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Três quadras a São Pedro - (versão 2026)

  São Pedro tem ora vez Nestas rimas anuais. Nem sei com’o Santo fez P’ras rimas não serem iguais.   Um bom Santo obreiro Da Cintra velha e real Da vila é padroeiro E das queijadas sem rival.   Para o ano haverá mais? É coisa que não sei dizer. Talvez sim, talvez jamais O que é preciso é viver!

Três quadras a São João (versão 2026)

  Todos os anos aqui se sente Rimas para o São João Um santo assaz contente Por contar mais um balão.   Venham de lá foliões Gente boa de muito lado Tenham ou não tostões Só querem um bom gelado.   Mais um ano, mais rimas De quem pouco percebe. Espremam umas frescas limas Que este escriba tudo bebe.

Três quadras a Santo António - (versão 2026)

  Em Lisboa um Santo nasceu Dizem casamenteiro. Em Pádua o santo morreu Bem novo e sem dinheiro.   Há um António amigo Hoje aniversariante Sempre que lhe ligo Encontro-o bem contente   Todos os anos regresso  A esta saga de versejar Uns versos sem sucesso A um António de altar.

As fitas da múda

  I Nesses teus lindos olhos Há um sorriso inteiro. Felicidade aos molhos A alegria primeiro.   Um gargalhar imenso Sabe a quase certeza. Esse brilho intenso Nesse mirar de princesa.   Um doce de menina Que nos bem alivia. Dá gosto a tua sina Nesse nome de Olívia. II  Sempre que chamas por mim No meu coração nasce. Uma alegria sem fim, Amor que nunca esmorece.   Avô, avô chamas assim Sempre numa gargalhada. Não sei se ris de mim Ou da vida bem folgada.   Finalmente minha querida Eu tenho uma certeza. Tu és a minha doce vida Cheia da tua beleza.

"A Bonita"

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Pareces muito bem sorrir Nesse teu rir perfeito. Não tenho que preferir, Pareces não ter defeito.   Esse sentido de beleza Contrasta com a vizinha. Tu és quase de certeza Uma flor que não definha.   Mas que curioso esse ar, Pois de tão bela que és. Estás como a triste sem mar E em terra estão os teus pés.   Para que queres tanta luz Se não serves o propósito. Cada um tem uma cruz, E tu não sais do depósito.

Abandono!

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  Encontrei-te abandonado Sob um céu de chumbo. Tanto sonho desvendado Escondido num biombo.   Maria Cristina é nome De mulher, mãe, coragem. Mataste a muitos a fome, Neste Mundo de voragem. Naquele silêncio matinal Parecia quereres gritar: Que terei vivido afinal Nesta força que é o mar!   Do outro lado do mar anil Fica tua terra, a saudade. Uma ilha de tom primaveril Repleta de luz e vaidade.   Nada de ti esquecerei, E falarei neste canto. Quem sabe a alguém direi, Que és filha de Porto Santo.

Dois anos!

Ao meu neto Dois anos são já passados De alegrias e lágrimas Dos dias e passos dados Ficam lembranças óptimas.   Dois anos de vivência Parece pouco para nós Contudo com evidência Um real esforço atroz.   Dois anos sempre a crescer Ainda poucas palavras. Terá tempo para aprender A ser escriba destas lavras.   Dois anos? Quem diria a mim. Que amar um “canininho! Seria uma alegria assim, Dar-lhe uma mão no caminho!