Poema breve
Há no teu voar
sereno e ondulante
Uma liberdade
que eu não conheço.
Há no teu grito
sonoro e profundo,
Uma voz
que não sei traduzir.
Colada ao anil
tão claro e infinito,
Voas buscando
um novel caminho.
És um momento
de liberdade.
Partir por fim,
jamais regressar.
Escondes-te
nessa almofada,
que pinta
o céu de branco.
Sobes e desces
ao vento...
Esse nosso amigo
silencioso.
Sonho-me também
assim livre,
repleto de mundo
ao meu redor.
Sonho-me também
assim perto,
desse azul céu
límpido e perene.
Somos homem e ave
a ansiar,
que a noite escura
nunca chegue.
Ambos queremos
amar o infinito,
E achar
a vida num desejo!
Definitivamente estás poeta.
ResponderEliminarMuito bonito, muito sentido.
Isabel,
ResponderEliminarEste foi o terceito texto para o desafio do azul...
Não era muito ligada à poesia, sempre tive dificuldade em conseguir ler. No entanto este desafio (por culpa tua mas não só) pôs-me a lê-la.
ResponderEliminarE este poema, olha, adorei. Assim mesmo, adorei!
- nunca me vão ver escrever poesia; gosto, isso sim de escrever prosa poética. No entanto, quando começo um texto não sei o que vai sair dali...
P.S.: Não te esqueças de passar lá no blogue às - ou depois das - 20h.
Fátima,
ResponderEliminareste foi o segundo texto que escrevi para o desafio do azul. O primeiro foi a prosa de ontem. Depois o que publiquei na quarta.
Estiva para não os publicar aqui, mas depois achei que não faria mal.
Assim ei-los...
Bom fim de semana.
Gostei de " e achar a vida num desejo".
ResponderEliminarBom fim-de-semana.
Gostares de uma frase já não é mau de todo!
ResponderEliminarAhahahahahaah!