Poema breve

Há no teu voar


sereno e ondulante


Uma liberdade


que eu não conheço.


Há no teu grito


sonoro e profundo,


Uma voz


que não sei traduzir.


 


Colada ao anil


tão claro e infinito,


Voas buscando


um novel caminho.


És um momento


de liberdade.


Partir por fim,


jamais regressar.


 


Escondes-te


nessa almofada,


que pinta


o céu de branco.


Sobes e desces


ao vento...


Esse nosso amigo


silencioso.


 


Sonho-me também


assim livre,


repleto de mundo


ao meu redor.


Sonho-me também


assim perto,


desse azul céu


límpido e perene.


 


Somos homem e ave


a ansiar,


que a noite escura


nunca chegue.


Ambos queremos


amar o infinito,


E achar


a vida num desejo!

Comentários

imsilva disse…
Definitivamente estás poeta.
Muito bonito, muito sentido.
José da Xã disse…
Isabel,

Este foi o terceito texto para o desafio do azul...
Fátima Bento disse…
Não era muito ligada à poesia, sempre tive dificuldade em conseguir ler. No entanto este desafio (por culpa tua mas não só) pôs-me a lê-la.
E este poema, olha, adorei. Assim mesmo, adorei!

- nunca me vão ver escrever poesia; gosto, isso sim de escrever prosa poética. No entanto, quando começo um texto não sei o que vai sair dali...



P.S.: Não te esqueças de passar lá no blogue às - ou depois das - 20h.
José da Xã disse…
Fátima,

este foi o segundo texto que escrevi para o desafio do azul. O primeiro foi a prosa de ontem. Depois o que publiquei na quarta.
Estiva para não os publicar aqui, mas depois achei que não faria mal.
Assim ei-los...
Bom fim de semana.
Maria Araújo disse…
Gostei de " e achar a vida num desejo".

Bom fim-de-semana.
José da Xã disse…
Gostares de uma frase já não é mau de todo!
Ahahahahahaah!

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