Não quero fama nem proveito Diz este pobre escriba de versos. Continuar mesmo sem jeito, A esgalhar textos travessos. Ser poeta não é apenas isto, Deixar as palavras fugirem. É qual oleiro, criar um registo Das muitas almas a abrirem. Não serei, nem bom nem mau, Poeta de enormes feitos. Como o tocador de berimbau Que não sabe outros preceitos. Vivi anos a tentar escrever O que ninguém ousara dar luz. Passou o tempo mui a correr Nem percebi qual a minha cruz. Qual amor, qual paixão A varrer-me todo por dentro. Ficou dorido, sim, o coração Por ser só ou apenas o centro.
Comentários
Beijinhos!!
Mas per'aí o amor não é uma doença?
os livros que te enviei
são por exemplo,
para ofereceres a quem deles gostará.
li o que me enviaste e regalei-me
com os contos campestres.
de facto, começaste com o mais violento.
adorei o livro.
beijo enorme
e fresca semana
Por acaso quando alinheinl os textos não tive essa preocupação. Mas se houver novo livro terei mais cuidado.
Obrigado pela reacção e ainda bem que gostaste.
Bom fim de semana!