Dor da partida

Estou de partida para lugar nenhum


porque aqui não é o meu lugar.


Parto sem procurar mundo algum,


Deixo para trás tudo. Devagar.


 


Foi tempo perdido aquele que vivi


Sob a bela manta de um sonho.


Foi tempo ganho aquele que aprendi


A amar sem saber de onde venho.


 


Dói-me a pura alma e o pobre coração


Por já não saberem sequer chorar,


Mas a dor que carrego na mansa mão


não sabe que destino há-de partilhar.

Comentários

Isa Nascimento disse…
Muito bonito José. Conheço essa viagem... talvez por isso nos tenhamos cruzado pelo caminho.
😊🌞
Beijinhos
imsilva disse…
A partida dói, mesmo sendo para lugar nenhum, ou precisamente por ser para lugar nenhum.
Leite Pereira disse…
Poesia fresca em manhã fria
Nasceu talvez junto à lareira
A essa hora ainda eu dormia
Só porque hoje é quarta-feira

Abraço amigo

José da Xã disse…
Fresca ou fraca demanda
De escrever um poema.
Diz quem sabe e manda
Que será sempre dilema.

Foi de noite enfiada
Que dei luz à estrofe
Talvez mui arrepiada
Deu nesta catástrofe.





N

N













Ana D. disse…
Lindo! E não foi tempo perdido para ti que tão bem escreveste, nem para quem te lê!
Anónimo disse…
Dilema, meu caro, não será
Quem escreve com paixão
Em demanda sempre haverá
Para um Minhoto ou Beirão
José da Xã disse…
De Beirão tenho pouco
Já que sou alfacinha.
Mas dilema de um louco
É certamente sina minha.
E agora temos Poeta! Lindo meu caro amigo.
Boa noite José.
Bjs
José da Xã disse…
Olga,

para ser poeta ainda tenho um longuíssimo caminho para trilhar!
Obrigado de igual forma!

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