Conversa pela noite dentro!
Resposta a este desafio
Horácio deu conta da porta da rua abrir-se ao mesmo tempo que o velho relógio de pé da entrada batia três badaladas. Admirou-se da hora tardia e confirmou com o velhíssimo relógio de pulso.
- Ena tão tarde e eu ainda sem nada esgalhado… Que chatice!
Passaram uns breves minutos quando escutou:
- Boa noite pai, ainda a pé?
- Boa noite filho… é tarde é… mas ando às voltas para escrever um conto de Natal e ainda não saiu uma palavra sequer!
- Isso acontece não te maces. Deitas-te e amanhã escreves uma estória num ápice, logo pela fresquinha!
Sorriu à confiança do filho no seu desembaraço, mas ousou contradizê-lo:
- Isto do Natal já foi mais fácil escrever!
- Então porquê?
- Porque já se escreveu sobre tudo e mais alguma coisa nesta época. Desde o Dickens…
O filho rodeou a secretária do pai, sentou-se do outro lado do móvel naquela velha e pesada cadeira de pau-santo e dispôs-se a ter aquela conversa.
- Achas mesmo?
- Ai rapaz detesto esses achismos que usas, mas pronto hoje alinho: acho!
- Pai, o Natal é muito mais que comércio selvagem! E também sei que não concordas nas crenças religiosas!
- Tenho consciência disso tido, mas responde-me lá: a quem interessa verdadeiramente o Natal?
O jovem pegou nuns papéis depositados no tampo da secretária, juntou-os e finalmente entregou-os ao pai quase como fosse uma oferta. Por fim acrescentou:
- Há dois tipos de Natal… Provavelmente haverá mais, mas dois existem de certeza.
- O Natal dos Hospitais e o Natal dos Hotéis…
- A sério pai… a brincar com isso? – O tom de voz parecia ter mudado.
- Desculpa tens razão! Nunca fui adepto destes dias recheados, dizem, de tanta coisa e depois vai ver-se e não é nada! E também esse tal de espírito de Natal!
O jovem ergueu-se da pesada cadeira e foi dar uns passos pela enorme sala que servia também de escritório, parou defronte da enorme pintura que diziam ser do seu bisavô que ninguém conheceu e voltando-se para o pai:
- Sabe quem foi este atrás de mim?
- O teu bisavô Segisnando!
- Tem a certeza?
Um silêncio escondeu a dúvida. Horácio acabou por responder:
- Como posso ter a certeza se não o conheci? Quem o conheceu, e por pouco tempo, foi o teu avô já que ele morreu ainda relativamente novo. Creio com a pneumónica!
- No fundo o Natal é assim como este teu antepassado… Sabes que existiu, mas nunca o viste…
O pai ergueu a cabeça para finalmente pedir um ponto de situação:
- O que é que esse avô tem a ver com o Natal… Não entendo… Provavelmente deve ser da hora tardia.
O filho esboçou um sorriso para devolver:
- Tu necessitas escrever sobre o Natal e eu estou a mostrar pistas para o fazeres.
- Ai… Cada vez percebo menos…!
- Pai… imagina como seria o Natal deste teu avô? Mais imagina como seria o Natal dos pobres dessa altura?
O antecessor levou a mão à cabeça e por via das dúvidas tentou esclarecer:
- Estou tão baralhado que não percebo como começámos para acabar neste ponto…
- Mas eu sei pai!
- Estou a ver que sabes mais que eu!
- Sabes onde estive até agora?
O pai ergueu o olhar pesado para o filho. Depois respondeu:
- Não sei, nem tenho nada que saber! És maior e vacinado…
- Pronto ficas agora saber: faço parte de uma comunidade de voluntários e andamos a distribuir comida e agasalhos aos sem-abrigo, durante toda a noite.
- ‘Tás a gozar…
- Eu não brinco com isto, pai. Faço-o há muito tempo e não só na época do Natal. Ou melhor… diria que faço com que o Natal aconteça durante todo o ano.
O velho não respondeu. Continuou:
- Creio que gostarias de um dia ir comigo... Talvez olhasses para esta festa de forma bem diferente...
Num momento seguinte o jovem visou atentamente o pai, mas Horácio estava ora longe pois esgalhava freneticamente esta estória!
Bom dia, Horácio, quero dizer, Zé da Xã
ResponderEliminarÉ bom voltar a lê-lo, ainda que a horas tão tardias tenha nascido este outro conto de Natal, sem fantasmas do passado, do futuro... e só não falo do presente porque, nesse, ainda há fantasmas e não são nada poucos pois são ainda incontáveis os vultos dos que dormem pelas ruas, gelados de frio, à espera de um cobertor, de uma refeição quente e de um ouvido amigo disposto a ouvir as suas histórias de vida.
Esperando que tanto a sua saúde quanto a dos seus vá convalescendo de vento em popa, deixo-lhe um abraço e votos de um Feliz Natal.
Um olhar diferente, também chamado Natal. Lá esgalhaste e bem, uma bela conversa que nos reporta ao significado do Natal. Bom trabalho!
ResponderEliminarBeijinhos
Mais que um Conto, uma bela conversa...
ResponderEliminarBeijinhos
Sem palavras. Fica demonstrado o mérito em...
ResponderEliminarUm abraço amistoso
Obrigado Isabel.
ResponderEliminarSe não fosse o teu desafio me, escreveria conto algum!
Escrevi este que é pobrezinho...
Isto será mais uma conversa de Natal que um conto. Referiste bem!
ResponderEliminarEste ano o meu Natal de escrita está pelas ruas da amargura!
"Sem palavras". Acredito mesmo. Também fiquei sem palavras depois de ler este paupérrimo conto.
ResponderEliminarValeu obviamente pela simpatia das leitoras.
Mas agora vou escrever outro... Talvez goste mais ou provavelmente menos!
Bom resto de serão.
Duvido que vá gostar menos... senão, quiçá mais ...
ResponderEliminarComo se pode não gostar de alguém que escreve de um modo, que trata a "escrita" por tu ?!
Votos de uma noite serena, com um abraço amistoso
Obrigado. Já está publicado!
ResponderEliminarBom dia Maria João,
ResponderEliminarInfelizmente casa vez parece haver mais gente a viver na rua.
E tendo eu onde comer e dormir sinto-me sempre um priveligiado.
Está conversa a dois foi para mim importante escrevê-la pois gostaria de estar no lugar do jovem
Quanto à minha saúde... Bom melhoro de uma coisa para ficar doente de outra. Agora uma tosse seca , alérgica que não me larga.
Há que tomar aguentocaína
Abraço.
Boa tarde, Zé da Xã!
ResponderEliminarParece e, tanto quanto pude informar-me, há mesmo cada vez mais gente a viver na rua...
Quanto à sua saúde, não vai mal de todo se melhora duma para cair noutra... Olhe que eu caio numa quantidade de outras sem ter melhorado nem um bocadinho das anteriores.
Estou afónica desde que tomei a última vacina contra a pneumonia, já não me lembro quando, mas já lá vão umas três semanas...
Vamos ambos tomando a tal aguentocaína, que remédio...
Abraço
Maria João,
ResponderEliminarNão gosto muito de falar nisto, mas a minha vida médica tem sido complicada sem (ainda) ser de perigo.
Em 1987 estive entrevado no HSM uma semana com dores pavorosas e febres acima dos 40 graus. Depois em 1999 tive um descolamento de retina que me deixou cego da vista esquerda. Em 2012 dois Avc's. Consequências: completamente surdo do ouvido direito. Este ano duas cirurgias. O meu pai a fazer hemodiálise, a minha mãe com arteriosclerose, a minha mulher com perna partida.
Resumindo sei como e onde acordo, mas nunca sei como e onde adormeço!
Caramba, Zé da Xã, eu nem com quatro mortes e as resoectivas quatro ressuscitações "in extremis" consigo vencê-lo neste campeonato de corrida com obstáculos, isso está complicado, amigo.
ResponderEliminarMas "alma até almeida" e adiante, que eu ainda acordo em êxtase quando consigo dormir uma noite inteira sem ter de enfiar um pano na boca para não acordar os vizinhos. É que a mistura das cãibras intensas com a isquemia dá umas dores que nem lhe digo nada...
Mas parece que ambos conseguimos ir-nos aguentando bastante bem - deve ser por causa da Aguentocaína ;) - já que não nos coibimos nada de sorrir quando as mazelas nos dão uns minutos ou umas horas de descanso. Vamos embora, amigo: que nunca lhe faltem os sorrisos !
Um abraço
Bem vinda ao clube dos sofredores silenciosos.
ResponderEliminarNa última cirurgia, já na maca disse para a anestesista antes de adormecer: quando acordar gostaria de comer um croissant com manteiga.
A médica riu e eu adormeci!
As doenças são para mim desafios que se traduzem em experiências enriquecedoras.
Já percebi que a Maria João será como eu: coitadinha da doença que levar comigo.
Ao clube dos risonhos sofredores, diria eu, eheheheheh...
ResponderEliminarMas eu não pude dizer nada na minha última cirurgia - pericardiocentese - porque já estava em paragem cardiorrespiratória há uns bons segundos, já não tinha ar para falar embora ainda estivesse lúcida e não me tenha agradado nada levar com as duas pazinhas a 200 ou 300 Watts antes de perder a consciência. Bem sempre me transformei num "study case", posso vir a ser útil a médicos e a outros pacientes...
E, sim, até com a senhora da gadanha já brinquei em versos e mais versos... Trato-a mal. coitada, mas a verdade é que não quero receber mais nenhuma vista dela nos próximos dois ou três anos, Depois se verá, mas agora não tenho tempo nem paciência para ir desta para melhor. ;)
Abraço, Zé da Xã
"Clube dos sofredores risonhos" parece-me ser um clube fantástico.
ResponderEliminarCompro já uma EP.
Bom serão.
Abraço!
Ahahahahah, aproveite agora, não vão esgotar-se as EPs
ResponderEliminarBom serão também para si, Zé da Xã.
Outro abraço
Obrigado Maria João!
ResponderEliminarAmanhã dia dedicado aos netos!
Que tenha dia dos netos muito feliz e animado, Zé da Xã!
ResponderEliminarAnimados são eles!
ResponderEliminar
ResponderEliminarImagino que sim. A gaiatada costuma ser muito animada, a menos que sejam daqueles que estão sempre com os narizitos enfiados nos Iphones e Smartphones... Mas os seus ainda devem ser pequeninos, devem preferir "pintar a manta" ...
Abraço
Maria Joáo,
ResponderEliminara Olivia fará no dia próximo dia 4 de Janeiro 5 anos. O Eduardo fará dia 29 de Março um ano.
A Diana fará dia 3 de fevereiro 2 anos. Mas esta última não estará cá comigo.
Portanto restam os primeiros dois. E a cachopita mais velha é um doce. Não desfazendo.
Bom dia, Zé da Xã
ResponderEliminarAinda são pequeninos, sim, ainda pulam, saltam e jogam ás escondidas com o avô Excepto o pequenino Eduardo, claro, que esse vai querer é colinho e mimos.
Que tenham um feliz dia, amigo.
Bom dia Maria João,
ResponderEliminarGosto de deixar as crianças ser crianças. E nunca adultos pequenos como gostam muitos pais e que me irrita olimpicamente.
Depois há aqueles pais que querem sossego... Portanto dão os equipamentos para os manter entretidos.
Por aqui brinca-se ao que calhar.
Bom fim de semana.
E está tosse que não me larga!
Ah, nisso tem toda a razão, Zé da Xã. Infelizmente as birras e as travessuras são muitas vezes caladas com a oferta de equipamentos electrónicos e muitos pais recorrem a eles quando precisam de um pouco de sossego...
ResponderEliminarOs pequeninos de hoje em dia serão muito diferentes de nós quando chegarem às nossas provectas idades. Novas competências terão sido por eles atingidas, mas também terão deixado para trás muitas qualidades e bons hábitos.
Olhe, pelo sim, pelo não, tente aconselhar-se sobre essa tossezinha chata junto do seu médico de família, se tiver a sorte de ter um. É o Zé da Xã com a tosse e eu com uma afonia que já dura há semanas... Bem, de vez em quando lá consigo emitir um sons, mas ou são tão roucos e abafados que ninguém entende nada, ou saem uma espécie de apitos que também ninguém descodifica.
As melhoras e outro abraço
Boa tarde,
ResponderEliminarPor aqui as crianças ainda são crianças. Triciclos, bolas e muita correria.
Quanto à tosse vou fazer vapores de eucalipto.
Que curioso, Zé da Xã! O meu pai, quando tinha uma tossezinha mais insistente, costumava fazer vapores de eucalipto. Chamava-lhes "fumigações" e eu também cheguei a fazê-las quando era criança.
ResponderEliminarBoas brincadeiras e as melhoras!
Abraço
Boa noite Maria João,
ResponderEliminare ficava melhor?
Entretanto ando a aspirar cortisona através de uns aerosóis.
Bom serão e bom resto de fim de semana!
Boa noite, Zé da Xã,
ResponderEliminarO meu pai dizia que sim, que se sentia melhor com as fumigações. Eu era pequenita, creio que fazia aquilo só por graça...
Bom serão e bom resto fim-de-semana.
Um abraço
Maria João,
ResponderEliminarpor aqui era costume colocar-se água a ferver depois colocava-se lá dentro o eucalipto e um pouco de Vick Vaporub.
Finalmente tapávamo-nos com uma toalha grande e respirava-se aquele vapor...
Para os miúdos resultava bem!
Hoje ao invés dos outros dias vou deitar cedo. Amanhã irei madrugar!
Também era assim que o meu pai fazia, Zé da Xã, mas não usava o Vicks Vaporub, só o eucalipto na água a ferver. Vai madrugar ao Domingo? Que seja por alguma razão que lhe dê gosto!
ResponderEliminarBom descanso
Bom dia,
ResponderEliminara mim não me dá gosto nenhum, mas vou ajudar a amassar as filhós e mais tarde a fritá-las.
Vai ser o dia inteiro para a coisa!
Bom dia, Zé da Xã.
ResponderEliminarAcredito que o sacrifício desta manhã vá ter, mais tarde, uma bela recompensa: as belas das filhós que quase magicamente conseguem manter o mesmo sabor que tinham na nossa infância.
Ai, Zé, não me vai dizer que também é diabético... ou vai? Se vai, já meti o pé na poça, caramba.
Bom, adiante que acredito que vai ter mais iguarias na sua mesa de Natal e os médicos costumam deixar-nos abrir uma excepçãozinha nestes dias festivos.
Boas amassadelas e um abraço
Olá Maria João,
ResponderEliminarfelizmente não tenho diabetes. Por vezes exibo uns diabretes .
Estas filhós feitas à moda da terra da minha mulher valem pouco. Arrisco a dizer que nem doces de Natal são, somente fritos de Natal.
Portanto venham de lã os pudins e as castanhas de ovos, mais as lampreias ou os abade de Priscos!
As suas melhoras é o que realmente lhe desejo.
Tadinha de mim, Zé da Xã! Eu tenho lá pensão que dê para comprar essas iguarias todas?!
ResponderEliminarMas que fiquei com água na boca, fiquei E olhe que as filhós da sua mulher também marchavam! Ai não que não marchavam, polvilhadinhas com açúcar e canela
Continuação de boas melhoras e um abraço
Maria João,
ResponderEliminarEu também não compro só escrevi por brincadeira.
Mas estás filhós são horríveis já que nem açucar têm. Teria de colocar muito doce
Por isso não lhes toco. Prefiro os coscorões da minha mãe.
Ó Zé da Xã, o amigo, hoje, não faz mais nada senão deixar-me para aqui aguadinha de todo?
ResponderEliminarAh, que deliciosas memórias trago dos coscorões da minha avó Maria Augusta E das rabanadas - fatias paridas - , então???
Ia ficando com o soneto alexandrino, que estava quase, quase a acabar, atravessado nas goelas
ResponderEliminarAgora que já o acabei, só me apetece polvilhá-lo com açúcar e canela e dar-lhe uma boa dentada, mas saiu-me sequinho, sequinho, coitado. Talvez amanhã o regue com calda de açúcar que já estou a ficar demasiado ensonada para o ir agora adoçar aqui e ali...
Bom desanco e um abraço
Bom dia Maria João,
ResponderEliminarOs coscorões da minha mãe são mesmo uma delícia.
Tal como o bolo rei! Com muitas frutas.
Uma boa semana.
Maria João,
ResponderEliminarPor aqui a tosse não me larga. É a noite toda. Nem me apetece falar nem comer.
Uma tristeza.
Mas o seu soneto terá saído muito bem.
De certezinha absoluta.
Bora lá trabalhar!
Bom dia, Zé da Xã!
ResponderEliminarOra vê como eu tenho motivos para ficar "augadinha"? Ele são os coscorões, ele é o bolo rei...
Mas este ano vou cear com um casal amigo e tiro a barriga de misérias , vai ver.
Agora estou com problemas é no telemóvel da idade da pedra lascada. Avariou-se, mas como eu tinha cá um exemplar ainda mais velho - julgo que foi descoberto nas ruínas de Pompeia - que só não funcionava porque não tinha carregador, lá consegui comprar por cinco euros um carregador compatível e passei a usá-lo. Onde está o problema?, perguntar-me-á... pois, o problema está no facto de eu não ter conseguido passar os contactos para o que estou a usar e agora recebo mensagens de Feliz Natal não sei de quem, às quais não posso responder porque as teclas são tão pequeninas e estão tão perras que não dá mesmo para escrever uma palavrinha completa. Saem-me só letras desarticuladas...
Mas Smartphones, Iphones e Androids é que nem pensar! São caríssimos e são uma constante fonte de despesas porque mal os compram logo ficam desactualizados e é preciso renová-los. É o raio da obsolescência programada, que já não precisa de ser programada porque adquiriu vida própria e agora ninguém a pára... Além do mais, embirro com eles desde que vejo meio mundo com o nariz enfiado naquilo em vez de aproveitarem para conversar, que é o que eu faço com os meus companheiros de mesa quando vou ao cafezinho.
Eu posso ter um stupidphone mas, pelo menos, é um aparelhómetro rijo e vai ter de se aguentar enquanto eu caminhar entre os vivos.
Vá lá amassar as belas das filhós e que tenha um Feliz Natal junto dos seus.
Um abraço
Ora esta... ainda agora estava a conversar consigo... bem, e continuo a falar consigo, rsrsrs
ResponderEliminarSe nem as fumigações resultaram, aconselho-o a ir ao seu médico, muito embora nesta época de festividades não seja coisa fácil. Olhe, eu também estou afónica há semanas e "diz o roto ao nu"...
Pensei que fosse reacção à vacina da pneumonia, mas isto continua na mesma e já começa a ser demais...
O meu alexandrino? Ainda nem o fui reler, tenho estado a limpar as caixinhas da Mistral e a mudar-lhe a água dos bebedouros...
Logo mais o publico que agora tenho imenso que fazer. Ou imenso que tentar fazer, que não é bem o mesmo porque nunca consigo completar nem 1/4 daquilo que me proponho fazer...
Outro abraço
Marai João,
ResponderEliminarcomo fui da área de informática olho para os telefones espertos (jamais inteligentes) com uns olhos diferentes. E em vez de andar com o portátil que pesa (quase) toneladas ando com umlevezinho e ainda por cima faz chamadas. E recebe!
Hoje de manhazinha foram apenas as rabanadas, mas houve quem fizesse um série de outros bolos.
Portanta a consoada de amanhã irá ser bacalhau em cama de rabanadas e polvo cozido com tarte de amendoa!
Sobremesa: tanta coisa. Mas também seremos à mesa no mínimo oito pessoas e já não conto com o Eduardo q1ue tem oigo meses.
Maria João,
ResponderEliminartenho 65 anos e nunca tive uma crise destas. A verdade é que em janeiro passado apanhei a vacina da pneumonia. Se na altura não tive reacções, hoje sinto que a vacina deveria ser de compreensão lenta e atacou-me apenas agora.
Não apanhei vacina da gripe nem da Covid. Se assim fosse provavelmente já estaria morto.
Nem pela minha inventiva cabeça passaria essa peculiaríssima ementa natalícia, Zé da Xã!
ResponderEliminar"Bacalhau em cama de rabanadas" deve ser uma delícia e o "polvo cozido em tarte de amêndoas" não lhe deve ficar atrás E que tal um perúzinho com recheio de ovos moles???
Bom, já vi que vai haver fartura na sua mesa de Natal. Pode ser uma fartura algo excêntrica, mas é fartura.
Pode ser, Zé da Xã, podem-lhe ter dado uma vacina de compreensão lenta... A minha foi a segunda contra a pneumonia e garanto que era de compreensão instantânea Estou sem voz desde que ma injectaram, mas pode ser uma mera coincidência. Já perdi a conta às vacinas contra a gripe e a Covid que me deram e ainda estou viva. Sem voz, mas ainda viva.
ResponderEliminarNunca tinha tido qualquer tipo de reacção, esta é a primeira vez que fico afónica depois de ser vacinada, seja ou não uma infeliz coincidência
Um abraço
Maria João,
ResponderEliminarNão tenho vícios alguns. Não esbanjo dinheiro como muitas vezes e infelizmente vejo. Depois seremos muitos a contribuir para a causa que é a Consoada.
Portanto e tirando este dia somos comedidos em termos de alimentação. Já nem me recordo a última vez que almocei num restaurante!
Quanto às sugestões gastronómicas foi apenas uma singela brincadeira.
Maria João,
ResponderEliminartendo a impressão que os próprios médicos não sabem as reacções todas das vacinas. Até porque cada pessoa é uma pessoa.
Já fiz cinco minutos de fumigações mas a tosse foi tamanha que me chegaram vómitos. O que vale +e que não tinha comido. De outra forma teria ido ao "Gregório".
Essa tosse toda significa que os seus brônquios estão a tentar livrar-se das secreções que por lá andam em demasia. Aguente, mas se vir que a tosse piora muito, tente ao menos contactar um médico. Tem febre? É difícil imaginá-lo a rir-se tanto estando com febre, mas eu sei lá... Eu também me ri da caricata figura que fazia ao andar no dia em que fracturei a coluna...
ResponderEliminarEntão eu não sei muito bem que foi brincadeira, Zé da Xã? Posso não ser nenhum génio, mas não sou burra de todo, rsrsrsrs
ResponderEliminarEspero que essa malvada tosse melhore depressa para que tenha uma muito feliz consoada junto dos seus
Febre não tenho, nem estive constipado nem com gripe!
ResponderEliminarEsta tosse apareceu do nada! A danada!
Mas Maria João em termos gastronómicos provavelmente haverá coisas mais estranhas que aquelas que eu inventei.
ResponderEliminarSei que há gostos para tudo e mais para um par de botas!
Ah, danada tosse que deve ter vindo de algum vírus daqueles que só os microscópios digitais conseguem ver...
ResponderEliminarFaça-me o favor de ir ao médico assim que a quadra do Natal tiver passado. Pode não ser nada de grave, mas também pode vir a complicar-se. Jogue pelo seguro, Zé da Xã!
Quanto ao que disse lá em cima, tem razão: os médicos não sabem bem as reacções que as vacinas podem provocar, são os cientistas das grandes farmacêuticas quem faz os testes que deveriam ser duplamente cegos, mas nunca foram devidamente acabados porque era urgentíssimo vender as vacinas. Ninguém sabe ao certo se para salvar vidas humanas ou se, acima de tudo, para aumentar os obscenos lucros das ditas cujas farmacêuticas...
Quando eu for presa por difamação, vai visitar-me à cadeia, não vai?
Então não há, Zé da Xã? Já experimentou uns belos duns "ovos milenares"? E uns filetezinhos de fugu ou baiacu? Talvez uma "caneja da infundície", muito apreciada na Ericeira e preparada com uma postazinha de peixe que ficou a "apurar" durante um mês dentro de um armário fechado?
ResponderEliminarEle há gostos para tudo e mais alguma coisa
Não vai nada presa. Eu já disse pior!
ResponderEliminarO meu médico cardiologista ainda me disse há dias que três coisas originaram o aumento do tempo de vida dos humanos. A saber: os antibióticos, as estatinas e as vacinas!
Porém eu sei, a Maria João e quase todos sabemos que as vacinas só ao fim de dez anos estão cientificamente bem comprovadas.
Os laboratórios têm óbvios interesses na venda das suas vacinas, mas tenho de reconhecer que também são eles que investigam.
Mas sim as vacinas deveriam ser administradas com mais cuidado!
Olhe que ainda vamos os dois presos e ficamos sem ninguém que nos visite, Zé da Xã
ResponderEliminarClaro que são os laboratórios que investigam e investigam com competência, mas os tais dez aninhos de espaço entre a criação da vacina contra o SARS - Cov 2 e a sua disseminação no mercado mundial, não foram minimamente cumpridos. E isto não é segredo para ninguém. Só o será para quem não faz a mínima ideia de quão sério e rigoroso deve ser o trabalho dos cientistas e do "staff" que produz e testa os medicamentos que quase todos nós temos de tomar.
Um abraço e uma boa e feliz Consoada
ResponderEliminarLuísa Faria.