Amar em segredo!

A noite que o fim do dia,


me dá


Está tão escura como


a minh’alma.


 


Enfim de que me serviria


Saber já


Da vida o meu triste tomo


de luz e calma.


 


Se nem bem recordaria


A dor má!


Me fez chorar num assomo


De talma!


 


Para quê eu amar?

Comentários

Um poema melancólico mas muito bonito no seu todo, José

Um bom dia!
José da Xã disse…
às vezes dá-me para estas melancolias... E não escrevo mais destas porque me sinto (quase) envergonhado!
Não é vergonha nenhuma sentir-se um pouco de melancolia de quando em quando, José... E, por vezes, a melancolia pode servir de tempero a um belo poema. Somos humanos e todos nós possuímos um vastíssimo leque emocional, ninguém pode passar a vida a rir à gargalhada, mesmo que seja uma pessoa muito alegre.

Abraço!
José da Xã disse…
Maria João,

por vezes só me sinto bem a escrever coisas tristes... Aqui!
É natural que isso aconteça de quando em quando... Em compensação, ri-se bastante nas quadras

Somos todos humanos, não somos nenhuma IA.

Abraço!

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