Contos tontos - 40

Havia semanas que a seguia. À distância, não fosse ela desconfiar.


Aquele amor nascera assim... de repente como um corte de faca afiada. Não fora na epiderme, mas na alma.


Idolatrava-a em silêncio e no escuro do quarto, pela madrugada de insónia, imaginava a passear com ela de mãos dadas à beira-mar. Ou então em sonhos maravilhosos...


Todas as manhãs saía cedo correndo até a ver sair de casa. Seguia-a e protegia-a. Pensava ele.


Até que naquele dia, já na rua ela aproximou-se de um homem mais velho que parecia esperá-la, osculou-o com paixão e dando a mão seguiram o caminho.


Estacou miseravelmente triste, ficando a reviver o que sonhara e imaginara com ela nas últimas noites.


E agora... como apagaria para sempre os sonhos?

Comentários

Ana D. disse…
Ohhh que desilusão!
Gostei muito José!
A realidade mata o sonho, mas nem sempre...
Gostei muito amigo José.
Bjs
José da Xã disse…
Desde cedo começamos a viver com elas!
Ou será desilusões?
Maria Neves disse…
Boa noite José
Então…e depois.
Feliz noite
José da Xã disse…
Depois?
Foram infelizes para sempre...
Maria Neves disse…
Boa noite José
Não, sempre!!!
Feliz noite

Mensagens populares deste blogue

Ao fim de mim

O Bravão e o bravo!

Despedida!