Soneto III

Sonho-te dia e noite, noite e dia


Imagino-te aqui: vais repousando


Enquanto procuro ver ao que ia


Toda esta vida, assim, te procurando


 


Ser poeta nem foi uma heresia,


Pois canto a minha dor sempre escrevendo


Pensando eu que breve alcançaria,


Uma luz no firmamento brilhando.


 


Mas a simples vida bem me avisou


Que amar dor valente não é sofrer


Talvez sentir que a dor já me passou.


 


Hoje o sonho fugiu para se prender


Ao infinito célere que amou


A doce sensação de se perder

Comentários

  1. José, venho muito humildemente pedir-lhe desculpa por não ter conseguido escandir o seu SONETO III, conforme lhe tinha prometido. O João Pestana veio mais cedo do que eu previa e parece que hoje continua por cá, que só me levantei porque tinha mesmo de me injectar com a Enoxaparina.
    De qualquer forma, vejo que já lhe deu um jeitinho e que ficou bem bonito

    Bom Domingo e um abraço!

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  2. O "sonho" é algo tão intenso que nos permite sonhar e deixar nas palavras escritas, o que só na cabeça nos acontece.
    Gostei muito, até porque esta é a temática que mais gosto de ler e, humildemente, abordar.
    Um excelente domingo.

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  3. Obrigado caríssimo,

    Mas não sendo eu poeta e muuuuuuuuito menos sonetista, ainda assim vou arriscando umas palavras.
    Obrigado e bom domingo.

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  4. Oh Maria João,

    O que menos desejo é incomodá-la.
    Sossegue, repouse, descanse...
    E acima de tudo boas melhoras.
    Quanto aos meus textos não se invomide.
    Continuação de bom domingo

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  5. Olá, José! :)

    Suponho que invomidar seja o mesmo que incomodar...
    Não tive tempo, ainda, para iniciar a leitura, mas o amigo que me faz as compras já leu algumas páginas...
    Amanhã irei ao centro de saúde. Talvez venha de lá com outra mezinha qualquer que me ajude a cicatrizar as feridas e a diminuir as bolhinhas...

    Boa tarde de Domingo e um abraço!

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  6. Olhe Maria João eu nem médico de família tenho.
    Portanto só vou ao privado.

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  7. E eu, José, não tenho dinheiro para pagar consultas privadas, ainda acredito no nosso SNS, mesmo que tenha azares como este, que foi uma excepção e, sou sempre muitíssimo bem atendida pelo meu médico de família, já que sou uma das sortudas que o têm.

    Mas eu sei bem que há muitos portugueses sem médico de família, que não têm outro remédio senão pedir consultas por doença súbita, muito mais limitadas, recorrerem ás urgências hospitalares ou ao privado.

    Abraço!

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  8. Na próxima semana irei iniciar um processo para colocar um implante.
    Nem imagino quanto me irá custar, mas antes pagar que estar meses, anos à espera de uma consulta.
    Como diz o povo "vao-se os aneis, ficam os dedos"!

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  9. Eu nem anéis tenho, José :)

    E também não terei dinheiro para uma prótese comum quando tiverem acabado todas as cirurgias dentárias, quanto mais para implantes.

    Abraço

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  10. Pois é Maria João... mas sem implante arrisco-me a ficar desdentado.

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  11. Obrigada amiga.
    Agora ando a tentar a aprender a escrever sonetos!
    Boa semana!

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  12. Eu sei, mas o José pode não ficar desdentado, eu é que não tenho outro remédio...

    Bom descanso

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  13. Bom descanso!
    A gente lê-se por aí!
    E as melhoras!

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  14. Está a ver, José? Existem coisas piores do que estar desdentada: posso muito bem ler e escrever sem dentes, rsrsrs

    Obrigada e um abraço!

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  15. Ainda a espera do primeiro livro e já me imagino com um livro de sonetos do amigo José
    Não sei onde isso vai parar, mas seria bom que não pare.
    o prazer de ler continua intacto e acredite nas suas palavras "Ser poeta nem foi uma heresia," nem nunca será no seu caso.
    Abraço cúmplice

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  16. Obrigado, mas reconheço que os sonetos são praias de outros veraneantes.
    Estes três que rabisquei foram devidamente analisados e opinados por quem sabe.

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