Três quadras a São João!

Agora vem o amigo S. João


Santo bom sem manjericos


Talvez no mercado Bolhão


Haja aquele Abade Priscos.


 


Santo da invicta cidade 


Dos martelos até à Ribeira


Festa para qualquer idade


O que se quer é assadeira.


 


Na velha cidade de Almada


Também São João quer festa


Uns copitos uma sardinhada


Ui não batas aí com a testa.

Comentários

  1. Olá amigo, aqui vai

    Em resposta ao amigo digo
    Há festa animada em Almada
    Ou na Invicta a ser celebrada
    Bela sardinhada, e mai nada. ;)

    Que a fogueira e soltar o balão
    Em noite encantada de São João
    Tragam a alegria e felicidade
    Nesta partilha de leal amizade!

    No São João, amizade é de ouro,
    Fogueira acesa, riso a estalar
    É para brincar e bailar sem parar
    Que a amizade é um tesouro!

    E mai nada! 🐦

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  2. Viva o bom do São João:
    Se há festa por todo o lado,
    Cumpra-se hoje a tradição
    De um São João desgarrado
    *

    Desgarrado mas com garra,
    Que festa quer-se animada:
    São João que não desgarra
    Não é festa, não é nada!

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  3. Desgarrar não é para todos
    Muito menos para este pobre
    Escrever quadras a rodos,
    Será causa bela e mui nobre.

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  4. Com a "bubadeura" é necessário ter cuidado com tudo.

    Bom São João!

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  5. Ja escrevi que desgarrar
    Pode ser causa ou coisa.
    Não sei se tal irei alcançar
    Nem sei se a dita poisa.

    Escrever ao bom São João
    Não é de somenos valor.
    Pois falar com o coração,
    É cantar com mais ardor.


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  6. Tivesse eu um alho porro
    E a festa redobraria
    Que eu da pancada não morro,
    Nem a nossa Cotovia
    *
    Gritaria por socorro
    Quando visse o que eu trazia
    Por debaixo do meu gorro
    Pr`animar a romaria

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  7. "É cantar com mais ardor"
    Porque hoje é dia de festa:
    Tem São João mais valor
    Quando uma quadra lhe empresta
    *
    Versos de belo teor,
    Como essa ou como esta
    Que bailam em derredor
    De quem quer dormir a sesta...

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  8. De alho-porro não percebo nada
    Mas na festa, sou vossa companhia.
    Com felicidade e imensa alegria!
    A brincadeira é muito bem-vinda.

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  9. Desgarrar é um dom que encanta,
    Quadras soltas, ricas em saber.
    Bem escreves, tua arte m'espanta,
    Será a Cotovia que te vai responder.

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  10. Peço desculpa, atrasei-me
    Porque à senhora do banho
    Não quem com ela teime:
    Seu trabalho é o meu ganho
    *
    E cheirando a sabonete,
    Cá estou eu, toda lampeira,
    Limpinha como compete
    À boa São Joaneira!

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  11. Ai, no terceiro verso da primeira quadra é "Não há quem com ela teime"

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  12. Na Cotovia não há São João
    O feriado é a quatro de Maio
    Jesus das Chagas e procissão
    Será este desorientado desafio.

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  13. Não precisas desculpa amiga,
    És São Joaneira por direito,
    O banho é importante, não nego,
    Mas levas as quadras com jeito.

    Num instante as escreves
    Até parece fácil e a brincar
    Não perdes tempo e segues
    P'ra esta festa abrilhantar. 🐦

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  14. Responde bem a Cotovia
    Sempre com um sorriso
    Há muito que eu não via
    Tanta quadra com siso.

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  15. Para a festa abrilhantar
    Trago uma banda à maneira
    Que mui bem sabe tocar
    Diante de uma fogueira
    *
    Peço desculpa outra vez:
    O Manuel Rui tel`fonou,
    E eu não quis ser descortês,
    Porque descortês não sou!

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  16. Aqui festa também não
    Só em Setembro dia onze.
    Mas haverá sempre S.João
    No dia dez mais catorze.


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  17. Dormir uma bela sesta
    Não é coisa mui minha
    Prefiro uma boa festa
    E nunca ir à caminha.

    Estes versos ora tecidos
    São desafios bem valentes.
    Uns pensamentos urdidos,
    Escritos por mãos competentes.


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  18. "Escritos por mãos competentes"
    Para andar à desgarrada
    Nas chamas tremeluzentes
    Duma fogueira ateada
    *
    Pela alegria das gentes
    Que até alta madrugada
    Vão festejar c`os parentes
    Esta festa abençoada

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  19. Isto é um caso bicudo,
    A Cotovia quer participar
    A Mafalda tem de trabalhar
    Decerto fico para estudo.

    Ainda me põem num balão
    Que lançam logo à noite
    Cotovia e Mafalda em aflição
    Sem norte pelos ares vão,

    É melhor portar-me bem
    Ser muito ajuizada neste dia
    Escrever quadra como convém
    P'ro santo não ter um'arrelia...
    🐦

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  20. Entre trabalho e desgarrada,
    Quadras e ser levada em balão,
    Divirto-me a valer, mas pela calada,
    Pois o meu patrão não é São João.

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  21. Abençoada ou talvez não,
    O que o povo quer é festa.
    Nesta véspera de S. João.
    Haver folia é o que lhe resta.

    Fui menino de muito brincar
    Às belas festas populares.
    Hoje quero mais é repousar,
    Riscando uns versos seculares.

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  22. Meu patrão também não é,
    Mas se o nome partilhamos
    Posso ser parente até
    Por parte de algum dos ramos
    *
    Dessa tal arvorezinha
    Que define os parentescos:
    Seja rica ou pobrezinha
    Dá-nos sempre frutos frescos


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  23. Enquanto por aí roda a dúvida
    Aqui há uma enorme certeza.
    A miúda está cheia de vida.
    Uma imensa força da Natureza.

    São assim os meus dias
    Repletos como um ovo.
    Hoje sao compras, avias
    Amanhã um desejo novo.

    Falta pouco para as férias
    Daquelas boas a matar.
    Não são petas nem lérias
    Apenas desejos para passar!

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  24. Os meus nasceram-me agora,
    Não terão mais que uns instantes,:
    Mais minha mão não demora
    A criar versos errantes
    *
    Eu só quando era criança
    Fui aos santos populares:
    A escrita é melhor que a dança
    E estas quadras são cantares


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  25. As quadras são cantares
    Bem cantadas e escritas.
    São colhidas nos olhares,
    Dos poetas e dos escribas.

    Ai quem me dera assim
    Tão bem cantar e versejar.
    Sou pobre de letras, enfim
    Mais não sei que mal imitar.

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  26. Não tem de imitar ninguém,
    Só terá de distinguir
    Se soa ou não soa bem
    Aquilo que quer exprimir
    *

    Sete sílabas apenas,
    Tem a quadra popular:
    Todas devem ser pequenas
    Maravilhas de encantar

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  27. Nunca fui bom a contar
    A escrever também não.
    Quem me manda versejar
    Em noite de São João.

    Vai esta desgarrada
    Bem lançada ja se vê!
    Mas onde irá a danada
    Ou será que alguém lê.

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  28. Leio-a eu de certeza
    E o José também a lê...
    Perdoe-me esta franqueza,
    Mas s`tava à espera de quê?
    *
    Anda tudo na folia,
    Nas noites de São João...
    Só nós e a Cotovia
    É que, pelo visto, não!




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  29. Três é aquela conta
    Das velhas como sabe.
    Hoje a malta tonta
    Nem sabe o que bebe.

    Cotovia é uma ave
    Ui sabe bem versejar
    A si não há quem trave.
    Eu apenas sei solfejar.

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  30. Só lhe falta é o solfejo
    Que é a distinção dos sons:
    Se o aprender, inda o vejo
    A escrever versos dos bons!
    *
    Sabe bem quem é, pra mim,
    A pequena Cotovia
    Que vive no seu jardim
    Dia e noite, noite e dia

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  31. Lá escapei ilesa deste dia
    Hoje não fui despedida
    O qu'era coisa muito séria
    Nem São João me valia...

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  32. Dias cheios de certeza e alegria,
    Vida a correr, cheia de energia.
    Que as férias serão d'euforia,
    Isso é uma certeza da Cotovia.

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  33. Eu e tu e o José
    Somos mesmo uns desgraçados:
    Anda tudo a dar ao pé
    E, nós três, aqui sentados
    *
    Eu, com alguma soneira,
    Escrevo uns versos desastrados,
    Mas não será porque queira,
    É por estar de olhos fechados

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  34. Mas mesmo perdida de sono
    Não perdes o jeito nem o riso
    Pois só agora me questiono
    Das sete sílabas como bitola

    Só por isso devia esta Cotovia
    Levar com o martelito na tola
    Em vez de estar a rir de alegria
    Meter no saco a viola...

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  35. Comigo, talvez levasses
    C`um pezinho de alho porro, rsrsrs
    Talvez então te lembrasses
    Que eu sei que se paro morro
    *
    O que não significa
    Que não esteja a dormitar:
    Se Morfeu não te critica,
    Por que te hei-de eu criticar?

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  36. Lá voltamos ao alho porro
    Que seria bem merecido
    Nem se gritasse por socorro
    Mudava este tonto sucedido

    Na pressa da desgarrada
    Quem consegue contar
    Senão Poetisa consagrada
    Sem nunca se atrapalhar

    Suspeito que teve ajuda
    Da Musa e de São João
    E eu de mim gargalhada
    Qu'até já choro d'emoção.

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  37. Todos sabemos senhora
    Quem é a santa Cotovia.
    Por um verso penhora,
    Ate a tal de Companhia.

    Mal me consigo ouvir
    Tal foi a força da surdez.
    Se solfejo vou abrir.
    A porta da gaiola de vez.

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  38. Certezas tenho só duas
    Mais também não preciso.
    São João anda nas ruas
    Qu'a malta anda sem juizo.

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  39. Juízo nenhum mesmo,
    Que só percebi já tarde
    Foram as quadras a esmo
    Com métrica d'otra parte.

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  40. Muitas quadras mesmo
    Que gostei de versejar
    Contigo e a Maria a esmo.
    Foram sempre a aviar.

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  41. Eu nada tenho de "con"
    E também não sou "sagrada"...
    A quadra é brinquedo bom
    Mas eu não presto pra nada, rsrsrsrs

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  42. Surdo também foi Beethoven
    E compôs mil maravilhas!
    Quando os surdos fazem que ouvem,
    Ouvem até a gravilha
    *
    A cantar sob os seus pés!
    Abra essa sua gaiola
    E esqueça a sua surdez,
    Que esta música é da "tola"

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  43. Antes da tola que mola
    Esta ode celestial.
    Nem todos vão à bola
    Com desgarrada bestial.

    Jamais tal me aconteceu
    Desgarrar ontem assim
    Uma causa que bem correu,
    Mas ainda não se viu o fim.

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  44. Não se viu ainda o fim
    Porque é hoje o São João
    E há um cheirinho a alecrim
    Que nos enche de emoção
    *
    Logo à noite, já cansados,
    Iremos então dormir
    Que, por agora, acordados,
    Qu`remos cantar e sorrir

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  45. Qu`remos cantar e sorrir
    E escreve muito bem.
    Mais vale brincar e rir
    Que pensar no além.

    Hoje de neta às voltas
    Com praia à mistura.
    É dia de quadras soltas,
    Quero estar à altura.

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  46. Há um tempo pra sorrir
    E outro pra se pensar
    E eu nem consigo dormir
    Se um dos tempos renegar
    ```
    Raio do meu asterisco!
    Acabou de entrar em greve
    E eu insisto, insisto, insisto,
    Mas vou desistir em breve!

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  47. Nada de desistir,
    Que hoje é sábado.
    Amanhã terei de ir
    Em busca noutro lado.

    Sorrir já não desejo
    Apenas quero viver
    Um dia, cada ensejo
    Mas longe hoje morrer!


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  48. Quem parece ter morrido
    Foi o asterisco, amigo!
    Não funciona, está perdido
    Nalguma zona de p`rigo...
    ___

    O asterisco é a estrelinha
    Que eu uso pra separar
    Uma linha de outra linha
    E agora não posso usar

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  49. Procura-se asterisco,
    Daqueles que se eclipsam.
    Dar alvíssaras é um risco,
    Mais vale que apareçam.

    Há que reformar o dito
    Com ou sem asterico
    Regressa a mão ao escrito
    Antes que lhe dê um fanico.

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  50. Um asterisco invisível
    Não me serve para nada;
    Estou pr`aqui sem combustível
    De estar tão acalorada

    &&&

    Muito pode o improviso
    E a quem saiba improvisar
    Reconheço o muito sizo
    E a contenção que bastar

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  51. Para quê tal sinal
    Que fugiu o danado.
    Vamos jáao arraial
    Saber se 'tá demorado.

    Somos lusos espertos
    Logo se cria solução.
    Usamos outros apertos
    Não fosse dia São João!


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  52. O São João já passou
    E eu fiquei sem asterisco...
    Se calhar tanto saltou
    Que um peixe o tomou por isco
    *
    Ah! Mas agora voltou!
    Não percebo nada disto,
    Será que a tecla encravou
    Nalgum momento malquisto?

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  53. Se calhar regressou
    Após noites de folia
    Nunca ele calculou
    A falta que faria.

    Malandros são eles
    Logo prontos a fugir
    Vai gente saber deles
    Estarão sempre a rir.

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  54. Asterisco é instrumento
    A que dou grande valor,
    Quando falha é um tormento
    Tão mau quanto este calor
    *
    Que estou meio derretida
    E quiçá desidratada:
    Caloraça desmedida
    Faz-me ficar desmusada

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  55. Bem pior eu estarei
    Vou ora para a estrada.
    Num braseiro ficarei
    E não digo mais nada.

    Apanhar filas imensas
    Quero ter uma só asa.
    São horas e despesas,
    Para chegar a casa.

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