Desgarrando!
Com a ajuda competente da Maria João
Dizem que sem a Musa
Não há poemas, rimas.
Já ninguém diz que usa
Os versos e as cismas.
Com a ajuda competente da Maria João
Dizem que sem a Musa
Não há poemas, rimas.
Já ninguém diz que usa
Os versos e as cismas.
Versos podem ser rimados,
ResponderEliminarOu não ter rima nenhuma,
Mas se não são bem esgalhados
Lev`ós o vento, qual pluma!
*
Mª João
Nem me fale em vento,
ResponderEliminarQ'uesta semana doeu
O eólo qual jumento,
A zurrar que nem eu.
Senti-o! Quase voei
ResponderEliminarQuando fui tomar café:
Nem sabe as voltas que dei,
Quase fui de marcha à ré!
*
Mª João
Fui corrido da praia
ResponderEliminarCom as coisas às costas
Sem direito a gandaia.
Com chapéu às voltas.
Estava um dia tão bonito
ResponderEliminarMas o vento estragou tudo:
Eu, ao cair, dei um grito,
Mas o chapéu ficou mudo, rsrsrs
Não caí pouco faltou,
ResponderEliminarDanado sem abrandar.
Um chapéu que saltou,
Para longe aterrar.
Inda bem que o não perdeu,
ResponderEliminarPois se o tivesse perdido
Diria, como disse eu:
- Ó vento, foste um bandido!
Não era meu o dito,
ResponderEliminarQue estava bem fundo.
Descobri com um grito,
Acordou todo o Mundo.
Não tem mal nenhum
ResponderEliminarQue este mundo acorde:
Grito não faz BOOOM,
Não mata, nem morde!
Não morde porém magoa,
ResponderEliminarSei bem do que escrevo.
Não oiço mosca que voa
Nem palavra de enlevo.
A mim, vai-me o sono vindo,
ResponderEliminarNada de jeito já digo...
Mas não dou isto por findo:
Até amanhã, meu amigo!
Muito bom dia alegria
ResponderEliminarCá estamos de novo
Viver um novo dia
Sera uma bizarria.
Muito bom!
ResponderEliminarBom dia, José, bom dia!
ResponderEliminarVamos, então, desgarrar!
Se isto der em bizarria,
Mais dará pra gargalhar!
Ola Maria João
ResponderEliminarAmiga de desgarrar
Digo mesmo de coração
Nao sei onde acabar
Podes participar.
ResponderEliminarNinguém sabe onde acabar
ResponderEliminarDepois de ter começado,
Que isto de bem desgarrar
Nunca tem um fim marcado
Fantástico!!!
ResponderEliminarObrigada pela partilha!
Seja tarde ou cedo
ResponderEliminarQue importa é rimar
Livre ou pleno de medo
Que importa é versejar.
Podes entrar na brincadeira.
ResponderEliminarBora lá?
Não sei se tenho competências para tal!! Vocês são exímios na arte da desgarrada! Olha que dois!
ResponderEliminarO que importa é versejar
ResponderEliminarCom boa disposição
Que assim se podem curar
Enjôo e constipação!
Enjôo e constipação
ResponderEliminarÉ coisa que nao uso.
Talvez uma insolação
Dizem estar em desuso.
Eu não sou. A Maria João sim.
ResponderEliminarO que conta é divertimo-nos.
Então não há-de ter, Ana D.? Coragem! Tente as sete sílabas métricas em cada verso e venha brincar connosco!
ResponderEliminarQuem dera que não se usasse,
ResponderEliminarPorque eu estou mesmo enjoada
E como se não bastasse
Também ando constipada, rsrsrsrs
Constipações de Verão
ResponderEliminarÉ realmente do piorio.
Mais vale louca paixão
Que ter nariz num fio.
Não num fio, mas gota a gota
ResponderEliminarE sem parar de pingar,
Já tenho a toalha rota,
Estou farta de me assoar! rsrs
Isso pingo a pingo
ResponderEliminarÉ coisa aborrecida.
Prefiro perder ao bingo
Que andar nessa vida.
Estava por aqui a passar
ResponderEliminarPara o José visitar
Eis que dou com este rimar
Do Zé e da João a desgarrar
Beijinhos para ambos! Vocês são magníficos!
Agora basta seguir
ResponderEliminarO que manda o coração
Tambem poderemos rir
Do que sai da nossa mão.
Ao bingo não perco nada,
ResponderEliminarNem sequer na raspadinha
Eu gasto a minha "mesada"
Que é pequena mas é minha!
Agora já somos três
ResponderEliminarA brincar às desgarradas!
Agora é a sua vez,
Quero ouvir mais gargalhadas!
Não jogo esse jogo
ResponderEliminarnem outro qualquer
A pensão vai logo
para pagar o aluguer!
E a minha, pobre dela,
ResponderEliminarFica muito desbastada
Na farmácia, que a mazela
Precisa de ser tratada...
Antes numa batota
ResponderEliminarQue numa farmácia.
Talvez o doutor Tota
Tenha essa audácia.
Nota: Tota corresponde a médico em minderico.
De Tota e de louco, todos temos um pouco
ResponderEliminarEu à batota não jogo
E só sei jogar xadrez
C`o computador, a rogo,
Pois não ganho há mais de um mês...
Nao sei se estou à altura
ResponderEliminarDe assim desgarrar
Mas acedi a esta loucura
Pois o que vale é participar
Versejas Ana, versejas
ResponderEliminarNao custou quase nada.
É bom que assim sejas
Uma jovem bem dada.
Pluma, levou-a o vento / Vento a levou veloz. / Água leva sofrimento / Da nascente até a foz!
ResponderEliminarDa nascente até à foz
ResponderEliminarVão indo a água e a vida:
Vamos indo todos nós,
Cada dia uma corrida!
Não jogo nem à moeda
ResponderEliminarPois prefiro escrever.
Quadras que nem seda
Para quem as quiser ler.
Eu cá não jogo a feijões
ResponderEliminarQue o feijão está muito caro
E contra o euromilhões
Neste instante me declaro!
Uma cautela semanal
ResponderEliminarFaz quarenta anos
Na totalidade anual.
Não há lucros nem danos.
Cautela tenho eu de ter
ResponderEliminarCom cada pequeno gasto:
Mal me chega pra comer
E pra vestir não me basto...
A vida é danada
ResponderEliminarA pregar-nos partidas
Umas vezes nem é nada,
Outras são mui tremidas.
Mas nós vamo-nos safando
ResponderEliminarDas partidas que ela prega
Até ao dia nefando
Em que a sorte se nos nega
Será azar ou sorte
ResponderEliminarIr vivendo a vida.
Para mim até a morte
Será a sorte devida.
Tem a sorte o seu papel
ResponderEliminarNo grande jogo da vida:
Às vezes dá-se a granel
E, outras, fica escondida...
Cada dia uma corrida / Sempre o mesmo Destino / Sabendo que é a Vida / Valerá o desatino?!
ResponderEliminarE eu de gitarrinha afinadinha
ResponderEliminara más horas chego tarde
voz engasgada em Tinto afinador
berro que nem um alarve
Belo fim de Semana pra vocês
Um pouco de desatino
ResponderEliminarNunca fez mal a ninguém
E usado como o sal fino
Pode até fazer-nos bem...
Não acredito em tal
ResponderEliminarSorte é coisa estranha.
Umas vezes é bestial
Outras uma façanha.
Sorte é uma variável
ResponderEliminarBem difícil de explicar
Que ocorre se o improvável
Se passa a mat`rializar
O que será o azar
ResponderEliminaro inverso da sorte?
Azar rima com casar
e a sorte com morte!
Bem versejado este
ResponderEliminarque agora aqui li.
Sói obra de mestre.
Do melhor que já vi!
É o inverso da sorte
ResponderEliminarOu então a falta dela,
Consoante o que o conforte
Quando o seu dedo martela, rsrsrs
Depois de começar
ResponderEliminarNão mais quero parar
Deixamos agosto passar
Sempre neste desgarrar
Depois de começar
ResponderEliminarNão mais quero parar
Deixamos agosto passar
Sempre neste desgarrar
Desgarrar é coisa boa
ResponderEliminarPara quem quer divertir
Mais vale um verso à toa
Que uma noite sem rir.
O dedo mui martelas
ResponderEliminarPalavras boas a eito.
Há que olhar prá elas
Para lhes apanhar o jeito.
Bom descanso!
Tenha um bom descanso, amigo!
ResponderEliminarEu já ganhei mais um dia
Na desgarrada consigo
O que, pra mim, é folia !
Folia não é para mim
ResponderEliminarJá que sou novato
Talvez um dia enfim
Seja versejador nato.
Só se é nato se à nascença
ResponderEliminarSe vier a versejar, rsrsrsrs
Eu cá não "boto" sentença
Porque nasci a rimar
(Bom dia! )
Isto de fazer rimas
ResponderEliminarÉ algo complicado.
Mesmo sem temas
Fico todo apanhado.
(Boa Tarde!)
Não fique assim, apanhado,
ResponderEliminarQue isto é pura diversão
E o verso, ao ser desgarrado,
Faz-nos bem ao coração
Muito sofre o coração
ResponderEliminarPor querer bem rimar
É preciso termos mão
para nada disto falhar.
Se o meu velho coração
ResponderEliminarSofresse por bem rimar,
Já estaria num caixão,
Não o poderia usar
Felizarda quem nasceu
ResponderEliminarCom queda para rimar
Já aqui se entendeu
É capaz de nunca parar.
É verdade, meu amigo,
ResponderEliminarPoderia não parar,
Mas onde acharia abrigo
Pra tanta rima guardar?
Emprestar a este pobre
ResponderEliminarQue pouco sabe versejar.
Nem que fosse um nobre
Conseguiria melhor rimar.
Nobre, sou, mas à nobreza
ResponderEliminarSei que nunca pertenci
E se em tempos fui burguesa,
Nem burguesa me senti...
Sou do mesmo clube
ResponderEliminarPois de pobre não passo.
Prefiro que me derrube
A ser aquilo que não posso.
Boa noite, meu amigo!
ResponderEliminarEu, não tarda irei prá cama...
Sei que as cãibras são um p`rigo,
Porém Morfeu já me chama.
Bom dia
ResponderEliminarAcabaram as férias
Há que voltar a bolir
Reformado e sem lérias
Não sei para onde ir.
Bom dia, José!
ResponderEliminarTambém eu estou reformada
E, férias... desde menina
Que não as quero pra nada:
Bulir é a minha sina
Prefiro o trabalho
ResponderEliminarA ócio como vida.
Mesmo com algum ralho
Trabalhar é preferida.
Dado eu estar muito doente,
ResponderEliminarO meu trabalho é pouquinho,
Não sou, porém, desistente,
Trabalho enquanto caminho
Caminhar é sempre bom
ResponderEliminarMesmo que seja devagar.
Dá para ouvir o som.
Dos pássaros e do mar.
Que delícia é caminhar
ResponderEliminarQuando o corpo nos não dói!
Agora mal posso andar,
Com esta dor que me mói...
Eis a idade condor
ResponderEliminarCom dor, ali, acolá.
Dias com pouco sabor
Nem com gelados Olá.
Antes de responder à quadra, quero dar-lhe os meus parabéns porque esta sua quadra está em mais do que perfeita redondilha maior, José!!! Creio que já lhes apanhou o ritmo e a musicalidade!
ResponderEliminarTive dor quando era nova,
Mas aguentava melhor
Do que hoje que ponho à prova
O melhor do meu valor...
Maria João.
ResponderEliminarTento sempre ajustar a quadra às sílabas. Por vezes consigo, outras nem por isso.
Obrigado.
Já tive dores assim
Daquelas bem pesadas.
Chegaram bem para mim
São águas passadas.
Estou contente por saber
ResponderEliminarQue as dor`s são águas passadas...
As minhas, inda a doer,
São manhosas, as danadas!
Eu sofro de dor crónica, mas já me habituei a viver com ela. Só quando se torna muito intensa é que me queixo... às vezes até me queixo nos poemas...
Ora há que me cuidar
ResponderEliminarA "gota" me ataca.
Não posso desleixar
A boca é uma saca.
Ácido úrico é fogo!
ResponderEliminarTem de ter muito cuidado
Que esse nunca ataca a rogo,
Nem tem de ser convidado!
(Também o tenho, mas nas mãos...)
O úrico é danado
ResponderEliminarApanha-me à sorrelfa.
Chato e assaz tramado
Agarra-me de naifa.
Receitaram Colchicina
ResponderEliminarMas não a posso tomar
E esta maleita assassina
Continua-me a magoar
Olá boa tarde,
ResponderEliminarAndo em.limpezas domésticas e ainda não tive tempo de lhe responder.
Vai agora.
Alguem disse altaneiro
Que não doía a dor.
Conversa de faroleiro
Não há dor sem amor!
ResponderEliminarNão há é amor sem dor,
Mas é uma dor dif`rente,
Bem dif`rente, no sabor,
Desta que hoje a gente sente!
Boa tarde, José! Também tenho andado de volta da roupa...
Muitos escreveu Camões
ResponderEliminarSonetos só de amor.
Um destroça corações
Só a espalhar fervor.
Bem poucos dos meus sonetos
ResponderEliminarTêm o amor por tema...
Vão mais longe, os meus projectos,
De tudo engendro um poema
Quem me dera ser assim
ResponderEliminarSonetista de mão plena.
Não será esse o meu fim.
Nada me vale a pena.
Ora... "tudo vale a pena"
ResponderEliminarComo nos disse Pessoa
"Se a alma não é pequena"
E o coração não destoa
Pessoa é pessoa
ResponderEliminarE eu pobre escriba.
Não era poeta à toa
Eu sou apenas giba.
A pena é uma outra
A que aqui carrego.
O poeta tinha letra
Serei um pobre cego.
Qual pobre cego, qual quê!?
ResponderEliminarEu também Camões não sou,
No entanto, quem me lê,
Diz-me que nada mal vou
*
E não quero ser ninguém
Que seja já consagrado:
Quero ser esta que vem
Sempre c`o verso atrelado
Vai mui bem sim
ResponderEliminarMesmo a desgarrar
Poetisa cheia, enfim
Eu tentar acompanhar.
Tempos houve, mais diletos,
ResponderEliminarDigo com alguma mágoa,
Em que eu escrevia sonetos
Como quem bebe um gol`d`água...
Nem com muitos de Baco
ResponderEliminarConseguiria tal façanha
De competência um naco
Do resto uma manha.
Eu, de Baco, nada aceito
ResponderEliminarPois se aceitasse um nadinha,
Nada faria de jeito,
Nem sequer uma quadrinha!
Por vezes um quartilho
ResponderEliminarComo se dizia outrora
Parecia um rastilho
Versejava toda a hora.
Nem uma gota, sequer,
ResponderEliminarA não ser de água ou de chá, [(C)
Ou passaria a escrever
Poesia muito má! ]
Vou ver o Summerland - parece-me um belíssimo filme e está a passar na RTP1- e depois vou-me deitar.
Até amanhã, José!
Boa noite.
ResponderEliminarSó agora consegui vir escrever. Espero que se encontre em franca recuperação. Portanto... continuando a nossa desgarrada aqui vai.
Hoje não como nem bebo
Que depois há exame
Nem uma bolinha de sebo
Nada que me trame!
Boa noite, José!
ResponderEliminarEu estou agora a comer
Uma sopinha de grão:
Que bem me está a saber
Esta parca refeição
Comi um caldo de galinha
ResponderEliminarjá que legumes não posso
Isto tem de estar na linha
Para não me tornar osso!
Mas um caldo de galinha
ResponderEliminarNão faz engordar ninguém...
Pode ser que uma açordinha
Seja o que mais lhe convém.
Caldinhos e caldinhos
ResponderEliminarEis o que posso comer.
Ate ter bons desalinhos
Há que a dieta manter.
Eu a dieta não estou,
ResponderEliminarMais vai sendo habitual
Comer sopita se vou
Dormir bem sem passar mal
Depois de amanhã
ResponderEliminarTudo ha-de terminar.
Comerei ate de manhã,
A barriga empaturrar.
Que tudo lhe corra bem
ResponderEliminarCom esse exame, José!
Eu só para o mês que vem
Farei exames, olé!
Vai ser o mês todo
ResponderEliminarde volta deste corpinho.
Estou enfiado no lodo
Ai de mim coitadinho.
Bom dia, José, bom dia!
ResponderEliminarDiz-me, hoje, que está na lama
E eu confesso que previa
Qu`inda estivesse na cama...
Ora aqui chego eu
ResponderEliminarOu antes Cotovia
Já em atrofia
Com o que perdeu.
Com os comentários
Mais de uma centena,
Até a asa abana,
E dá calafrios!
Além de estar atrasada,
ResponderEliminarVenho com rima trocada
P'lo cinco fui enganada,
Para o sete destinada.
Mais, a rima foi em ABBA,
Ninguém a quer para nada,
Pois em ABAB se quer a quadra.
Estarei agora orientada?
Irei conseguir falhar,
Por mais que tente acertar,
Agora está tudo em ar,
Sou mestre a desafinar.
Mas não vim voando em vão,
Já aqui vi o Francisco e a Ana,
O José da Xã e a João,
Verei quem mais aqui anda.
Cama não é para o "je"
ResponderEliminarGosto de cedo acordar.
Sai de madrugada hoje
Para chuva apanhar.
Quem gosta de chuva é flor...
ResponderEliminarDiga-me lá, meu amigo,
Se se inundou de vigor
Ou se procurou abrigo...
Até o Anjo da Esquina
ResponderEliminarVeio até cá desgarrar!
Esta desgarrada anima
E até serve pra cantar!
Se até os anjos alinham
ResponderEliminarNesta nossa desgarrada,
Já nossos versos se apinham
Em torno da festa alada
Nada de me molhar
ResponderEliminarPois guardei-me bem
Consegui, vá, escapar
Às nuvens de além.
Siga então a desgarrada
ResponderEliminarQue vamos no quinto dia
De um Setembro em que chuvada
Já causou muita avaria
De Algés até à Parede, a chuva fez muitos estragos, por aqui, Ana D.
Eu molhei-me e bem molhada!
ResponderEliminarArrastei-me ensopadinha
Desde a bendita esplanada
Até esta casa minha...
*
Bem sei que a distância é pouca,
Mas à esta v`locidade
De lesminha taralhoca,
Molhei-me toda! Verdade!
Com o grupo a aumentar
ResponderEliminarE tanta gente a rimar
Só vamos parar
Quando o novo ano chegar!
ResponderEliminarE isso seria perfeito
Tertúlia de aviada,
Seria mesmo um feito
Rimas até à consoada.
ResponderEliminarE até serve para cantar
Mais ainda para divertir
Vamos todos desgarrar,
(Diz a Ana) até ao Natal persistir!
Se até ao Natal durar,
ResponderEliminarAté lá desgarrarei
E quando o ano mudar,
Se cá estiver, quadrarei!
Mas a tarde foi de sol
ResponderEliminardaquele que aqueceu.
Mais um dia para o rol
Que de mim não esqueceu
Sou eu o culpado
ResponderEliminarDe tamanha bravata
Maria de um lado
Neste ata e desata.
Faltou a Cotovia
para ajudar à festa
Nem sei onde estaria
Se não fosse a sesta.
Foi de sol, a tarde amena,
ResponderEliminarMas agora há nevoeiro
Sobre esta Oeiras serena,
Sobre este imenso canteiro devia haver um emoticon de nuvenzinha...
João fazes-me tu lembrar
ResponderEliminarO meu caro cabeleireiro
Disse para eu lá passar
Por volta do mês janeiro
Se eu não aparecer
Já sei o que lhe dizer
Andei em grande desgarrada
Até passou a consoada!
pois tu és culpado sim
ResponderEliminarPor seres um bom conviva,
Neste espaço és assim
Andamos em roda viva!
Ahahahaha
ResponderEliminarSe eu for ao cabeleireiro
C`oa floresta capilar
Que me cobre o dorso inteiro,
Vou vê-lo é a desmaiar... rsrsrsrs
Corre-se de cá e para lá
ResponderEliminarComo se fosse atleta.
Já viste se por aí há
Desgarrada como esta?.
Por aqui também passou
ResponderEliminarEsse tal de nevoeiro
Não sei por onde andou
Talvez num cacilheiro.
De que ano será esse
ResponderEliminarEste não é certamente
Não houve quem dissesse
Se era ora ou à frente.
ResponderEliminarTalvez de Alcácer Quibir
Tenha vindo, ou do Sará,
No tapete de um faquir
C`os ladrões de Ali Babá
Bom soninho, Cotovia!
ResponderEliminarBons sonhos, José da Xã!
Carreguem a bateria
Para as rimas de amanhã!!!
Bom dia alegria
ResponderEliminarFora as tristezas
Para mais um dia
Repleto de certezas.
Já principiei João
ResponderEliminarQue de manhã é que é
Uma quadra no coração
Outra a bater o pé.
Já sei que estou atrasada
ResponderEliminarE a que a manhã já lá vai...
Que seja a tarde orquestrada
Pela rima que nos sai!
Peço desculpa, José,
ResponderEliminarPor ter chegado atrasada...
Não estive a fazer "crochet",
Estive é c`uma dor tramada...
ResponderEliminar
ResponderEliminar
ResponderEliminarOi coitada da João
ResponderEliminarnão deve ser fácil
Viver com emoção
e tentando ser ágil.
ResponderEliminarÁgil? Só de pensamento,
ResponderEliminarQue o corpo, pobre de mim,
É canhestro e, de tão lento,
Começo e não chego ao fim!
Esta longa desgarrada
ResponderEliminarEstá bonita e divertida:
O Sol não perde pitada,
Nem a Lua, embevecida
De pensamento e versejar
ResponderEliminarTem de sobra agilidade
A Maria João a rimar
É uma ave em liberdade!
Nem chuva fria nem sol
ResponderEliminarConsegue parar esta luta.
Ate onde irá o lençol
Que carrega esta batuta.
ResponderEliminarTambém as velhas pardocas
Têm direito a voar
Apesar de usarem socas
E bengala pr`apoiar, rsrsrsrs
Vou ora também voar
ResponderEliminarDepois do exame chato
Três horas a hospitalar
Sem um livro nem fato.
Há exames muito chatos
ResponderEliminarE outros muito demorados...
Enfim, que sejam exactos,
Mas dêem bons resultados!
Até a chuva parou
ResponderEliminarPara ler este rimar
E o sol regressou
Para vir espreitar
A chuva parou apressada
E o sol veio a correr
Para ler esta desgarrada
Sem nada perder
Viva Maria João
ResponderEliminarJa cá estou a bombar
Palavras sem marcação
O que conta é rimar.
ResponderEliminarO que mais conta é rimar
Nesta festa desgarrada
Que hoje começa ao luar
Porque cheguei atrasada
Chegou a Maria e eu
ResponderEliminarQue o dia foi farto
Muito trabalho me deu
Parecia um parto.
Sabe lá o que é um parto,
ResponderEliminarÓ meu amigo José!
Teve só um dia farto,
Parto... nem sonha o que ele é!
Vi parir vacas e ovelhas
ResponderEliminarPorcas, burras e cadelas
As mães não são aselhas
Com os pequenos delas.
Ahahahahahahh!!!!
ResponderEliminarNão sou vaca, nem cadela
E porca não sou também...
Convém ter maior cautela
Quando a mulher passa a mãe
Mãe há só mesmo uma
ResponderEliminarÉ tão certo e bonito
No meio da bruma
Defende o pequenito.
Sim, defende o pequenito,
ResponderEliminarMas, depois de grandalhão,
Ou se cala, ou dá-lhe um grito
Quando el` se armar em mauzão
Mãe será sempre mãe
ResponderEliminarOntem, hoje ou amanhã
Um berro será também
Gesto de amor da mamã!
Eheheheh...
ResponderEliminarSim, mãe será sempre mãe,
Mas se for desrespeitada,
Pode, mesmo qu`rendo bem,
Manter-se um tanto afastada
Bom descanso, José!
Boa noite, meu amigo!
ResponderEliminarTudo o quero é saber
Se está tudo bem consigo,
Caso mo queira dizer.
Bom dia,
ResponderEliminarOntem fui à aldeia
Ver os meus velhotes
Mas sempre com a ideia
De encontrar uns motes!
Só eu nunca vou à aldeia,
ResponderEliminarFico sempre por aqui
Presa a mim e presa à teia
Da terra na qual cresci
*
Muita saúde eu desejo
Pra si e pra seus "velhotes" ;)!
Cá, no estuário do Tejo,
Voltou a chover a potes...
Fui ontem mas ainda vim
ResponderEliminarTinha coisas para hoje
Viver na aldeia para mim
É voltar ao toque e foge.
Muitos trabalhos lá ganhei
Com maior ou menor dor
Muitas festas ali gozei
De mãos presas no andor.
Bom fim de semana.
Tenha um bom fim-de-semana
ResponderEliminarCheio dessa inspiração
Que do nosso corpo emana
C`oa graça de uma canção!
O Sabado ja passou
ResponderEliminarE o seu imenso labor
Hoje Domingo eu dou
Um almoço com amor.
Bom dia, José da Xã
ResponderEliminarDeixo o almoço pra mais logo
E o jantar para amanhã,
Que hoje não acendo o fogo
*
Estou dorida, mal dormida
E ainda muito ensonada...
Vou é fazer pela vida,
Pra que este sono se evada