Soneto IV
Tenho os dias cheios de silêncios
Daqueles que me dói escutar
Tenho os dias plenos de inícios
Que desejo nunca começar.
Paira por cima desta cabeça
Uma sentença triste, traída.
Construo meus dias numa peça,
Ainda antes da cortina caída.
Olho o horizonte tão vermelho
Cor do sangue me corre adentro
Sentindo o dia esvair-se ao espelho.
Não sei onde encontrar o centro
Deste mim tão seco e tão velho,
Quiçá aí fora, talvez aqui dentro.
Comentários
Que este seja um inicio que deseja nunca acabar
Abraço cúmplice
Ainda bem que gostou.
Abraço Cúmplice.
(Aquela ideia do tu cá tu lá caiu por terra?)
Por exemplo, na sexta e na nona sílabas se se tratar de um soneto eneassilábico, na sexta e na décima se se tratar de um soneto em decassílabo heroico, na quarta, na oitava e na décima, se se tratar de um decassílabo sáfico, na quinta e na décima primeira se se tratar de um soneto em verso hendecassilábico e na sexta e décima segunda se se tratar de um soneto alexandrino. Mas esqueça este último porque, a este, não lhe basta ter as doze sílabas e as acentuações tónicas que indiquei, é muito mais complexo.
Hoje terei consulta hospitalar, mas só à tarde.
Um forte abraço, José!
A métrica também não sei, mas o conteúdo parece-me muito bom.
Grande abraço
obrigado pela explicação!
Tentarei se for competente para isso resolver este imbróglio!
Bom descanso!
está muito desconchavado!
Não me agradeça por favor! Muito má rês seria eu se negasse dar uma mãozinha a um companheiro de versos que ma solicita.
Bom dia e bom trabalho! .