Dia Mundial da Poesia - 2025

Um poeta é um opífice


Que talha o ouro com calma


O mesmo será um artífice


Das palavras com alma.


 


A poesia é a luz daqueles


Que vêem na escuridão


Não só as dores deles


Mas tristezas da solidão.


 


A poesia nunca descansa


Apenas baila e apazigua


A dor mais que mansa


De quem vive na Lua.


 


Não serei nunca poeta


Pois escrever mal sei.


A palavra não é meta


Nem rimar a minha lei.

Comentários

  1. Pr`a quem diz não ser poeta,

    Muito rima o meu amigo!

    Se até fez quadras comigo

    Que tenho a rima por meta...
    *

    Que isto não me comprometa

    Nem lhe mereçam castigo

    As palavras que aqui digo,

    Ou escrevo em rima completa
    *

    Aqui fica um sonetilho

    Escrito em cima do joelho:

    Não é belo, não tem brilho
    *

    Não é novo nem é velho:

    É talvez um pecadilho,

    Ou sou eu, se vista ao espelho...
    *

    Mª João

    Com um abraço amigo para o José da Xã





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  2. Viva Maria João
    Que alegria e brilho
    ler um real coração
    através d'um sonetilho.

    Deixe-me ora teimar
    e dizer com alegria
    quem me dera bem rimar
    como faz a Maria.

    Ser poeta é bem duro
    para si talvez ou não.
    Perceber o que é puro
    Como é a amiga João.

    Bom fim de semana!


    Nota extra: como vai de saúde e de voz?
    Por aqui cada vez mais surdo.

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  3. A voz continua rouca e a saúde vai de mal a pior... Nem no ano em que tive o enfarte tive de correr tantas vezes para o hospital.

    Até a cabecinha se tem ressentido de tal maneira que fiquei sem conseguir ler e escrever, que é o que pode acontecer quando o sistema cardiovascular nos falha como o meu tem falhado.

    Mas vamos às rimas, se elas me não falharem também...

    Lamento a sua surdez,

    Mas não sei se tem, ou não,

    Um aparelho auditivo

    Que essa seria, talvez,

    A cura dessa aflição

    Que o traz da surdez cativo...
    *

    Mª João






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  4. Bom dia,

    Tenho aparelho sim
    mas para outro ouvido
    agora terei assim
    de mudar o sentido.

    Terei de aceitar
    Esta novel ventura
    De voltar a escutar
    O som da aventura.

    Bom Domingo!

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  5. Bom dia, José da Xã

    Se tem um, já não está mal,
    Vai ouvindo o que é preciso,
    O que lhe soe a conciso
    E pareça essencial
    *
    Dois seria o ideal
    Mas desde já o aviso
    Que o preço apaga o sorriso
    De qualquer pobre mortal...
    *
    Eu, que tenho mil mazelas,
    Graças aos céus fui poupada
    À surdez que o apoquenta
    *
    Se me queixo é sempre a elas
    Que me refiro, zangada,
    Quando o mal já não se aguenta
    *
    Mª João
    *
    Bom Domingo e um abraço

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  6. Olá Maria João,

    Sei bem o tal preço
    de um novo aparelho.
    Digo-lhe com apreço
    demais para um relho.

    Um dos escutadores
    Está longe de ser útil
    Pois há anos e ardores
    Um aitê deixou-o inútil.

    Agora será mudar
    de lado e quiçá forma
    Para voltar a escutar
    A voz de quem informa.

    As suas melhoras.

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  7. Peço desculpa por rir
    Mas não ri dessa desgraça,
    Ri-me desse Etê trapaça
    Que o que fez foi destruir
    *
    Um aparato de ouvir
    Que custou um ror de massa...
    Mas, paciência. Tudo passa,
    Tudo, tudo anda a fugir
    *
    Não percebo bem de quem,
    Se da guerra que aí vem,
    Se de nós, que é fuga vã...
    *
    Quanto a mim, meto travões,
    Canto a meias com Camões
    E também c`o Zé da Xã!
    *

    Mª João

    Outro abraço, meu amigo

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  8. Zé da Xã sou eu apenas
    Paupérrimo rimador
    Nem as rimas são certas
    Mesmo ditas com fervor.

    São pobres as palavras
    Por mim enfim esgalhadas.
    São arados d'outras lavras
    Que sei desafinadas.

    Ria, ria que eu gosto
    sempre liberta o coração
    Antes riso que desgosto
    Digo eu Maria João.


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  9. Boa noite aos poetas de serviço .
    Já me ri um pouco ao ler os comentários.
    Muito original. Gostei imenso
    Beijinho para a Senhora Maria João. E as suas melhoras.
    Uma boa semana para os dois.
    Luisa Faria

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  10. Disse e disse muito bem
    Que antes riso que desgosto
    E algum talento tem
    Quem a rimar está disposto
    *
    Eu no seu talento aposto
    Uma notinha de cem!
    Nunca vi rimando a quem
    Pla rima não tenha gosto...
    *
    Basta apanhar-lhe a cadência
    E a musicalidade
    Porque o mais não tem ciência
    *
    E há-de rimar de verdade
    Com um nada de paciência,
    Se disso tiver vontade.
    »

    Mª João

    Olhe que estas suas últimas rimas estão muito mais próximas da redondilha maior, que era a rima praticada pelo grande poeta algarvio António Aleixo. Até Camões usou a redondilha maior - sete sílabas poéticas, que são um pouco diferentes das sílabas gramaticais que aprendemos na infância.
    Obrigada por esta pequena desgarrada que me proporcionou, amigo José da Xã.

    Boa noite que amanhã recomeça a minha odisseia de consultas e exames no centro de saúde e nos hospitais.

    Um abraço

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  11. Boa noite Maria João,

    então cá vai!

    Aperte bem o nariz
    disse o senhor doutor.
    Eu com muita força o fiz
    que até ficou uma dor.

    Surdo continuo eu
    mesmo o dito apertando
    Ainda ninguém me deu
    Apoio mesmo cantando.

    Uma noite descansada!
    Saúde.

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  12. Bom dia, bom dia

    E não é que a cadência/compasso destas redondilhas está perfeita, perfeita?! Parabéns!

    O seu médico tentou,
    E tentar não é pecado,
    Mas eu penso qu`ele usou
    Um remédio antiquado...
    *
    Essa surdez persistente
    Do que deve precisar
    É de uma sova valente
    Pra fugir e não voltar
    *
    Mas não esmurre o seu ouvido!
    Cuidado, não leve à letra
    Este conselho atrevido
    Que lhe deixa uma poeta...
    *
    Pense é numa alternativa
    Que seja eficaz, que dure...
    Expulse essa surdez que priva
    Com mezinha que o não cure!

    Mª João

    Abraço




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  13. Ora viva Poeta Maria João,

    desculpe o atraso da resposta mas aqui vai.

    Corri toda a semana
    para tratar o ouvido
    Andei numa fona
    Até estar resolvido.

    Cada dia andei pior
    sem os meus passos ouvir
    Felizmente sem uma dor
    Mas só desejava fugir

    Chegou a sexta feira
    Dia de muita corrida
    Estive mesmo à beira
    De ver a vida servida.

    Chegou a noite de bréu
    Eu triste como Cristo
    de súbito o bom céu
    A pôr uma cura nisto.

    Resumindo depois de muitas manobras de avião como aconselhou o médico e de um momento para o outro o ar passou a circular dentro do ouvido.
    Foi um enorme susto. E foi a cortizona que ajudou a resolver. Problema: tento tanta fome!

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  14. Olá, Zé da Xã!

    Fico muito, muito contente por saber que o seu problema auditivo foi resolvido. Provavelmente não terá de tomar Cortisona por muito tempo e a fominha de lobo será o único efeito secundário que sentirá, rsrsrs

    Eu que a tomo há mais de um ano e a minha gata que a tomou quase dois anos, estamos inchadas que nem balões do São João...

    Ora vamos lá a isto!
    ***

    Se foi o céu que o curou
    Quem sabe cure também
    Esta infecção com que estou
    Porque em suas mãos me tem...
    *
    E daí, só de pensar
    Em entrar num avião
    Estou-me, inteira, a arrepiar,
    Para-me a respiração,
    Sim senhor, falta-me o ar,
    Vacila-me o coração
    Que, temo, possa parar
    Tal é a minha aflição...
    Gritarei para a afastar :
    "Va de retro" ó infecção,
    Pára de me atazanar!!!
    *

    Mª João

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  15. Não sei do meu comentário, não o vejo, mas sei que dei um erro tipográfico... Onde escrevi "Va de retro", deveria ter escrito "Vade retro", desculpe.

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  16. Muito obrigada, Luísa Faria!

    Esqueça o senhora, por favor.

    Desejo-lhe uma excelente tarde de Domingo

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  17. Boa tarde Maria João,

    Não sei se foi o céu
    ou outro astro assim
    Deixei de ser apenas réu
    Tomarei conta de mim.

    Agora é a sua vez
    De procurar a cura.
    Uma mezinha talvez
    Que a torne mais pura.

    Um dia depois outro
    será assim sem correr.
    Pela má dor não nutro,
    nem alegria nem crer!

    Bom resto de Domingo

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  18. Eu impura não me sinto:
    Nunca fiz mal a ninguém
    E, acredite pois não minto,
    Se mal fiz, fi-lo por bem...
    *
    E em mezinhas não creio,
    Embora alguns chás conheça
    Que beberei sem receio
    Se tiver dor de cabeça
    *
    O pior é quando vem
    Uma bactéria assassina
    Que nos "caça" de surpresa
    E, sem avisar ninguém,
    Elabora uma toxina
    Que faz de nós sua presa...
    Essa praga oportunista
    Não nos larga nunca mais:
    Se nos encontra mais fracos,
    Por mais que a gente resista,
    Lá nos leva aos hospitais
    Depois de feitos em cacos...
    *
    Mª João
    *

    Bom resto de Domingo, amigo José da Xã!

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  19. Boa noite Maria João daqui da Beira Baixa onde a chuva tem sido uma constante.

    Vamos lá então a uma resposta.

    Feito em mil um cacos
    Há anos que ando assim
    Foram dos muitos sacos
    De forças a mais... enfim.

    De tudo um pouco fiz
    da terra e não só.
    Da caneta à perdiz
    faltou-me o "solidó".

    Agora pago caro
    os demais exageros.
    Uma busca de carro
    De sonhos passageiros.

    Atrás de um vem outro
    copo ou dura garrafa.
    Parecia um touro,
    A sorver a sarrafa.

    Hoje pago bem até
    Essas loucuras a porvir.
    Um olho não vê o pé
    menos um a ouvir.

    O coração bate mal
    o sangue mal corre
    estou mesmo tal e qual
    A ver que um dia morre.

    Agora cuido-me bem
    não caio na valeta.
    Não desejo o além,
    Nem que seja uma peta.

    Bom fim de semana, Maria João.
    Partirei Domingo para a cidade grande ou Casal Grande como se diz em Minderico. Viemos tratar da escritura de partilhas após a morte da minha sogra, há meses.
    Estimo muito as suas melhoras.
    Em breve terei novo livro cá fora. Provavelmente será o último. Terá direito ao seu exemplar. A não ser que queira mais do que um. Se quiser mais basta dizer terei todo o gosto em oferecer-lhe...
    Obrigado pela sua amizade e ensinamentos.

    ResponderEliminar
  20. Bom dia, José da Xã

    Pelo que li, o amigo não se está a sentir muito bem e eu só agora chego ao computador porque tenho estado com uma espécie de cãibra que me roubou por completo o controle das pernas e me obrigou a ficar toda a manhã de cama, à espera de que a coisa passasse.
    Passar, não passou, mas abrandou e já recuperei algum controle sobre os ,membros inferiores.

    Pois, amigo, eu que não bebo
    Senão leite com café
    E muito chá de cidreira,
    Mas que esforços fiz, não nego,
    Mal tento pôr-me de pé
    Se não me agarro à cadeira,
    Dou um grande trambolhão
    Porque hoje as pernas me falham
    E ao corpo negam sustento...
    É da má circulação,
    Um dos mal`s que me esfrangalham
    Toda, por fora e por dentro...
    Desde já fico-lhe grata
    Por de mim não se esquecer:
    Do seu livro fico à espera,
    Quero ler o que relata,
    Espero ter esse prazer!
    Mas, o último... porquê?
    Tanto quanto me recordo
    É mais jovem do que eu
    E há tanta gente que o lê...
    É mais um!, assim concordo,
    E eu sou mais uma que o leu!
    Basta-me um, muito obrigada,
    Porque os amigos que tenho
    Mal têm tempo pra ler...
    Eu leio à noite, deitada,
    Antes de "ferrar o lenho",
    Ou melhor, adormecer
    E, às vezes, nos hospitais
    Entre exames e consultas
    Mato o tempo com leituras
    Que essas nunca são demais
    E ninguém me passa multas
    Mesmo que eu leia às escuras...
    Aqui me despeço agora
    Desejando-lhe as melhoras
    E uma agradável viagem
    Que sinto ser promissora
    De muito animadas horas
    A contemplar a paisagem.

    Boa viagem e um abraço, José da Xã!





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