Amar em segredo!

A noite que o fim do dia,


me dá


Está tão escura como


a minh’alma.


 


Enfim de que me serviria


Saber já


Da vida o meu triste tomo


de luz e calma.


 


Se nem bem recordaria


A dor má!


Me fez chorar num assomo


De talma!


 


Para quê eu amar?

Comentários

  1. Um poema melancólico mas muito bonito no seu todo, José

    Um bom dia!

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  2. às vezes dá-me para estas melancolias... E não escrevo mais destas porque me sinto (quase) envergonhado!

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  3. Não é vergonha nenhuma sentir-se um pouco de melancolia de quando em quando, José... E, por vezes, a melancolia pode servir de tempero a um belo poema. Somos humanos e todos nós possuímos um vastíssimo leque emocional, ninguém pode passar a vida a rir à gargalhada, mesmo que seja uma pessoa muito alegre.

    Abraço!

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  4. Maria João,

    por vezes só me sinto bem a escrever coisas tristes... Aqui!

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  5. É natural que isso aconteça de quando em quando... Em compensação, ri-se bastante nas quadras

    Somos todos humanos, não somos nenhuma IA.

    Abraço!

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