Despedida!
Corro as longas cortinas Sobre este belo destino. Cerro as janelas finas Vivo longo desatino. Mais de cinco centenas De textos publicados. Alguns ingénuos apenas Mas sempre acarinhados. Para outros trilhos parto Não em busca da luz do Sol. Aqui e agora reparto Um gesto, um mero girassol. Uma dúzia de bons anos Tantos e tantos perdidos. Saio sem remorsos, danos Só agradeço aos sentidos. Remato finalmente Com a feliz sensação Escrever é ser doente De vida e de paixão.