Quadras biográficas! #1

Nasci nu disseram-me


Em terras de Lisboa


Depois vestiram-me


Umas vestes à toa.


 


Filho único nasci


E assim fiquei eu.


Jamais mano eu vi


Nem com o mito Morfeu.


 


Aos seis anos era


Caixa de óculos, sim!


Uma alcunha bera


Que eu sentia em mim.


 


Longe de aluno bom


Triste noite e dia.


Acordei assim ao som


Da alma que sofria.


 


Mudei o meu vil rumo


Para pobre poeta.


Palavras sem aprumo


De coração pateta.


 


Foi nas letras que senti


O pulsar de mim mesmo


Escrevi e escrevi


Minhas dores a esmo.

Comentários

  1. Temos uma coisa em comum: também sou filha única! Com pena, claro! Adoraria ter tido um irmão!

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  2. E fez muito bem em escrever as suas dores - e alegrias? - a esmo., José.

    Um abraço!

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  3. Também eu!
    Por isso é que tenho dois filhos!
    Bom fim de semana!

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  4. Alegrias? Rima com alergias...
    Tenho ambas... agora que sou velho, pois quando novo não tinha nada!
    Bom fim de semana!

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  5. Netos ainda não cheguei lá, eles ainda são muito novos!

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  6. Sim, José, alegrias, alergias, sinergias e até pneumonias, eheheheh...

    Vou passar a maior parte do dia na cama a ver se curo esta infecção respiratória que me acompanha há que tempos e que ontem entrou a matar.
    Desde muito jovem que tenho doenças autoimunes, só que as aguentava bem melhor do que as (des)aguento agora.

    Bom fim-de-semana

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  7. Olá Maria João,

    Lamento saber que está doente! Mas creio na sua coragem e resiliência.
    Espero que 2024 lhe traga a mesma coragem e um bocadinho mais de saúde!
    As quadras estavam bem ou necessitam de ajuste?

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  8. Obrigada, José. Farei por aguentar mais uma gripalhada das antigas...
    Mas quer que eu escanda as suas quadras? Tudo bem, eu escando-as e envio-lhas depois

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