Contos tontos - 40

Havia semanas que a seguia. À distância, não fosse ela desconfiar.


Aquele amor nascera assim... de repente como um corte de faca afiada. Não fora na epiderme, mas na alma.


Idolatrava-a em silêncio e no escuro do quarto, pela madrugada de insónia, imaginava a passear com ela de mãos dadas à beira-mar. Ou então em sonhos maravilhosos...


Todas as manhãs saía cedo correndo até a ver sair de casa. Seguia-a e protegia-a. Pensava ele.


Até que naquele dia, já na rua ela aproximou-se de um homem mais velho que parecia esperá-la, osculou-o com paixão e dando a mão seguiram o caminho.


Estacou miseravelmente triste, ficando a reviver o que sonhara e imaginara com ela nas últimas noites.


E agora... como apagaria para sempre os sonhos?

Comentários

  1. A realidade mata o sonho, mas nem sempre...
    Gostei muito amigo José.
    Bjs

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  2. Desde cedo começamos a viver com elas!
    Ou será desilusões?

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