A cor e a dor
Vou brunindo esta minha alma
Com pedaços de bela memória.
Eram dias luminosos, de calma
Alegrias sem fim, horas de glória.
Folheio agora páginas de vida,
Bizantinas sinto-as finalmente.
Porque ora o dia é uma ferida
De uma primavera sem gente.
De que cor são as minhas lágrimas,
Que sempre deveria ter vertido?
Seriam pérolas de Brel, dramas,
Orvalhos matinais caídos sem ruído.
Há neste sentimento uma certeza,
De surdos gritos, suspiros e dores.
Sei, nesta hora de doentia tristeza,
Que é momento de colher as flores.
Comentários
Fica Bem!
Ana... raramente escrevo poemas a rimar.
Hoje levantei-me cedo e olha... escrevi isto.
Que deu muito trabalho.
Este virús anda a puxar por mim.
Será que estou louco?
beijinhos
As ameixas caem em profusão.
Uma realidade que não nos convinha, mas que a ela temos que nos habituar!
Grande abraço.
Abraço CC.
Gostava de saber porque é que este blog não aparece nas minhas leituras...
Sinceramente!
Obrigado.