Queria…
Queria ser um belo poeta,
Camões, Garrett ou Pessoa.
Queria ser uma simples seta,
Disparada por Cupido à toa.
Queria ser um bom escritor
Eça, Herculano, Namora
Queria ter esse primor
De saber colher uma amora
Queria escrever lindos poemas,
Coisas sentidas, quiçá choradas
Queria viver sentidos dilemas,
Gritos, raivas e dores caladas.
Queria escrever certas palavras
Que nunca ousei enfim dizer-te
Queria desenhar nas minhas lavras
O que é amar-te e querer-te.
Sou pobre e reles prosador.
De sonhos, amores e cantigas
Choro num brando fervor,
A triste escrita, as imensas fadigas.
Belo texto, José!
ResponderEliminarResto de dia Feliz!
Obrigado Zé.
ResponderEliminarTudo de bom.
Ahahahahahah poeta!
ResponderEliminarÉs tudo isso e muito mais...
ResponderEliminarBelo poema!
Grande abraço.
Nao me considero um poeta.
ResponderEliminarVou escrevendo umas palavritas pobres e de pouco valor.
Mas agradeço os elogios.
Forte abraço.
Ai, a humildade no sítio errado! Belo poema.
ResponderEliminarObrigado Isabel.
ResponderEliminarBeijo grande.
Acho que a Isabel tem razão
ResponderEliminarSobre o quê?
ResponderEliminarAmbas as coisas. Sobre a humildade no lugar errado e a beleza do poema!
ResponderEliminarUm dia feliz
Bom dia,
ResponderEliminaragradeço muito as palavras, mas em termos de poesia a competência deveria ser surpelativa.
O que não é o meu caso.
Reconhecer as suas fraquezas ou menor competência não será humildade, mas tão somente consciência real.
O problema é que leio por aqui coisas simplesmente sublimes e quando me atrevo também a experimentar aparecem coisas assim...
A matriz está muito elevada... e eu não consigo lá chegar.
Não concordo. Quer dizer, acho que não há nada melhor que reconhecer fraquezas quando elas existem, porém não acredito que seja o caso.
ResponderEliminarPor norma temos sempre tendência a ser mais exigentes connosco do que com os outros, o que faz com que encontremos defeitos onde eles talvez nem estejam presentes.
José, na poesia não há comparações. Há ou não a capacidade de tocar no coração do outro, de fazer sentir algo nas profundezas do que somos. Mas sabe o que é melhor? Somos muito grandes, a nossa geografia anatómica permite-nos ter recantos que nem nós conhecemos. E nem todos, com as suas palavras, alcançam os mesmos lugares. Isso não significa menor competência, talvez maior criatividade.
Já chorei com palavras talvez banais e já permaneci indiferente a reflexões que muitos achariam geniais. Não existe uma regra.
Se sentimos o que partilhamos é porque é verdadeiro. Se é verdadeiro será belo.
E não desista! Quero (e queremos todos) continuar a ler poemas seus. Que venham de si e que nos transportem para algum lugar.
Beijinho
Ups!
ResponderEliminarQue lição maravilhosa que recebi agora...
É verdade que quando se escreve com o coração as coisas saem diferentes...
Obrigado pelo estimulo.
Cuide-se.
PS - o poema que escrevi e que mais gosto é este!
https://josedaxa.blogs.sapo.pt/poesia-para-um-fim-de-tarde-44672
Bom fim de semana.
Onde está o botão "favorito" para este comentário? :)
ResponderEliminarMuito bem explicada, a essência da poesia: ser sentida em quem a lê, mais do que ser percebida por quem a lê.
Eu fiquei sem palavras...
ResponderEliminarCuida-te miúda!