Este poema foi escrito em homenagem a um bom amigo vítima de Esclerose Múltipla, doença da qual viria a morrer. Trabalhámos juntos muitos anos e durante todo esse tempo sempre mostrou uma coragem e uma tenacidade de fazer inveja. Hoje recordei-o e a este breve poema. Por vales de seda e linho, Desafias um longo caminho… De dor, de dor. Um trilho ímpio, sinuoso, Amargo, tenebroso… E triste e triste. Entre loas de imenso fervor Há uma história de amor… E paz e paz. Renasce das tuas entranhas, Uma aragem todas as manhãs, De viver, de viver. És a força, o mar e a terra, Que em ti frágil, encerra… A glória, a glória. Os teus sonhos brilhantes, São ósculos de amantes, Sorrindo, sorrindo. Resistes como um ancião vadio, À morte num desértico baldio… Tenaz, tenaz. Coragem é quem vive assim, Simplesmente tão perto do fim, E ama e ama.