Dia Mundial da Poesia - 2025
Um poeta é um opífice
Que talha o ouro com calma
O mesmo será um artífice
Das palavras com alma.
A poesia é a luz daqueles
Que vêem na escuridão
Não só as dores deles
Mas tristezas da solidão.
A poesia nunca descansa
Apenas baila e apazigua
A dor mais que mansa
De quem vive na Lua.
Não serei nunca poeta
Pois escrever mal sei.
A palavra não é meta
Nem rimar a minha lei.
Pr`a quem diz não ser poeta,
ResponderEliminarMuito rima o meu amigo!
Se até fez quadras comigo
Que tenho a rima por meta...
*
Que isto não me comprometa
Nem lhe mereçam castigo
As palavras que aqui digo,
Ou escrevo em rima completa
*
Aqui fica um sonetilho
Escrito em cima do joelho:
Não é belo, não tem brilho
*
Não é novo nem é velho:
É talvez um pecadilho,
Ou sou eu, se vista ao espelho...
*
Mª João
Com um abraço amigo para o José da Xã
Viva Maria João
ResponderEliminarQue alegria e brilho
ler um real coração
através d'um sonetilho.
Deixe-me ora teimar
e dizer com alegria
quem me dera bem rimar
como faz a Maria.
Ser poeta é bem duro
para si talvez ou não.
Perceber o que é puro
Como é a amiga João.
Bom fim de semana!
Nota extra: como vai de saúde e de voz?
Por aqui cada vez mais surdo.
A voz continua rouca e a saúde vai de mal a pior... Nem no ano em que tive o enfarte tive de correr tantas vezes para o hospital.
ResponderEliminarAté a cabecinha se tem ressentido de tal maneira que fiquei sem conseguir ler e escrever, que é o que pode acontecer quando o sistema cardiovascular nos falha como o meu tem falhado.
Mas vamos às rimas, se elas me não falharem também...
Lamento a sua surdez,
Mas não sei se tem, ou não,
Um aparelho auditivo
Que essa seria, talvez,
A cura dessa aflição
Que o traz da surdez cativo...
*
Mª João
Bom dia,
ResponderEliminarTenho aparelho sim
mas para outro ouvido
agora terei assim
de mudar o sentido.
Terei de aceitar
Esta novel ventura
De voltar a escutar
O som da aventura.
Bom Domingo!
Bom dia, José da Xã
ResponderEliminarSe tem um, já não está mal,
Vai ouvindo o que é preciso,
O que lhe soe a conciso
E pareça essencial
*
Dois seria o ideal
Mas desde já o aviso
Que o preço apaga o sorriso
De qualquer pobre mortal...
*
Eu, que tenho mil mazelas,
Graças aos céus fui poupada
À surdez que o apoquenta
*
Se me queixo é sempre a elas
Que me refiro, zangada,
Quando o mal já não se aguenta
*
Mª João
*
Bom Domingo e um abraço
Olá Maria João,
ResponderEliminarSei bem o tal preço
de um novo aparelho.
Digo-lhe com apreço
demais para um relho.
Um dos escutadores
Está longe de ser útil
Pois há anos e ardores
Um aitê deixou-o inútil.
Agora será mudar
de lado e quiçá forma
Para voltar a escutar
A voz de quem informa.
As suas melhoras.
ResponderEliminarPeço desculpa por rir
Mas não ri dessa desgraça,
Ri-me desse Etê trapaça
Que o que fez foi destruir
*
Um aparato de ouvir
Que custou um ror de massa...
Mas, paciência. Tudo passa,
Tudo, tudo anda a fugir
*
Não percebo bem de quem,
Se da guerra que aí vem,
Se de nós, que é fuga vã...
*
Quanto a mim, meto travões,
Canto a meias com Camões
E também c`o Zé da Xã!
*
Mª João
Outro abraço, meu amigo
Zé da Xã sou eu apenas
ResponderEliminarPaupérrimo rimador
Nem as rimas são certas
Mesmo ditas com fervor.
São pobres as palavras
Por mim enfim esgalhadas.
São arados d'outras lavras
Que sei desafinadas.
Ria, ria que eu gosto
sempre liberta o coração
Antes riso que desgosto
Digo eu Maria João.
Boa noite aos poetas de serviço .
ResponderEliminarJá me ri um pouco ao ler os comentários.
Muito original. Gostei imenso
Beijinho para a Senhora Maria João. E as suas melhoras.
Uma boa semana para os dois.
Luisa Faria
Disse e disse muito bem
ResponderEliminarQue antes riso que desgosto
E algum talento tem
Quem a rimar está disposto
*
Eu no seu talento aposto
Uma notinha de cem!
Nunca vi rimando a quem
Pla rima não tenha gosto...
*
Basta apanhar-lhe a cadência
E a musicalidade
Porque o mais não tem ciência
*
E há-de rimar de verdade
Com um nada de paciência,
Se disso tiver vontade.
»
Mª João
Olhe que estas suas últimas rimas estão muito mais próximas da redondilha maior, que era a rima praticada pelo grande poeta algarvio António Aleixo. Até Camões usou a redondilha maior - sete sílabas poéticas, que são um pouco diferentes das sílabas gramaticais que aprendemos na infância.
Obrigada por esta pequena desgarrada que me proporcionou, amigo José da Xã.
Boa noite que amanhã recomeça a minha odisseia de consultas e exames no centro de saúde e nos hospitais.
Um abraço
Obrigado Luísa.
ResponderEliminarBoa semana.
Boa noite Maria João,
ResponderEliminarentão cá vai!
Aperte bem o nariz
disse o senhor doutor.
Eu com muita força o fiz
que até ficou uma dor.
Surdo continuo eu
mesmo o dito apertando
Ainda ninguém me deu
Apoio mesmo cantando.
Uma noite descansada!
Saúde.
Bom dia, bom dia
ResponderEliminarE não é que a cadência/compasso destas redondilhas está perfeita, perfeita?! Parabéns!
O seu médico tentou,
E tentar não é pecado,
Mas eu penso qu`ele usou
Um remédio antiquado...
*
Essa surdez persistente
Do que deve precisar
É de uma sova valente
Pra fugir e não voltar
*
Mas não esmurre o seu ouvido!
Cuidado, não leve à letra
Este conselho atrevido
Que lhe deixa uma poeta...
*
Pense é numa alternativa
Que seja eficaz, que dure...
Expulse essa surdez que priva
Com mezinha que o não cure!
Mª João
Abraço
Ora viva Poeta Maria João,
ResponderEliminardesculpe o atraso da resposta mas aqui vai.
Corri toda a semana
para tratar o ouvido
Andei numa fona
Até estar resolvido.
Cada dia andei pior
sem os meus passos ouvir
Felizmente sem uma dor
Mas só desejava fugir
Chegou a sexta feira
Dia de muita corrida
Estive mesmo à beira
De ver a vida servida.
Chegou a noite de bréu
Eu triste como Cristo
de súbito o bom céu
A pôr uma cura nisto.
Resumindo depois de muitas manobras de avião como aconselhou o médico e de um momento para o outro o ar passou a circular dentro do ouvido.
Foi um enorme susto. E foi a cortizona que ajudou a resolver. Problema: tento tanta fome!
Olá, Zé da Xã!
ResponderEliminarFico muito, muito contente por saber que o seu problema auditivo foi resolvido. Provavelmente não terá de tomar Cortisona por muito tempo e a fominha de lobo será o único efeito secundário que sentirá, rsrsrs
Eu que a tomo há mais de um ano e a minha gata que a tomou quase dois anos, estamos inchadas que nem balões do São João...
Ora vamos lá a isto!
***
Se foi o céu que o curou
Quem sabe cure também
Esta infecção com que estou
Porque em suas mãos me tem...
*
E daí, só de pensar
Em entrar num avião
Estou-me, inteira, a arrepiar,
Para-me a respiração,
Sim senhor, falta-me o ar,
Vacila-me o coração
Que, temo, possa parar
Tal é a minha aflição...
Gritarei para a afastar :
"Va de retro" ó infecção,
Pára de me atazanar!!!
*
Mª João
Não sei do meu comentário, não o vejo, mas sei que dei um erro tipográfico... Onde escrevi "Va de retro", deveria ter escrito "Vade retro", desculpe.
ResponderEliminarMuito obrigada, Luísa Faria!
ResponderEliminarEsqueça o senhora, por favor.
Desejo-lhe uma excelente tarde de Domingo
Boa tarde Maria João,
ResponderEliminarNão sei se foi o céu
ou outro astro assim
Deixei de ser apenas réu
Tomarei conta de mim.
Agora é a sua vez
De procurar a cura.
Uma mezinha talvez
Que a torne mais pura.
Um dia depois outro
será assim sem correr.
Pela má dor não nutro,
nem alegria nem crer!
Bom resto de Domingo
Eu impura não me sinto:
ResponderEliminarNunca fiz mal a ninguém
E, acredite pois não minto,
Se mal fiz, fi-lo por bem...
*
E em mezinhas não creio,
Embora alguns chás conheça
Que beberei sem receio
Se tiver dor de cabeça
*
O pior é quando vem
Uma bactéria assassina
Que nos "caça" de surpresa
E, sem avisar ninguém,
Elabora uma toxina
Que faz de nós sua presa...
Essa praga oportunista
Não nos larga nunca mais:
Se nos encontra mais fracos,
Por mais que a gente resista,
Lá nos leva aos hospitais
Depois de feitos em cacos...
*
Mª João
*
Bom resto de Domingo, amigo José da Xã!
Boa noite Maria João daqui da Beira Baixa onde a chuva tem sido uma constante.
ResponderEliminarVamos lá então a uma resposta.
Feito em mil um cacos
Há anos que ando assim
Foram dos muitos sacos
De forças a mais... enfim.
De tudo um pouco fiz
da terra e não só.
Da caneta à perdiz
faltou-me o "solidó".
Agora pago caro
os demais exageros.
Uma busca de carro
De sonhos passageiros.
Atrás de um vem outro
copo ou dura garrafa.
Parecia um touro,
A sorver a sarrafa.
Hoje pago bem até
Essas loucuras a porvir.
Um olho não vê o pé
menos um a ouvir.
O coração bate mal
o sangue mal corre
estou mesmo tal e qual
A ver que um dia morre.
Agora cuido-me bem
não caio na valeta.
Não desejo o além,
Nem que seja uma peta.
Bom fim de semana, Maria João.
Partirei Domingo para a cidade grande ou Casal Grande como se diz em Minderico. Viemos tratar da escritura de partilhas após a morte da minha sogra, há meses.
Estimo muito as suas melhoras.
Em breve terei novo livro cá fora. Provavelmente será o último. Terá direito ao seu exemplar. A não ser que queira mais do que um. Se quiser mais basta dizer terei todo o gosto em oferecer-lhe...
Obrigado pela sua amizade e ensinamentos.
Bom dia, José da Xã
ResponderEliminarPelo que li, o amigo não se está a sentir muito bem e eu só agora chego ao computador porque tenho estado com uma espécie de cãibra que me roubou por completo o controle das pernas e me obrigou a ficar toda a manhã de cama, à espera de que a coisa passasse.
Passar, não passou, mas abrandou e já recuperei algum controle sobre os ,membros inferiores.
Pois, amigo, eu que não bebo
Senão leite com café
E muito chá de cidreira,
Mas que esforços fiz, não nego,
Mal tento pôr-me de pé
Se não me agarro à cadeira,
Dou um grande trambolhão
Porque hoje as pernas me falham
E ao corpo negam sustento...
É da má circulação,
Um dos mal`s que me esfrangalham
Toda, por fora e por dentro...
Desde já fico-lhe grata
Por de mim não se esquecer:
Do seu livro fico à espera,
Quero ler o que relata,
Espero ter esse prazer!
Mas, o último... porquê?
Tanto quanto me recordo
É mais jovem do que eu
E há tanta gente que o lê...
É mais um!, assim concordo,
E eu sou mais uma que o leu!
Basta-me um, muito obrigada,
Porque os amigos que tenho
Mal têm tempo pra ler...
Eu leio à noite, deitada,
Antes de "ferrar o lenho",
Ou melhor, adormecer
E, às vezes, nos hospitais
Entre exames e consultas
Mato o tempo com leituras
Que essas nunca são demais
E ninguém me passa multas
Mesmo que eu leia às escuras...
Aqui me despeço agora
Desejando-lhe as melhoras
E uma agradável viagem
Que sinto ser promissora
De muito animadas horas
A contemplar a paisagem.
Boa viagem e um abraço, José da Xã!