Desgarrando!
Com a ajuda competente da Maria João
Dizem que sem a Musa
Não há poemas, rimas.
Já ninguém diz que usa
Os versos e as cismas.
Com a ajuda competente da Maria João
Dizem que sem a Musa
Não há poemas, rimas.
Já ninguém diz que usa
Os versos e as cismas.
Comentários
Ou não ter rima nenhuma,
Mas se não são bem esgalhados
Lev`ós o vento, qual pluma!
*
Mª João
Q'uesta semana doeu
O eólo qual jumento,
A zurrar que nem eu.
Quando fui tomar café:
Nem sabe as voltas que dei,
Quase fui de marcha à ré!
*
Mª João
Com as coisas às costas
Sem direito a gandaia.
Com chapéu às voltas.
Mas o vento estragou tudo:
Eu, ao cair, dei um grito,
Mas o chapéu ficou mudo, rsrsrs
Danado sem abrandar.
Um chapéu que saltou,
Para longe aterrar.
Pois se o tivesse perdido
Diria, como disse eu:
- Ó vento, foste um bandido!
Que estava bem fundo.
Descobri com um grito,
Acordou todo o Mundo.
Que este mundo acorde:
Grito não faz BOOOM,
Não mata, nem morde!
Sei bem do que escrevo.
Não oiço mosca que voa
Nem palavra de enlevo.
Nada de jeito já digo...
Mas não dou isto por findo:
Até amanhã, meu amigo!
Cá estamos de novo
Viver um novo dia
Sera uma bizarria.
Vamos, então, desgarrar!
Se isto der em bizarria,
Mais dará pra gargalhar!
Amiga de desgarrar
Digo mesmo de coração
Nao sei onde acabar
Depois de ter começado,
Que isto de bem desgarrar
Nunca tem um fim marcado
Obrigada pela partilha!
Que importa é rimar
Livre ou pleno de medo
Que importa é versejar.
Bora lá?
Com boa disposição
Que assim se podem curar
Enjôo e constipação!
É coisa que nao uso.
Talvez uma insolação
Dizem estar em desuso.
O que conta é divertimo-nos.
Porque eu estou mesmo enjoada
E como se não bastasse
Também ando constipada, rsrsrsrs
É realmente do piorio.
Mais vale louca paixão
Que ter nariz num fio.
E sem parar de pingar,
Já tenho a toalha rota,
Estou farta de me assoar! rsrs
É coisa aborrecida.
Prefiro perder ao bingo
Que andar nessa vida.
Para o José visitar
Eis que dou com este rimar
Do Zé e da João a desgarrar
Beijinhos para ambos! Vocês são magníficos!
O que manda o coração
Tambem poderemos rir
Do que sai da nossa mão.
Nem sequer na raspadinha
Eu gasto a minha "mesada"
Que é pequena mas é minha!
A brincar às desgarradas!
Agora é a sua vez,
Quero ouvir mais gargalhadas!
nem outro qualquer
A pensão vai logo
para pagar o aluguer!
Fica muito desbastada
Na farmácia, que a mazela
Precisa de ser tratada...
Que numa farmácia.
Talvez o doutor Tota
Tenha essa audácia.
Nota: Tota corresponde a médico em minderico.
Eu à batota não jogo
E só sei jogar xadrez
C`o computador, a rogo,
Pois não ganho há mais de um mês...
De assim desgarrar
Mas acedi a esta loucura
Pois o que vale é participar
Nao custou quase nada.
É bom que assim sejas
Uma jovem bem dada.
Vão indo a água e a vida:
Vamos indo todos nós,
Cada dia uma corrida!
Pois prefiro escrever.
Quadras que nem seda
Para quem as quiser ler.
Que o feijão está muito caro
E contra o euromilhões
Neste instante me declaro!
Faz quarenta anos
Na totalidade anual.
Não há lucros nem danos.
Com cada pequeno gasto:
Mal me chega pra comer
E pra vestir não me basto...
A pregar-nos partidas
Umas vezes nem é nada,
Outras são mui tremidas.
Das partidas que ela prega
Até ao dia nefando
Em que a sorte se nos nega
Ir vivendo a vida.
Para mim até a morte
Será a sorte devida.
No grande jogo da vida:
Às vezes dá-se a granel
E, outras, fica escondida...
a más horas chego tarde
voz engasgada em Tinto afinador
berro que nem um alarve
Belo fim de Semana pra vocês
Nunca fez mal a ninguém
E usado como o sal fino
Pode até fazer-nos bem...
Sorte é coisa estranha.
Umas vezes é bestial
Outras uma façanha.
Bem difícil de explicar
Que ocorre se o improvável
Se passa a mat`rializar
o inverso da sorte?
Azar rima com casar
e a sorte com morte!
que agora aqui li.
Sói obra de mestre.
Do melhor que já vi!
Ou então a falta dela,
Consoante o que o conforte
Quando o seu dedo martela, rsrsrs
Não mais quero parar
Deixamos agosto passar
Sempre neste desgarrar
Não mais quero parar
Deixamos agosto passar
Sempre neste desgarrar
Para quem quer divertir
Mais vale um verso à toa
Que uma noite sem rir.
Palavras boas a eito.
Há que olhar prá elas
Para lhes apanhar o jeito.
Bom descanso!
Eu já ganhei mais um dia
Na desgarrada consigo
O que, pra mim, é folia !
Já que sou novato
Talvez um dia enfim
Seja versejador nato.
Se vier a versejar, rsrsrsrs
Eu cá não "boto" sentença
Porque nasci a rimar
(Bom dia! )
É algo complicado.
Mesmo sem temas
Fico todo apanhado.
(Boa Tarde!)
Que isto é pura diversão
E o verso, ao ser desgarrado,
Faz-nos bem ao coração
Por querer bem rimar
É preciso termos mão
para nada disto falhar.
Sofresse por bem rimar,
Já estaria num caixão,
Não o poderia usar
Com queda para rimar
Já aqui se entendeu
É capaz de nunca parar.
Poderia não parar,
Mas onde acharia abrigo
Pra tanta rima guardar?
Que pouco sabe versejar.
Nem que fosse um nobre
Conseguiria melhor rimar.
Sei que nunca pertenci
E se em tempos fui burguesa,
Nem burguesa me senti...
Pois de pobre não passo.
Prefiro que me derrube
A ser aquilo que não posso.
Eu, não tarda irei prá cama...
Sei que as cãibras são um p`rigo,
Porém Morfeu já me chama.
Acabaram as férias
Há que voltar a bolir
Reformado e sem lérias
Não sei para onde ir.
Também eu estou reformada
E, férias... desde menina
Que não as quero pra nada:
Bulir é a minha sina
A ócio como vida.
Mesmo com algum ralho
Trabalhar é preferida.
O meu trabalho é pouquinho,
Não sou, porém, desistente,
Trabalho enquanto caminho
Mesmo que seja devagar.
Dá para ouvir o som.
Dos pássaros e do mar.
Quando o corpo nos não dói!
Agora mal posso andar,
Com esta dor que me mói...
Com dor, ali, acolá.
Dias com pouco sabor
Nem com gelados Olá.
Tive dor quando era nova,
Mas aguentava melhor
Do que hoje que ponho à prova
O melhor do meu valor...
Tento sempre ajustar a quadra às sílabas. Por vezes consigo, outras nem por isso.
Obrigado.
Já tive dores assim
Daquelas bem pesadas.
Chegaram bem para mim
São águas passadas.
Que as dor`s são águas passadas...
As minhas, inda a doer,
São manhosas, as danadas!
Eu sofro de dor crónica, mas já me habituei a viver com ela. Só quando se torna muito intensa é que me queixo... às vezes até me queixo nos poemas...
A "gota" me ataca.
Não posso desleixar
A boca é uma saca.
Tem de ter muito cuidado
Que esse nunca ataca a rogo,
Nem tem de ser convidado!
(Também o tenho, mas nas mãos...)
Apanha-me à sorrelfa.
Chato e assaz tramado
Agarra-me de naifa.
Mas não a posso tomar
E esta maleita assassina
Continua-me a magoar
Ando em.limpezas domésticas e ainda não tive tempo de lhe responder.
Vai agora.
Alguem disse altaneiro
Que não doía a dor.
Conversa de faroleiro
Não há dor sem amor!
Não há é amor sem dor,
Mas é uma dor dif`rente,
Bem dif`rente, no sabor,
Desta que hoje a gente sente!
Boa tarde, José! Também tenho andado de volta da roupa...
Sonetos só de amor.
Um destroça corações
Só a espalhar fervor.
Têm o amor por tema...
Vão mais longe, os meus projectos,
De tudo engendro um poema
Sonetista de mão plena.
Não será esse o meu fim.
Nada me vale a pena.
Como nos disse Pessoa
"Se a alma não é pequena"
E o coração não destoa
E eu pobre escriba.
Não era poeta à toa
Eu sou apenas giba.
A pena é uma outra
A que aqui carrego.
O poeta tinha letra
Serei um pobre cego.
Eu também Camões não sou,
No entanto, quem me lê,
Diz-me que nada mal vou
*
E não quero ser ninguém
Que seja já consagrado:
Quero ser esta que vem
Sempre c`o verso atrelado
Mesmo a desgarrar
Poetisa cheia, enfim
Eu tentar acompanhar.
Digo com alguma mágoa,
Em que eu escrevia sonetos
Como quem bebe um gol`d`água...
Conseguiria tal façanha
De competência um naco
Do resto uma manha.
Pois se aceitasse um nadinha,
Nada faria de jeito,
Nem sequer uma quadrinha!
Como se dizia outrora
Parecia um rastilho
Versejava toda a hora.
A não ser de água ou de chá, [(C)
Ou passaria a escrever
Poesia muito má! ]
Vou ver o Summerland - parece-me um belíssimo filme e está a passar na RTP1- e depois vou-me deitar.
Até amanhã, José!
Só agora consegui vir escrever. Espero que se encontre em franca recuperação. Portanto... continuando a nossa desgarrada aqui vai.
Hoje não como nem bebo
Que depois há exame
Nem uma bolinha de sebo
Nada que me trame!
Eu estou agora a comer
Uma sopinha de grão:
Que bem me está a saber
Esta parca refeição
já que legumes não posso
Isto tem de estar na linha
Para não me tornar osso!
Não faz engordar ninguém...
Pode ser que uma açordinha
Seja o que mais lhe convém.
Eis o que posso comer.
Ate ter bons desalinhos
Há que a dieta manter.
Mais vai sendo habitual
Comer sopita se vou
Dormir bem sem passar mal
Tudo ha-de terminar.
Comerei ate de manhã,
A barriga empaturrar.
Com esse exame, José!
Eu só para o mês que vem
Farei exames, olé!
de volta deste corpinho.
Estou enfiado no lodo
Ai de mim coitadinho.
Diz-me, hoje, que está na lama
E eu confesso que previa
Qu`inda estivesse na cama...
Ou antes Cotovia
Já em atrofia
Com o que perdeu.
Com os comentários
Mais de uma centena,
Até a asa abana,
E dá calafrios!
Venho com rima trocada
P'lo cinco fui enganada,
Para o sete destinada.
Mais, a rima foi em ABBA,
Ninguém a quer para nada,
Pois em ABAB se quer a quadra.
Estarei agora orientada?
Irei conseguir falhar,
Por mais que tente acertar,
Agora está tudo em ar,
Sou mestre a desafinar.
Mas não vim voando em vão,
Já aqui vi o Francisco e a Ana,
O José da Xã e a João,
Verei quem mais aqui anda.
Gosto de cedo acordar.
Sai de madrugada hoje
Para chuva apanhar.
Diga-me lá, meu amigo,
Se se inundou de vigor
Ou se procurou abrigo...
Veio até cá desgarrar!
Esta desgarrada anima
E até serve pra cantar!
Nesta nossa desgarrada,
Já nossos versos se apinham
Em torno da festa alada
Pois guardei-me bem
Consegui, vá, escapar
Às nuvens de além.
Que vamos no quinto dia
De um Setembro em que chuvada
Já causou muita avaria
De Algés até à Parede, a chuva fez muitos estragos, por aqui, Ana D.
Arrastei-me ensopadinha
Desde a bendita esplanada
Até esta casa minha...
*
Bem sei que a distância é pouca,
Mas à esta v`locidade
De lesminha taralhoca,
Molhei-me toda! Verdade!
E tanta gente a rimar
Só vamos parar
Quando o novo ano chegar!
E isso seria perfeito
Tertúlia de aviada,
Seria mesmo um feito
Rimas até à consoada.
E até serve para cantar
Mais ainda para divertir
Vamos todos desgarrar,
(Diz a Ana) até ao Natal persistir!
Até lá desgarrarei
E quando o ano mudar,
Se cá estiver, quadrarei!
daquele que aqueceu.
Mais um dia para o rol
Que de mim não esqueceu
De tamanha bravata
Maria de um lado
Neste ata e desata.
Faltou a Cotovia
para ajudar à festa
Nem sei onde estaria
Se não fosse a sesta.
Mas agora há nevoeiro
Sobre esta Oeiras serena,
Sobre este imenso canteiro devia haver um emoticon de nuvenzinha...
O meu caro cabeleireiro
Disse para eu lá passar
Por volta do mês janeiro
Se eu não aparecer
Já sei o que lhe dizer
Andei em grande desgarrada
Até passou a consoada!
Por seres um bom conviva,
Neste espaço és assim
Andamos em roda viva!
Se eu for ao cabeleireiro
C`oa floresta capilar
Que me cobre o dorso inteiro,
Vou vê-lo é a desmaiar... rsrsrsrs
Como se fosse atleta.
Já viste se por aí há
Desgarrada como esta?.
Esse tal de nevoeiro
Não sei por onde andou
Talvez num cacilheiro.
Este não é certamente
Não houve quem dissesse
Se era ora ou à frente.
Talvez de Alcácer Quibir
Tenha vindo, ou do Sará,
No tapete de um faquir
C`os ladrões de Ali Babá
Bons sonhos, José da Xã!
Carreguem a bateria
Para as rimas de amanhã!!!
Fora as tristezas
Para mais um dia
Repleto de certezas.
Que de manhã é que é
Uma quadra no coração
Outra a bater o pé.
E a que a manhã já lá vai...
Que seja a tarde orquestrada
Pela rima que nos sai!
Por ter chegado atrasada...
Não estive a fazer "crochet",
Estive é c`uma dor tramada...
não deve ser fácil
Viver com emoção
e tentando ser ágil.
Que o corpo, pobre de mim,
É canhestro e, de tão lento,
Começo e não chego ao fim!
Está bonita e divertida:
O Sol não perde pitada,
Nem a Lua, embevecida
Tem de sobra agilidade
A Maria João a rimar
É uma ave em liberdade!
Consegue parar esta luta.
Ate onde irá o lençol
Que carrega esta batuta.
Também as velhas pardocas
Têm direito a voar
Apesar de usarem socas
E bengala pr`apoiar, rsrsrsrs
Depois do exame chato
Três horas a hospitalar
Sem um livro nem fato.
E outros muito demorados...
Enfim, que sejam exactos,
Mas dêem bons resultados!
Para ler este rimar
E o sol regressou
Para vir espreitar
A chuva parou apressada
E o sol veio a correr
Para ler esta desgarrada
Sem nada perder
Ja cá estou a bombar
Palavras sem marcação
O que conta é rimar.
O que mais conta é rimar
Nesta festa desgarrada
Que hoje começa ao luar
Porque cheguei atrasada
Que o dia foi farto
Muito trabalho me deu
Parecia um parto.
Ó meu amigo José!
Teve só um dia farto,
Parto... nem sonha o que ele é!
Porcas, burras e cadelas
As mães não são aselhas
Com os pequenos delas.
Não sou vaca, nem cadela
E porca não sou também...
Convém ter maior cautela
Quando a mulher passa a mãe
É tão certo e bonito
No meio da bruma
Defende o pequenito.
Mas, depois de grandalhão,
Ou se cala, ou dá-lhe um grito
Quando el` se armar em mauzão
Ontem, hoje ou amanhã
Um berro será também
Gesto de amor da mamã!
Sim, mãe será sempre mãe,
Mas se for desrespeitada,
Pode, mesmo qu`rendo bem,
Manter-se um tanto afastada
Bom descanso, José!
Tudo o quero é saber
Se está tudo bem consigo,
Caso mo queira dizer.
Ontem fui à aldeia
Ver os meus velhotes
Mas sempre com a ideia
De encontrar uns motes!
Fico sempre por aqui
Presa a mim e presa à teia
Da terra na qual cresci
*
Muita saúde eu desejo
Pra si e pra seus "velhotes" ;)!
Cá, no estuário do Tejo,
Voltou a chover a potes...
Tinha coisas para hoje
Viver na aldeia para mim
É voltar ao toque e foge.
Muitos trabalhos lá ganhei
Com maior ou menor dor
Muitas festas ali gozei
De mãos presas no andor.
Bom fim de semana.
Cheio dessa inspiração
Que do nosso corpo emana
C`oa graça de uma canção!
E o seu imenso labor
Hoje Domingo eu dou
Um almoço com amor.
Deixo o almoço pra mais logo
E o jantar para amanhã,
Que hoje não acendo o fogo
*
Estou dorida, mal dormida
E ainda muito ensonada...
Vou é fazer pela vida,
Pra que este sono se evada