passa a mãe
José da Xã disse…
Mãe há só mesmo uma
É tão certo e bonito
No meio da bruma
Defende o pequenito.

Sim, defende o pequenito,
Mas, depois de grandalhão,
Ou se cala, ou dá-lhe um grito
Quando el` se armar em mauzão
José da Xã disse…
Mãe será sempre mãe
Ontem, hoje ou amanhã
Um berro será também
Gesto de amor da mamã!

Eheheheh...

Sim, mãe será sempre mãe,
Mas se for desrespeitada,
Pode, mesmo qu`rendo bem,
Manter-se um tanto afastada


Bom descanso, José!
Boa noite, meu amigo!
Tudo o quero é saber
Se está tudo bem consigo,
Caso mo queira dizer.
José da Xã disse…
Bom dia,

Ontem fui à aldeia
Ver os meus velhotes
Mas sempre com a ideia
De encontrar uns motes!
Só eu nunca vou à aldeia,
Fico sempre por aqui
Presa a mim e presa à teia
Da terra na qual cresci
*
Muita saúde eu desejo
Pra si e pra seus "velhotes" ;)!
Cá, no estuário do Tejo,
Voltou a chover a potes...
José da Xã disse…
Fui ontem mas ainda vim
Tinha coisas para hoje
Viver na aldeia para mim
É voltar ao toque e foge.

Muitos trabalhos lá ganhei
Com maior ou menor dor
Muitas festas ali gozei
De mãos presas no andor.

Bom fim de semana.



Tenha um bom fim-de-semana
Cheio dessa inspiração
Que do nosso corpo emana
C`oa graça de uma canção!
José da Xã disse…
O Sabado ja passou
E o seu imenso labor
Hoje Domingo eu dou
Um almoço com amor.

Bom dia, José da Xã
Deixo o almoço pra mais logo
E o jantar para amanhã,
Que hoje não acendo o fogo
*
Estou dorida, mal dormida
E ainda muito ensonada...
Vou é fazer pela vida,
Pra que este sono se evada

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