A cor e a dor

Vou brunindo esta minha alma


Com pedaços de bela memória.


Eram dias luminosos, de calma


Alegrias sem fim, horas de glória.


 


Folheio agora páginas de vida,


Bizantinas sinto-as finalmente.


Porque ora o dia é uma ferida


De uma primavera sem gente.


 


De que cor são as minhas lágrimas,


Que sempre deveria ter vertido?


Seriam pérolas de Brel, dramas,


Orvalhos matinais caídos sem ruído.


 


Há neste sentimento uma certeza,


De surdos gritos, suspiros e dores.


Sei, nesta hora de doentia tristeza,


Que é momento de colher as flores.

Comentários

  1. abraço terno o poema é lindo mas de uma doçura triste espero que esteja tudo bem

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  2. Olá bom dia,

    Ana... raramente escrevo poemas a rimar.
    Hoje levantei-me cedo e olha... escrevi isto.
    Que deu muito trabalho.

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  3. Bem verdade...
    Este virús anda a puxar por mim.
    Será que estou louco?

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  4. aqui tem chovido de noite.. os dias são cinzentos mas mansos

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  5. Belo...mas triste!
    Uma realidade que não nos convinha, mas que a ela temos que nos habituar!
    Grande abraço.

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  6. Bela inspiração!
    Gostava de saber porque é que este blog não aparece nas minhas leituras...

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