Três quadras ao 10 de Junho!
Hoje é dia dez de Junho
Dia do nosso Portugal
Onde estará o cunho
Que criou este quintal
Dia de Luis de Camões
O nosso maior poeta
Um ladrão de corações
Pior que um bom atleta.
Dia das Comunidades
Daquém e além mar
Em todas as cidades,
Há um lusitano a rimar.
ResponderEliminarJá foste ao teu mail?
muy bueno
ResponderEliminarbeijinhos e boa noite
Obrigado!
ResponderEliminarNo dia do nosso vate
ResponderEliminarFalhei vergonhosamente!
Lamento esse meu dislate,
Mas... enfim, estive doente:..
Mª João
Não se rale, eu também não
ResponderEliminarQu'estas coisas de poesia,
Bem sentidas no coração
São momentos de alegria.
São momentos de alegria
ResponderEliminarQue ninguém nos roubará
Pois nem mesmo a carestia
Leva o que a quadra nos dá
O que esta quadra nos dá
ResponderEliminarnem pouco nem suficiente.
Mal encheria uma só pá
Alfaia de muita boa gente.
Alfaia de muita gente,
ResponderEliminarPor pequenina que seja,
Ninguém lhe fica indif`rente,
Mui boa gente a corteja!
De cortejar percebo eu
ResponderEliminarpois sempre tal gostei
Mas nunca disse ser meu
O amor qu'as damas dei.
O amor qu`as damas dei?
ResponderEliminarÓ José, mulher sou eu...
Dessas damas nada sei
E, de amor, só sei do meu
Amores bem antigos
ResponderEliminarque hoje já não ouso.
Amores e bons amigos
São coisas em desuso.
Quantas coisas em desuso,
ResponderEliminarDaquelas que não esquecemos,
Podem soar como abuso
Quando abusar não quisemos?
Abusar eu não quero,
ResponderEliminarDa sua santa paciência.
Antes morrer eu prefiro,
Do abuso só distância.
Da minha santa paciência
ResponderEliminarNão abusa porque a quadra
Com a sua coerência
Tem tudo o que mais me agrada!
Ainda bem que lhe agrada
ResponderEliminarEsgalhar assim a correr
Quase parece desgarrada
Estar sempre a escrever.
É desgarrada e da boa,
ResponderEliminarQue eu gosto da desgarrada
Que nasce tal qual nos soa
E esta soa bem esgalhada!
Que bela quadra esta
ResponderEliminarAcabadinha ora de ler.
É necessário ter testa,
Para assim bem escrever.
A esta, inda a vou escrever,
ResponderEliminarMas não tarda mesmo nada
Pararei par`ir beber
Um pingado na esplanada
Que lhe saiba divinalmente,
ResponderEliminarEsse pingado a preceito.
Eu beberia de boamente,
Um café muito bem feito.
Um café muito bem feito
ResponderEliminarTambém o vendem por lá:
Bem tiradinho, a preceito
Melhor do qu`este não há!
Terá certamente de me dizer
ResponderEliminarOnde beberei tal bebida boa
Gosto de café que hei-de fazer.
Quiçá procurar numa loja à toa.
É aqui, em Nova Oeiras,
ResponderEliminarQue eu tomo o café pingado
No Passeio das Palmeiras,
De palmeiras despojado...
Que raio de mania essa
ResponderEliminarDe cortar arvores a eito.
Tirar sombra depressa,
Não tem qualquer jeito.
Não foi corte, foi a praga
ResponderEliminarDo escaravelho bicudo
Que reduziu tudo a nada
Porque comeu tudo, tudo!
São terríveis as pragas
ResponderEliminarSei bem aquilo que digo.
Vêm em grandes vagas
São na verdade um perigo.
Foi um dó vê-las murchar,
ResponderEliminarSó eu sei quanto sofri
Depois, ao vê-las tombar
Apodrecidas, que eu vi !
É triste ver assim morrer,
ResponderEliminarUma arvore com certeza.
Nem sei que mais dizer,
É a grã força da Natureza.
A natureza é mais crua
ResponderEliminarDo que aquilo que pensamos
Quando, às vezes, nos acua
E provoca grandes danos ...
E depois há aqueles outros,
ResponderEliminarQue apenas sabem destruir.
Não são gente só monstros,
Que nem merecem existir.
Ele há monstros, na verdade,
ResponderEliminarMas não são a maioria
Pois se o fossem... Piedade!
Que humano inda existiria?
Está prestes a principiar
ResponderEliminarA época dos tristes fogos
Nem se hei-de ousar piar.
Ou entrar noutros diálogos.
Não o posso aconselhar
ResponderEliminarNem tenho grandes certezas
Sobre o que há-de, ou não, piar
Sobre tão grandes tristezas...
Tenho feito a minha parte
ResponderEliminarEm pedaços que são meus
É necessário engenho e arte,
Para evitar estes fariseus.
De terra, só pedacinhos
ResponderEliminarTenho em vasos nas marquises...
Vôo como os passarinhos
Mas, no chão, tenho raízes
Raízes todos temos é certo
ResponderEliminarSeja aqui, ali, acolá ou além.
Não gostaria de ver deserto
Um naco de terra sem vintém.
Sim, também terá raízes,
ResponderEliminarMas tem, por certo, um jardim...
Eu estou entre os infelizes,
Não sobrou nenhum pra mim! .
Tenho mesmo um jardim
ResponderEliminarCom rosas de encantar.
Dá-me trabalho. Ai de mim,
Para as rosas eu cheirar.
Rosas não tenho... sou cravo
ResponderEliminarDe Abril de setenta e quatro:
Sou pobre, não tenho um chavo
Pra gastar ao desbarato!
Diz o provérbio chinês
ResponderEliminarQue um rei e um peão
Num jogo de xadrês,
Para a mesma caixa vão!
Para a mesma caixa vão
ResponderEliminarSe o jogo for dos reais
Estes meus sem caixa estão
Que eu caixas não quero mais!
De caixas não posso falar
ResponderEliminarPois muitas as minhas são.
Após muito e bem regatear
Comprei umas por um tostão.
Obrigado.
ResponderEliminarJosé, desculpe-me por não me ter despedido ontem à noite, mas tive uma visita tardia e acabei por me esquecer das quadras.
ResponderEliminarHoje não estou muito bem e amanhã terei mais exames no hospital, mas penso que noutro dia poderemos voltar às quadras, se isso lhe aprouver, claro.
Um abraço
Boa noite,
ResponderEliminardesculpe só responder agora mas tive um dia bem ocupado. Enfim o costume....
Quanto à desgarrada como queira. Eu irei escrever umas quadras para o São João. Mas provavelmente só para a semana.
Só desejo as suas rápidas melhoras...
Descanse!
Sou eu quem lhe pede desculpa agora, José. Estive no hospital, em exames, durante a manhã e cheguei muito cansada, dormi toda a tarde mas nem por isso me sinto grande coisa.
ResponderEliminarObrigada e um abraço!
Vá... as melhoras que dia 23 ainda vem longe e até lá espero que recupere.
ResponderEliminarAgradeço a sua simpatia e generosidade já que nas desgarradas sinto que não sou suficientemente competente na coisa.
As quadras escrevo-as mais por instinto que pensadas...
Uma noite descansada e não se incomode comigo. Voto de sinceras melhoras!
Obrigada pelos votos de melhoras, José!
ResponderEliminarNão é no dia 23 é no dia 26, embora ainda tenha de fazer mais exames e ir a uma consulta antes desse dia.
Tem razão quanto às quadras, embora ainda não tenha conseguido interiorizar a cadência das sete sílabas exactas, já se vai aproximando muito da verdadeira quadra popular em redondilha maior. :)
Abraço|
Maria João,
ResponderEliminarAdaptando um velho adágio popular diria: se penso não escrevo, se escrevo não penso!
Desculpe esta brincadeira.
Tem piada, sem dúvida, José, mas na realidade, o que se passa é exactamente o contrário... Eu tenho agora algumas dificuldades porque já não consigo escrever à velocidade do pensamento, mas foi a essa exacta velocidade que nasceram os meus melhores sonetos.
ResponderEliminarMas não precisa de pensar muito para coisas tão simples quanto as quadras; basta "apanhar-lhes" o ritmo - ou cadência - e vai ver que não falha uma única nota, ou sílaba. Aliás, muitos dos seus versos já estavam perfeitos, que eu estive sempre muito atenta a isso :)
Abraço!
Imagino que sim...
ResponderEliminarMas convém eu assumir as minhas evidentes fragilidades poéticas!
Quanto ao dia 23... referi-o apenas porque está agendado para esse dia a publicação de três quadras a São João!
Nada mais.
Espero e desejo sinceramente as suas rápidas melhoras.
Bom fim de semana!
Bom dia, José!
ResponderEliminarVai ver que com o tempo e a prática as suas fragilidades se transformam em força e harmonia
Abraço!