Desgarrando!

Com a ajuda competente da Maria João


 


Dizem que sem a Musa


Não há poemas, rimas.


Já ninguém diz que usa


Os versos e as cismas.

Comentários

  1. Versos podem ser rimados,
    Ou não ter rima nenhuma,
    Mas se não são bem esgalhados
    Lev`ós o vento, qual pluma!
    *
    Mª João

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  2. Nem me fale em vento,
    Q'uesta semana doeu
    O eólo qual jumento,
    A zurrar que nem eu.

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  3. Senti-o! Quase voei
    Quando fui tomar café:
    Nem sabe as voltas que dei,
    Quase fui de marcha à ré!
    *

    Mª João

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  4. Fui corrido da praia
    Com as coisas às costas
    Sem direito a gandaia.
    Com chapéu às voltas.

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  5. Estava um dia tão bonito
    Mas o vento estragou tudo:
    Eu, ao cair, dei um grito,
    Mas o chapéu ficou mudo, rsrsrs

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  6. Não caí pouco faltou,
    Danado sem abrandar.
    Um chapéu que saltou,
    Para longe aterrar.

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  7. Inda bem que o não perdeu,
    Pois se o tivesse perdido
    Diria, como disse eu:
    - Ó vento, foste um bandido!

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  8. Não era meu o dito,
    Que estava bem fundo.
    Descobri com um grito,
    Acordou todo o Mundo.

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  9. Não tem mal nenhum
    Que este mundo acorde:
    Grito não faz BOOOM,
    Não mata, nem morde!

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  10. Não morde porém magoa,
    Sei bem do que escrevo.
    Não oiço mosca que voa
    Nem palavra de enlevo.

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  11. A mim, vai-me o sono vindo,
    Nada de jeito já digo...
    Mas não dou isto por findo:
    Até amanhã, meu amigo!

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  12. Muito bom dia alegria
    Cá estamos de novo
    Viver um novo dia
    Sera uma bizarria.

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  13. Bom dia, José, bom dia!
    Vamos, então, desgarrar!
    Se isto der em bizarria,
    Mais dará pra gargalhar!


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  14. Ola Maria João
    Amiga de desgarrar
    Digo mesmo de coração
    Nao sei onde acabar

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  15. Ninguém sabe onde acabar
    Depois de ter começado,
    Que isto de bem desgarrar
    Nunca tem um fim marcado

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  16. Seja tarde ou cedo
    Que importa é rimar
    Livre ou pleno de medo
    Que importa é versejar.

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  17. Não sei se tenho competências para tal!! Vocês são exímios na arte da desgarrada! Olha que dois!

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  18. O que importa é versejar
    Com boa disposição
    Que assim se podem curar
    Enjôo e constipação!

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  19. Enjôo e constipação
    É coisa que nao uso.
    Talvez uma insolação
    Dizem estar em desuso.


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  20. Eu não sou. A Maria João sim.
    O que conta é divertimo-nos.

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  21. Então não há-de ter, Ana D.? Coragem! Tente as sete sílabas métricas em cada verso e venha brincar connosco!

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  22. Quem dera que não se usasse,
    Porque eu estou mesmo enjoada
    E como se não bastasse
    Também ando constipada, rsrsrsrs

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  23. Constipações de Verão
    É realmente do piorio.
    Mais vale louca paixão
    Que ter nariz num fio.

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  24. Não num fio, mas gota a gota
    E sem parar de pingar,
    Já tenho a toalha rota,
    Estou farta de me assoar! rsrs



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  25. Isso pingo a pingo
    É coisa aborrecida.
    Prefiro perder ao bingo
    Que andar nessa vida.

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  26. Estava por aqui a passar
    Para o José visitar
    Eis que dou com este rimar
    Do Zé e da João a desgarrar

    Beijinhos para ambos! Vocês são magníficos!

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  27. Agora basta seguir
    O que manda o coração
    Tambem poderemos rir
    Do que sai da nossa mão.

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  28. Ao bingo não perco nada,
    Nem sequer na raspadinha
    Eu gasto a minha "mesada"
    Que é pequena mas é minha!

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  29. Agora já somos três
    A brincar às desgarradas!
    Agora é a sua vez,
    Quero ouvir mais gargalhadas!

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  30. Não jogo esse jogo
    nem outro qualquer
    A pensão vai logo
    para pagar o aluguer!


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  31. E a minha, pobre dela,
    Fica muito desbastada
    Na farmácia, que a mazela
    Precisa de ser tratada...

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  32. Antes numa batota
    Que numa farmácia.
    Talvez o doutor Tota
    Tenha essa audácia.

    Nota: Tota corresponde a médico em minderico.

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  33. De Tota e de louco, todos temos um pouco

    Eu à batota não jogo
    E só sei jogar xadrez
    C`o computador, a rogo,
    Pois não ganho há mais de um mês...

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  34. Nao sei se estou à altura
    De assim desgarrar
    Mas acedi a esta loucura
    Pois o que vale é participar

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  35. Versejas Ana, versejas
    Nao custou quase nada.
    É bom que assim sejas
    Uma jovem bem dada.

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  36. Pluma, levou-a o vento / Vento a levou veloz. / Água leva sofrimento / Da nascente até a foz!

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  37. Da nascente até à foz
    Vão indo a água e a vida:
    Vamos indo todos nós,
    Cada dia uma corrida!

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  38. Não jogo nem à moeda
    Pois prefiro escrever.
    Quadras que nem seda
    Para quem as quiser ler.

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  39. Eu cá não jogo a feijões
    Que o feijão está muito caro
    E contra o euromilhões
    Neste instante me declaro!

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  40. Uma cautela semanal
    Faz quarenta anos
    Na totalidade anual.
    Não há lucros nem danos.

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  41. Cautela tenho eu de ter
    Com cada pequeno gasto:
    Mal me chega pra comer
    E pra vestir não me basto...

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  42. A vida é danada
    A pregar-nos partidas
    Umas vezes nem é nada,
    Outras são mui tremidas.

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  43. Mas nós vamo-nos safando
    Das partidas que ela prega
    Até ao dia nefando
    Em que a sorte se nos nega

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  44. Será azar ou sorte
    Ir vivendo a vida.
    Para mim até a morte
    Será a sorte devida.

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  45. Tem a sorte o seu papel
    No grande jogo da vida:
    Às vezes dá-se a granel
    E, outras, fica escondida...

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  46. Cada dia uma corrida / Sempre o mesmo Destino / Sabendo que é a Vida / Valerá o desatino?!

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  47. E eu de gitarrinha afinadinha
    a más horas chego tarde
    voz engasgada em Tinto afinador
    berro que nem um alarve

    Belo fim de Semana pra vocês

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  48. Um pouco de desatino
    Nunca fez mal a ninguém
    E usado como o sal fino
    Pode até fazer-nos bem...

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  49. Não acredito em tal
    Sorte é coisa estranha.
    Umas vezes é bestial
    Outras uma façanha.

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  50. Sorte é uma variável
    Bem difícil de explicar
    Que ocorre se o improvável
    Se passa a mat`rializar

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  51. O que será o azar
    o inverso da sorte?
    Azar rima com casar
    e a sorte com morte!

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  52. Bem versejado este
    que agora aqui li.
    Sói obra de mestre.
    Do melhor que já vi!

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  53. É o inverso da sorte
    Ou então a falta dela,
    Consoante o que o conforte
    Quando o seu dedo martela, rsrsrs

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  54. Depois de começar
    Não mais quero parar
    Deixamos agosto passar
    Sempre neste desgarrar

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  55. Depois de começar
    Não mais quero parar
    Deixamos agosto passar
    Sempre neste desgarrar

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  56. Desgarrar é coisa boa
    Para quem quer divertir
    Mais vale um verso à toa
    Que uma noite sem rir.

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  57. O dedo mui martelas
    Palavras boas a eito.
    Há que olhar prá elas
    Para lhes apanhar o jeito.

    Bom descanso!

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  58. Tenha um bom descanso, amigo!
    Eu já ganhei mais um dia
    Na desgarrada consigo
    O que, pra mim, é folia !

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  59. Folia não é para mim
    Já que sou novato
    Talvez um dia enfim
    Seja versejador nato.

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  60. Só se é nato se à nascença
    Se vier a versejar, rsrsrsrs
    Eu cá não "boto" sentença
    Porque nasci a rimar

    (Bom dia! )

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  61. Isto de fazer rimas
    É algo complicado.
    Mesmo sem temas
    Fico todo apanhado.

    (Boa Tarde!)

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  62. Não fique assim, apanhado,
    Que isto é pura diversão
    E o verso, ao ser desgarrado,
    Faz-nos bem ao coração

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  63. Muito sofre o coração
    Por querer bem rimar
    É preciso termos mão
    para nada disto falhar.

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  64. Se o meu velho coração
    Sofresse por bem rimar,
    Já estaria num caixão,
    Não o poderia usar

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  65. Felizarda quem nasceu
    Com queda para rimar
    Já aqui se entendeu
    É capaz de nunca parar.

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  66. É verdade, meu amigo,
    Poderia não parar,
    Mas onde acharia abrigo
    Pra tanta rima guardar?

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  67. Emprestar a este pobre
    Que pouco sabe versejar.
    Nem que fosse um nobre
    Conseguiria melhor rimar.

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  68. Nobre, sou, mas à nobreza
    Sei que nunca pertenci
    E se em tempos fui burguesa,
    Nem burguesa me senti...

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  69. Sou do mesmo clube
    Pois de pobre não passo.
    Prefiro que me derrube
    A ser aquilo que não posso.



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  70. Boa noite, meu amigo!
    Eu, não tarda irei prá cama...
    Sei que as cãibras são um p`rigo,
    Porém Morfeu já me chama.

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  71. Bom dia

    Acabaram as férias
    Há que voltar a bolir
    Reformado e sem lérias
    Não sei para onde ir.

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  72. Bom dia, José!

    Também eu estou reformada
    E, férias... desde menina
    Que não as quero pra nada:
    Bulir é a minha sina

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  73. Prefiro o trabalho
    A ócio como vida.
    Mesmo com algum ralho
    Trabalhar é preferida.

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  74. Dado eu estar muito doente,
    O meu trabalho é pouquinho,
    Não sou, porém, desistente,
    Trabalho enquanto caminho

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  75. Caminhar é sempre bom
    Mesmo que seja devagar.
    Dá para ouvir o som.
    Dos pássaros e do mar.

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  76. Que delícia é caminhar
    Quando o corpo nos não dói!
    Agora mal posso andar,
    Com esta dor que me mói...

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  77. Eis a idade condor
    Com dor, ali, acolá.
    Dias com pouco sabor
    Nem com gelados Olá.


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  78. Antes de responder à quadra, quero dar-lhe os meus parabéns porque esta sua quadra está em mais do que perfeita redondilha maior, José!!! Creio que já lhes apanhou o ritmo e a musicalidade!

    Tive dor quando era nova,
    Mas aguentava melhor
    Do que hoje que ponho à prova
    O melhor do meu valor...

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  79. Maria João.
    Tento sempre ajustar a quadra às sílabas. Por vezes consigo, outras nem por isso.
    Obrigado.

    Já tive dores assim
    Daquelas bem pesadas.
    Chegaram bem para mim
    São águas passadas.

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  80. Estou contente por saber
    Que as dor`s são águas passadas...
    As minhas, inda a doer,
    São manhosas, as danadas!

    Eu sofro de dor crónica, mas já me habituei a viver com ela. Só quando se torna muito intensa é que me queixo... às vezes até me queixo nos poemas...

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  81. Ora há que me cuidar
    A "gota" me ataca.
    Não posso desleixar
    A boca é uma saca.

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  82. Ácido úrico é fogo!
    Tem de ter muito cuidado
    Que esse nunca ataca a rogo,
    Nem tem de ser convidado!

    (Também o tenho, mas nas mãos...)

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  83. O úrico é danado
    Apanha-me à sorrelfa.
    Chato e assaz tramado
    Agarra-me de naifa.


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  84. Receitaram Colchicina
    Mas não a posso tomar
    E esta maleita assassina
    Continua-me a magoar

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  85. Olá boa tarde,

    Ando em.limpezas domésticas e ainda não tive tempo de lhe responder.
    Vai agora.

    Alguem disse altaneiro
    Que não doía a dor.
    Conversa de faroleiro
    Não há dor sem amor!


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  86. Não há é amor sem dor,
    Mas é uma dor dif`rente,
    Bem dif`rente, no sabor,
    Desta que hoje a gente sente!


    Boa tarde, José! Também tenho andado de volta da roupa...

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  87. Muitos escreveu Camões
    Sonetos só de amor.
    Um destroça corações
    Só a espalhar fervor.

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  88. Bem poucos dos meus sonetos
    Têm o amor por tema...
    Vão mais longe, os meus projectos,
    De tudo engendro um poema

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  89. Quem me dera ser assim
    Sonetista de mão plena.
    Não será esse o meu fim.
    Nada me vale a pena.

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  90. Ora... "tudo vale a pena"
    Como nos disse Pessoa
    "Se a alma não é pequena"
    E o coração não destoa

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  91. Pessoa é pessoa
    E eu pobre escriba.
    Não era poeta à toa
    Eu sou apenas giba.




    A pena é uma outra
    A que aqui carrego.
    O poeta tinha letra
    Serei um pobre cego.

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  92. Qual pobre cego, qual quê!?
    Eu também Camões não sou,
    No entanto, quem me lê,
    Diz-me que nada mal vou
    *
    E não quero ser ninguém
    Que seja já consagrado:
    Quero ser esta que vem
    Sempre c`o verso atrelado

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  93. Vai mui bem sim
    Mesmo a desgarrar
    Poetisa cheia, enfim
    Eu tentar acompanhar.

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  94. Tempos houve, mais diletos,
    Digo com alguma mágoa,
    Em que eu escrevia sonetos
    Como quem bebe um gol`d`água...

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  95. Nem com muitos de Baco
    Conseguiria tal façanha
    De competência um naco
    Do resto uma manha.

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  96. Eu, de Baco, nada aceito
    Pois se aceitasse um nadinha,
    Nada faria de jeito,
    Nem sequer uma quadrinha!

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  97. Por vezes um quartilho
    Como se dizia outrora
    Parecia um rastilho
    Versejava toda a hora.

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  98. Nem uma gota, sequer,
    A não ser de água ou de chá, [(C)
    Ou passaria a escrever
    Poesia muito má! ]

    Vou ver o Summerland - parece-me um belíssimo filme e está a passar na RTP1- e depois vou-me deitar.
    Até amanhã, José!

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  99. Boa noite.

    Só agora consegui vir escrever. Espero que se encontre em franca recuperação. Portanto... continuando a nossa desgarrada aqui vai.

    Hoje não como nem bebo
    Que depois há exame
    Nem uma bolinha de sebo
    Nada que me trame!

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  100. Boa noite, José!

    Eu estou agora a comer
    Uma sopinha de grão:
    Que bem me está a saber
    Esta parca refeição

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  101. Comi um caldo de galinha
    já que legumes não posso
    Isto tem de estar na linha
    Para não me tornar osso!

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  102. Mas um caldo de galinha
    Não faz engordar ninguém...
    Pode ser que uma açordinha
    Seja o que mais lhe convém.

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  103. Caldinhos e caldinhos
    Eis o que posso comer.
    Ate ter bons desalinhos
    Há que a dieta manter.

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  104. Eu a dieta não estou,
    Mais vai sendo habitual
    Comer sopita se vou
    Dormir bem sem passar mal

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  105. Depois de amanhã
    Tudo ha-de terminar.
    Comerei ate de manhã,
    A barriga empaturrar.

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  106. Que tudo lhe corra bem
    Com esse exame, José!
    Eu só para o mês que vem
    Farei exames, olé!

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  107. Vai ser o mês todo
    de volta deste corpinho.
    Estou enfiado no lodo
    Ai de mim coitadinho.

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  108. Bom dia, José, bom dia!
    Diz-me, hoje, que está na lama
    E eu confesso que previa
    Qu`inda estivesse na cama...

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  109. Ora aqui chego eu
    Ou antes Cotovia
    Já em atrofia
    Com o que perdeu.

    Com os comentários
    Mais de uma centena,
    Até a asa abana,
    E dá calafrios!

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  110. Além de estar atrasada,
    Venho com rima trocada
    P'lo cinco fui enganada,
    Para o sete destinada.

    Mais, a rima foi em ABBA,
    Ninguém a quer para nada,
    Pois em ABAB se quer a quadra.
    Estarei agora orientada?

    Irei conseguir falhar,
    Por mais que tente acertar,
    Agora está tudo em ar,
    Sou mestre a desafinar.

    Mas não vim voando em vão,
    Já aqui vi o Francisco e a Ana,
    O José da Xã e a João,
    Verei quem mais aqui anda.

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  111. Cama não é para o "je"
    Gosto de cedo acordar.
    Sai de madrugada hoje
    Para chuva apanhar.

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  112. Quem gosta de chuva é flor...
    Diga-me lá, meu amigo,
    Se se inundou de vigor
    Ou se procurou abrigo...

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  113. Até o Anjo da Esquina
    Veio até cá desgarrar!
    Esta desgarrada anima
    E até serve pra cantar!

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  114. Se até os anjos alinham
    Nesta nossa desgarrada,
    Já nossos versos se apinham
    Em torno da festa alada

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  115. Nada de me molhar
    Pois guardei-me bem
    Consegui, vá, escapar
    Às nuvens de além.


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  116. Siga então a desgarrada
    Que vamos no quinto dia
    De um Setembro em que chuvada
    Já causou muita avaria

    De Algés até à Parede, a chuva fez muitos estragos, por aqui, Ana D.

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  117. Eu molhei-me e bem molhada!
    Arrastei-me ensopadinha
    Desde a bendita esplanada
    Até esta casa minha...
    *
    Bem sei que a distância é pouca,
    Mas à esta v`locidade
    De lesminha taralhoca,
    Molhei-me toda! Verdade!

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  118. Com o grupo a aumentar
    E tanta gente a rimar
    Só vamos parar
    Quando o novo ano chegar!

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  119. E isso seria perfeito
    Tertúlia de aviada,
    Seria mesmo um feito
    Rimas até à consoada.

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  120. E até serve para cantar
    Mais ainda para divertir
    Vamos todos desgarrar,
    (Diz a Ana) até ao Natal persistir!

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  121. Se até ao Natal durar,
    Até lá desgarrarei
    E quando o ano mudar,
    Se cá estiver, quadrarei!

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  122. Mas a tarde foi de sol
    daquele que aqueceu.
    Mais um dia para o rol
    Que de mim não esqueceu

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  123. Sou eu o culpado
    De tamanha bravata
    Maria de um lado
    Neste ata e desata.

    Faltou a Cotovia
    para ajudar à festa
    Nem sei onde estaria
    Se não fosse a sesta.

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  124. Foi de sol, a tarde amena,
    Mas agora há nevoeiro
    Sobre esta Oeiras serena,
    Sobre este imenso canteiro devia haver um emoticon de nuvenzinha...

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  125. João fazes-me tu lembrar
    O meu caro cabeleireiro
    Disse para eu lá passar
    Por volta do mês janeiro

    Se eu não aparecer
    Já sei o que lhe dizer
    Andei em grande desgarrada
    Até passou a consoada!

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  126. pois tu és culpado sim
    Por seres um bom conviva,
    Neste espaço és assim
    Andamos em roda viva!

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  127. Ahahahaha

    Se eu for ao cabeleireiro
    C`oa floresta capilar
    Que me cobre o dorso inteiro,
    Vou vê-lo é a desmaiar... rsrsrsrs

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  128. Corre-se de cá e para lá
    Como se fosse atleta.
    Já viste se por aí há
    Desgarrada como esta?.

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  129. Por aqui também passou
    Esse tal de nevoeiro
    Não sei por onde andou
    Talvez num cacilheiro.

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  130. De que ano será esse
    Este não é certamente
    Não houve quem dissesse
    Se era ora ou à frente.


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  131. Talvez de Alcácer Quibir
    Tenha vindo, ou do Sará,
    No tapete de um faquir
    C`os ladrões de Ali Babá

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  132. Bom soninho, Cotovia!
    Bons sonhos, José da Xã!
    Carreguem a bateria
    Para as rimas de amanhã!!!

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  133. Bom dia alegria
    Fora as tristezas
    Para mais um dia
    Repleto de certezas.

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  134. Já principiei João
    Que de manhã é que é
    Uma quadra no coração
    Outra a bater o pé.

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  135. Já sei que estou atrasada
    E a que a manhã já lá vai...
    Que seja a tarde orquestrada
    Pela rima que nos sai!

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  136. Peço desculpa, José,
    Por ter chegado atrasada...
    Não estive a fazer "crochet",
    Estive é c`uma dor tramada...

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  137. Oi coitada da João
    não deve ser fácil
    Viver com emoção
    e tentando ser ágil.

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  138. Ágil? Só de pensamento,
    Que o corpo, pobre de mim,
    É canhestro e, de tão lento,
    Começo e não chego ao fim!

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  139. Esta longa desgarrada
    Está bonita e divertida:
    O Sol não perde pitada,
    Nem a Lua, embevecida

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  140. De pensamento e versejar
    Tem de sobra agilidade
    A Maria João a rimar
    É uma ave em liberdade!

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  141. Nem chuva fria nem sol
    Consegue parar esta luta.
    Ate onde irá o lençol
    Que carrega esta batuta.



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  142. Também as velhas pardocas
    Têm direito a voar
    Apesar de usarem socas
    E bengala pr`apoiar, rsrsrsrs



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  143. Vou ora também voar
    Depois do exame chato
    Três horas a hospitalar
    Sem um livro nem fato.

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  144. Há exames muito chatos
    E outros muito demorados...
    Enfim, que sejam exactos,
    Mas dêem bons resultados!

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  145. Até a chuva parou
    Para ler este rimar
    E o sol regressou
    Para vir espreitar

    A chuva parou apressada
    E o sol veio a correr
    Para ler esta desgarrada
    Sem nada perder

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  146. Viva Maria João
    Ja cá estou a bombar
    Palavras sem marcação
    O que conta é rimar.


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  147. O que mais conta é rimar
    Nesta festa desgarrada
    Que hoje começa ao luar
    Porque cheguei atrasada

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  148. Chegou a Maria e eu
    Que o dia foi farto
    Muito trabalho me deu
    Parecia um parto.

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  149. Sabe lá o que é um parto,
    Ó meu amigo José!
    Teve só um dia farto,
    Parto... nem sonha o que ele é!

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  150. Vi parir vacas e ovelhas
    Porcas, burras e cadelas
    As mães não são aselhas
    Com os pequenos delas.

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  151. Ahahahahahahh!!!!

    Não sou vaca, nem cadela
    E porca não sou também...
    Convém ter maior cautela
    Quando a mulher passa a mãe

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  152. Mãe há só mesmo uma
    É tão certo e bonito
    No meio da bruma
    Defende o pequenito.

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  153. Sim, defende o pequenito,
    Mas, depois de grandalhão,
    Ou se cala, ou dá-lhe um grito
    Quando el` se armar em mauzão

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  154. Mãe será sempre mãe
    Ontem, hoje ou amanhã
    Um berro será também
    Gesto de amor da mamã!

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  155. Eheheheh...

    Sim, mãe será sempre mãe,
    Mas se for desrespeitada,
    Pode, mesmo qu`rendo bem,
    Manter-se um tanto afastada


    Bom descanso, José!

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  156. Boa noite, meu amigo!
    Tudo o quero é saber
    Se está tudo bem consigo,
    Caso mo queira dizer.

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  157. Bom dia,

    Ontem fui à aldeia
    Ver os meus velhotes
    Mas sempre com a ideia
    De encontrar uns motes!

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  158. Só eu nunca vou à aldeia,
    Fico sempre por aqui
    Presa a mim e presa à teia
    Da terra na qual cresci
    *
    Muita saúde eu desejo
    Pra si e pra seus "velhotes" ;)!
    Cá, no estuário do Tejo,
    Voltou a chover a potes...

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  159. Fui ontem mas ainda vim
    Tinha coisas para hoje
    Viver na aldeia para mim
    É voltar ao toque e foge.

    Muitos trabalhos lá ganhei
    Com maior ou menor dor
    Muitas festas ali gozei
    De mãos presas no andor.

    Bom fim de semana.



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  160. Tenha um bom fim-de-semana
    Cheio dessa inspiração
    Que do nosso corpo emana
    C`oa graça de uma canção!

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  161. O Sabado ja passou
    E o seu imenso labor
    Hoje Domingo eu dou
    Um almoço com amor.

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  162. Bom dia, José da Xã
    Deixo o almoço pra mais logo
    E o jantar para amanhã,
    Que hoje não acendo o fogo
    *
    Estou dorida, mal dormida
    E ainda muito ensonada...
    Vou é fazer pela vida,
    Pra que este sono se evada

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