Mal versejando
Fraco e triste poeta, eu
Que nem versejar sabe.
Doente e infeliz filisteu,
Nem num coração cabe.
Em folhas alvas, virgens
Descarrego a raiva do dia.
Umas reles personagens
Encharcadas de rebeldia.
Queria ser belo trovador
De sonhos não sonhados
Rimar amor com ardor.
E saudades com fados.
Comentários
"E as saudades com fados"
Não rimarei com certeza
Que os meus versos são alados
E à saudade não estou presa
Um abraço!
O apelo da poesia, o poeta trovador, pois já és! E não é mal, é bem.
Gostei!
Portanto temos escritor e poeta! Trovador também!
Bom resto de dia, obrigada por esta partilha José!
Beijinhos 🐦
a minha competência nesta área ainda está anos-luz de umas pessoas que eu sei...
Tento fazer o melhor que sei e posso!
Forte abraço!
Não rima saudades e fado
Na nossa bonita língua lusa
Quiçá em estranhos lados
Haja uma blandífua musa.
"Haja uma blandífua musa"
Que depressa me socorra
Já que esta se me recusa
Com medo de que eu lhe morra :)
Um abraço!
desculpe foi mesmo um engano meu. Estava ao telefone e a tentar escrever... Resultado: asneira.
Renovo o meu pedido de desculpas.
]Um abraço e votos de uma noite repousante
Tenho muito gosto de ver o gosto comum pela Poesia, e adorei ali nos comentários a tua poesia em resposta rápida!
Corajoso! Todo o poeta e poetisa e escritor e escritor é um trovador audaz, sem dúvida!
Ainda estou a anos luz, mas a paixão mora cá dentro, isso, com ou sem poesias à altura, é o mais importante.
Noite tranquila, boa sexta-feira!
adoro regionalismos até porque tenho origens numa aldeia com um linguajar muito próprio.
De tal forma que "os covanos não penetram na piação do charales do ninhou!"
Bom fim de semana!
Suponho que os covanos sejam os habitantes dessa sua aldeia e que não conversem com os "charales do ninhou" que, suponho, sejam os habitantes de outra aldeia próxima. Espero ter-me conseguido aproximar ligeiramente do que pretendeu escrever/dizer-me
Bom fim-de.semana!
Estamos a falar de Minderico! O Pedro Barroso cantou uma canção escrita neste linguajar.
Covanos são todos aqueles que não são da terra. Charales do Ninhou é a expressão que usam para minderico. Piação é modo de falar. Não penetrar é não perceber.
Mas sempre é mais fácil que "jordar grisol nas balhelhas"
Gosto muito da música do Pedro Barroso e conheço inúmeros temas dele, mas esse, em Minderico, nunca o ouvi... agora deixe-me cá ver que a palavra grisol não me é estranha, o jordar deve ser deitar ou botar e balhelhas... não faço ideia do que seja. O grisol que eu reconheci, vem de um material utilizado para pavimentos, não sei se é ou não esse o seu grisol, ou melhor o grisol em Minderico...
Grisol é... azeite!
Balhelhas são as batatas. Assim "jordar grisol nas balhelas" é deitar azeite nas batatas.
Há dicionários disso. Eu tenho dois!
Tal como tenho um dicionário do Inverso que me ajuda muito nas rimas!
Bom fim de semana!
Quanto aos dicionários de rimas, eu tenho um bastante bom nos links laterais do poetaporkedeusker, mas não tenho muito boa impressão da maioria deles porque muitos oferecem-nos hipóteses tão estúpidas como bênção para rimar com limão e não é verdade porque é sempre a última sílaba tónica que conta e em bênção a tónica é BÊN, não é ção... e mais uma quantidade de disparates similares que só servem para estragar poemas.
Mas confesso que só hoje descobri o sociolecto Minderico o que me parece estranhíssimo. Não o sociolecto, mas a ideia de não conhecer nada bem o meu próprio país. Paciência, se calhar não o conheço mesmo...
Um abraço e obrigada por me ter tornado um nadinha menos ignorante, José!
O que tenho e já me vali dele são páginas de palavras que terminam da mesma maneira. Pode-se ou não rimar com elas. Chama-se Dicionário do Inverso porque a busca é feita do fim da palavra para o início.
Foi muito usado em aulas de linguística virada para a AI na faculdade de ciências de Lisboa!
Mas reconheço que é útil.
Para mim tem sido!
Noite serena, José!
Entretanto uma quadra onde misturo minderico com português corrente.
Serei serafim do ninhou
Ou apenas zé ninguém.
Um covano que zarpou
Buscando mais alguém.
As melhoras!
(Obviamente que já deve ter consultado um neurocirurgião por causa dessa coluna, certo?)
A essa sua quadra não me atrevo eu a desgarrar: estou muito verde no Minderico, só conheço meia dúzia de palavras.
Abraço e uma boa e repousante noite
Verá que vai gostar!
Entretanto as melhoras. As possíveis, não é?
As melhoras são sempre coisas muito distantes para quem tem de sobreviver a tanta mazela. Olhe, como não estou com nenhuma dor demasiado forte, que não piore tão cedo já é um belo desejo :)
Tenho a casa invadida, não por aliens , nem por legiões de romanos, mas pelos senhores que estão a furar paredes para colocar novas campainhas e intercomunicadores. A Mistral não está lá muito contente com o alvoroço e eu estou a ver-me grega para a acalmar... Ai que agora estão a chamar-me...
Um abraço!
Fico-lhe muitíssimo grata, José!
Continuo nos desafios. Agora estou num muuuuuuuuuuuuuuuuuuito difícil que irá ser demorado na sua escrita.
Veremos depois o que sairá!
Coragem!
Não faço ideia de qual seja o teor desse desafio tãooooooo difícil, ;) mas desejo-lhe bom trabalho e muita sorte!
Abç!
um desafio que já iniciei uma série de vezes e que deito fora... Pode ser que saia logo... Mas ainda não é certo!
Curiosamente o seu foi feito num ápice. Creio que escrito em 20 minutos.
O problema é que há desafios que nos tocam e esses geralmente tornam-se os mais difíceis!
Eu sou a maior desafiadora de mim mesma, mas fico-me sempre pela poesia metrificada e, nessa área, não me recordo de alguma vez ter desistido de um auto desafio. Suponho que esse seu desafio seja na área da prosa...
Curiosamente, os que mais me tocam - sempre na área da poesia - são os que componho num abrir e fechar de olhos, quando a musa não está em greve, claro.
Abraço
Até chegar aquilo que desejo.
Entretanto já está publicado. Não será um texto assim... Pronto foi aquilo que o meu coração mandou.
Ele é que sabe!
Uma boa noite de descanso!
Gostei do seu micro-conto e acredito que a desafiadora também ficará plenamente satisfeita. Agora se este texto o tocou tanto, pergunto-me se não terá passado por algo muito semelhante. Não espero que me responda, sei que há coisas que muitos preferem guardar só para si e para os seus mais próximos familiares.
Um abraço, José!
Assumo os meus receios e as minhas manias sem problemas!
A questão dos incêndios prende-se com a minha graaaaaaaaaaaaaaaande costela de agricultor!
Creio que no que respeita a actividades já só tenho duas costelas: a de artista plástica aposentada por força das circunstâncias e a de poeta, agora a meia haste, mas ainda com alguma esperança de voltar ao meu melhor.
Que tenha um sono reparador
Terei com certeza!