Três quadras ao Santo António!

Ó meu bom santo lisboeta


António de teu rico nome


Avia-me aí uma lambreta*


Antes que morra à fome.


 


Brincamos hoje quase todos


Aos bons santos populares


Sob uns resistentes toldos


Há que dar aos molares.


 


Todos os anos tem sido uso


Escrever parvoíce a preceito


Quiçá algo em mor desuso,


Não quero saber. Está feito.


 


* lambreta - cerveja em copo pequeno

Comentários

  1. Aos santos tenho por costume versar
    Os clientes passaram a gostar
    Este ano não estou para inventar
    Eles que me possam perdoar

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  2. Estás certamente perdoada
    já que tão bem versejas
    Escala aí uma boa dourada
    Um canteril ou algumas vejas!

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  3. Olá bom dia amigo José,
    Com o mau tempo que está
    Brincar nos Santos é um Oxalá,
    Vamos é à chuva bater o pé!

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  4. À bela da natureza
    Para quê bater o pé
    A dúvida é ora certeza
    Que chova até, até!

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  5. Não sou santo nem santeiro
    Não sou rico nem pobre
    O rico tem muito dinheiro
    O pobre nada que sobre

    Se há uns santos populares
    Porque é que os outros não são?
    Por serem menos regulares
    Nos milagres e no perdão?

    Há gente que acredita
    Em santos e santidades
    Só que ninguém explica
    Isento de ambiguidades

    Tenho amigos que são Santos
    Outros Alves e Oliveira
    Não sei bem por que encantos
    Também sou Leite Pereira



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  6. Está feito e está com mestria
    Dedicado a Santo António
    E eu em música a poria,
    Tão só tivesse um harmónio

    Um abraço, José!

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  7. É bater o pé p'ra dançar
    Ora m'essa, queremos festa
    Faça sol ou chuva estamos nessa,
    E os Santos vamos festejar!

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  8. As rimas em ABBA, não são os suecos,
    Que não são para aqui chamados.
    É influência dos queridos Sonetos,
    Q' assim se mostram endiabrados.

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  9. Maria com imensa gratidão
    Escrevo esta pobre quadra.
    Sinto-a bem no meu coração,
    Que não é de pó nem pedra!

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  10. Não será de pó nem pedra
    Coração que quadra escreva
    E, em mim, a quadra medra
    Como no chão medra a esteva!

    Abraço, José!

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  11. Nem ouses comigo falar
    De danças e outras vidas
    Sempre fui de muito bailar
    Mesmo com comprometidas.

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  12. Medra a esteva e o mangerico,
    A boa prosa e a bela poesia
    Quem escreve será sempre rico
    Pois está infectado de alegria.

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  13. Infectada de alegria
    Inda que toda dorida,
    Respondo a quem desafia
    Que amo a quadra e que amo a vida

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  14. Amar a vida é coisa boa
    Nem todos a sabem amar.
    Eu vivo a vida sempre à toa,
    Não há nada que enganar.

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  15. Não há nada que enganar
    Entre casa e hospital
    Passo a vida a cirandar...
    Nem assim lhe quero mal

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  16. Para quê querermos mal,
    Tem destas coisas a vida.
    Um dia triste outro normal
    Tal qual criança crescida.

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  17. Tal qual criança crescida
    Com as quadras vou brincando
    E enquanto em mim houver vida
    Hei-de vivê-la cantando

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  18. Eu não canto nem trovo
    Já que sou fraco escriba.
    Serei mais um estorvo,
    Que nem com chuva arriba.

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  19. Que nem com a chuva arriba,
    Vai dizendo o meu amigo
    Que me diz ser fraco escriba:
    Se chove eu procuro abrigo

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  20. Olha que isso é um perigo
    Uma aventura sem esperança!
    Quem to diz é teu amigo,
    É melhor ficares pela dança!

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  21. Foi ousadia mui antiga
    Qu'hoje sou comedido
    Já não bailo com amiga
    Nem que seja a pedido.

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  22. Com ou sem bom abrigo
    vou desfiando estas letras
    Serão cantigas de amigo
    Ou ditos de palestras.

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  23. Sem saber se são palestras,
    Se são cantigas de amigo,
    São as quadras grandes mestras
    E eu desgarro bem consigo

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  24. Jamais desgarrei assim
    Com tanto empenho e calor
    É uma alegria para mim,
    Esgalhar com tamanho valor.

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  25. Não tenho valor algum,
    Estou até sem um vintém,
    Mas desgarrar é comum
    Pra mim, que não sou ninguém

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  26. Afirma não ser Ninguém
    Mas este foi de Sousa
    Um verdadeiro vai-vém
    Nesta tarde nebulosa.

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  27. Nesta tarde nebulosa,
    Se de mim estiver cansado,
    Em vez de dar-me uma rosa
    Mande-me ir pra outro lado

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  28. Nem perto nem de longe
    me cansaria de desgarrar
    Preferiria ser um monge
    A ter que a abandonar.

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  29. Estou bem perto de monja
    Porque vivo em reclusão,
    Mas nisso passo uma esponja
    Quando canto uma canção

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  30. Enganei-me com a pressa, quebrei a melodia!

    Estou bem perto de ser monja
    Porque vivo em reclusão,
    Mas nisso passo uma esponja
    Quando canto uma canção

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  31. Bem fazes, melhor assim.
    É fazer uma bela sardinhada,
    P'ra nos Santos teres um festim
    Mais a boa da batata assada!

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  32. Cantar uma canção
    Eu jamais ousaria
    Tenho voz de trovão
    Seria apenas gritaria.

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  33. Também eu perdi a voz
    Que, em tempos, foi bem bonita
    E que agora é mais atroz
    Que a do José, quando grita

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  34. Imagino a Maria João a cantar
    Deliciando uma verde horta.
    Eu até a falar só sei gritar.
    pois sou surdo qual porta.

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  35. Boa noite José!!
    Eu fiquei sem palavras.

    Parabéns aos POETAS. 🌷🌼🌹🌷
    Um excelente trabalho.

    Luísa Faria.

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  36. Tenho ouvido de primeira
    Mas a voz... coitada dela,
    Rachava a cântara inteira
    Se eu fosse à fonte com ela!

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  37. Olá Luísa,

    Mas isto ainda não acabou!
    Bom feriado.
    Já leste o livro?

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  38. Então divirtam-se. .SENHORES POETAS. Estou a adorar.

    Eu ainda não li o livro, mas já tinha lido os desafios no teu blogue.
    Bom feriado
    Luísa Faria

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  39. Já não há água nem fonte
    Por isso nada quebraria.
    Que tal subir a um monte
    E de lá muito bem cantaria.

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  40. Ó José, nós dois berrando
    Quais bezerros desmamados
    E o monte desabando
    Pra fugir aos nossos brados?



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  41. Não creio em tal demanda
    somos ambos gente pacata
    No monte só este manda
    Escutai! no sopé há serenata!


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  42. Se houver uma serenata
    Vou ouvi-la com certeza
    E se a ceia for barata
    Posso até sentar-me à mesa

    Vou amanhã que hoje é tarde
    E o velho João Pestana
    Pé ante pé, sem alarde,
    Já me mandou ir prá cama

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  43. Que a noite seja repousante,
    Amanhã será um novo dia.
    Só espero que não se levante.
    Para escrever mais uma poesia.

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  44. Prometo deixá-lo em paz!
    Até depois, meu amigo,
    Que se mostrou bem capaz
    De escrever quadras comigo!

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  45. E neste Santo desafio,
    Entre o Gato Franjola
    E a Cotovia Piu-Piu,
    Foi o gatinho q' fugiu...

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  46. Sardinhas é comigo
    Às duzias faxavor
    Com bom tinto amigo
    Ainda sabem melhor!

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  47. Não sei quem é o Gato
    Mas conheço a Cotovia.
    Ele andou sempre de fato,
    Ela escreve bonita poesia.

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  48. A Cotovia voou p'ro Alvor
    O tempo devia ser ameno
    Mas nada aqui está de calor
    Que mais parece inverno!

    Chamou o Urso Pardo
    Que não quer bailarico
    Apenas ficar hibernando
    Armado em mafarrico!

    Estes Santos populares
    Vieram c'o vento da Madeira
    Anda tudo pelos ares
    É preocupação verdadeira.

    Q'até ao 13 d'Santo António
    Fique bom p'ra festarola
    Que afaste este demónio,
    E com grande pintarola!

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  49. Pois então elas que venham
    Q'as tristezas não pagam dívidas,
    Ainda mais as aumentam,
    Se estamos c'as barrigas vazias!

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  50. Peço desculpa pela ausência
    Assim obrigam outros trabalhos
    Peço a magnânima clemência
    Antes que me meta em sarilhos.

    Limpar casas não é o meu forte
    Mas alguém tem de o fazer
    Desejo a outros melhor sorte,
    O que é que hei-de dizer.

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  51. Obrigado.
    Mas o mérito vai todo para a Maria João...

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  52. Leite Pereira é bom amigo
    Daqueles que não se olvida.
    Não sei se ainda consigo
    Dar conta desta partida.

    Alves, Mendonça e Oliveira
    Conheci diversos e de sobra
    Antunes, Lopes e Figueira
    Muitas mãos para uma obra.

    Deixe-me dizer com fervor
    Quem bem escreve assim
    Nao deve ter qualquer temor
    Em bem responder a mim.

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  53. Boa sorte, boas limpezas e que contemple algum descanso, bom resto de dia de feriado de Corpo de Deus, bom fim-de-semana prolongado, José!
    Beijinhos 🐦

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  54. Pois é... a vida não é fácil!
    Agora sem empregada
    É necessário espírito táctil
    Para não ganhar nada!

    Continuação de bom fim de semana!

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  55. Ora essa? Para mim? Fomos três a desgarrar, estamos os três em pé de igualdade

    O que eu gosto é de companhia, que desgarrar comigo mesma é uma grande chatice

    Além do mais eu desisti que o João Pestana já andava de roda de mim, ehehehe...

    Amanhã estarei no hospital durante uma boa parte do dia, mas se lhe apetecer desgarrar um pouco mais durante o fim-de-semana, conte comigo, a menos que eu esteja em coroa com algum dos meus amigos sonetistas...

    Um abraço e obrigada por me ter dado este gostinho a desgarrada

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  56. Como já disse noutro local eu é que agradeço.
    Uma noite descansada e as melhoras!

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  57. José da Xã é pseudónimo
    E Luís é o seu prenome
    Ou será antes heterónimo
    Mas Santiago é sobrenome

    Eu também sou leão
    Segundo a astrologia
    Somos os dois com razão
    Avessos à hipocrisia

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  58. muito espírito táctil!! obrigada José, bom fim-de-semana! 🐦

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  59. Reparei agora, meu amigo
    Que leão não o é signo
    Li algures num artigo
    Que o Sporting foi seu desígnio?

    Abraço

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  60. Bem verdade, verdadinha
    Que Leão é meu comparsa.
    É uma boa mania minha.
    Sem direito a choro ou farsa

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  61. José da Xã é meu nome
    nestas coisas de escrita
    Preferiria outro prenome
    Mas este não faz mais fita.

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  62. 'Inda aguardo as sardinhas
    Que são da cor da prata
    Só não quero tainhas,.
    Que vêm com uma lata.

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  63. Muito bem!!!
    Lambreta - cerveja em copo pequeno... esta é que eu não sabia..

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  64. Olá José!
    Talvez amanhã pelo 13 de Santo António o padroeiro da nossa Lisboa esse aguardar termine numa bela sardinha!
    Boa semana, beijinhos!🐦

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  65. Ó pá estou em depressão alimentar!
    Não posso comer... Agora é por uma palhinha (quase!!!).
    Colocaram-me hoje um implante.

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  66. Óh não fazia ideia. Que grande chatice, mas sendo necessária, há que fazer a intervenção.
    Que tenhas rápidas melhoras!
    Boa recuperação, segue à risca as indicações médicas sff!
    Beijinhos, José!

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