Não quero fama nem proveito Diz este pobre escriba de versos. Continuar mesmo sem jeito, A esgalhar textos travessos. Ser poeta não é apenas isto, Deixar as palavras fugirem. É qual oleiro, criar um registo Das muitas almas a abrirem. Não serei, nem bom nem mau, Poeta de enormes feitos. Como o tocador de berimbau Que não sabe outros preceitos. Vivi anos a tentar escrever O que ninguém ousara dar luz. Passou o tempo mui a correr Nem percebi qual a minha cruz. Qual amor, qual paixão A varrer-me todo por dentro. Ficou dorido, sim, o coração Por ser só ou apenas o centro.
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Ontem, no WhatsApp, o meu irmão começou com uma quadra engraçada
Despoletou da minha parte a "desgarrada".
Não piblico pk o meu irmão foi malandreco
Poderias continuar com esta desgarrada.
Não estive na noitada
Tinha um pé inchado
No sofá fiquei sentada
Põe gelo, Maria, mexe esse pé
Amanhã é outro dia
Precisas de energia
Tomei um comprimido
Dormi com a perna ao alto
Hoje acordei melhor
Porque amanhã vem a rotina
Vontade tive eu
De ir à praia banhar
Todo o mundo foi laurear
Sozinha fiquei eu
Cada um faz o que quer
Nem sempre se lembram da Maria
Mas para pedir "faz-me isto"
Lembram-se que existo
E se vou para onde quero
Sem dar satisfações
Perguntam porque razão
Nada disse eu.
Obrigada São João
Por uma festa quente que deste
Amanhã desce a temperatura
Não há praia para ninguém
Ao meu real convite
Eh pa nunca disseste
Dessa vida. Olha ri-te.
Almada é São João
Lembro-me bem das festas
Tudo virado num balão
Era folia até às tantas.
Gosto de desgarrar
Nesta conta de louco
Versos sempre a bombar
E juízo muito pouco.
E assim nesta brincadeira
Fizemos uns versitos
Já dormi uma sestita
Coisa rara cá em casa
Vou agora pegar no ferro
Enquanto se faz a janta
Acaba hoje a festa
Com a cantora que todos falaram
Por causa de um rolinho de carne
Na semana rockeira de Lisboa.
Acabam os Santos Populares
Neste tempo pouco de verão
Vem aí o São Pedro
Que não traga chuva para a reinação
Mas estava muito calor
Muitos foleirões festejavam
Ao ritmo do amor
Que da triste saraivada
Chamarem-me de estupor
Nem me digas nada.
Que doidos eles são
Para a próxima vens celebrar
O meu rico s.João
Dizem ser festa valente
Eu nem um mero balão
Tenho à minha frente!
Também de boa folia
Um discípulo e tanto
Peixe era o que comia.
Em Sintra é feriado
Como no Bombarral
Festas por todo o lado
Até no Sanguinhal.
Eu vou mas é dormir
Estou cá com um melão
Que só me apetece fugir
P.S.: não é melão. Só cansaço mesmo. Hoje houve reunião no trabalho. Só cheguei à pouco a casa. Vou descansar. Amanhã há mais
Obrigado por alinhares!