Hoje convido eu! #33

A Olga Cardoso Pinto do blogue A cor da escrita é uma escritora, pintora, ilustradora de mão cheia! Tudo o que sai daquelas mãos sai... perfeito. Nem imagino onde um dia irá parar esta minha amiga que em boa-hora conheci neste universo.


Até o desafio que me propôs parece talhado por ela: começar de novo!


Reconheço que não foi fácil esgalhar este texto. Mas imagino que muita gente se reveja neste naco de pobre prosa!


 


Sentado num enorme e confortável cadeirão Constantino aguardava pacientemente que o recebessem. No enorme corredor via pessoas de papéis na mão a deambular como se estivessem perdidos. Alguns entravam em gabinetes para logo os abandonarem. Muita gente, muitas velocidades, pouca eficácia.


Entretanto a porta à sua frente abriu-se e Constantino percebeu que havia um acordo tal era o forte aperto de mão entre dois homens. De aparente bons fatos, camisas brancas e gravatas discretas iam agitando as mãos, sorrindo e dizendo:


- Aguardo ansiosamente a sua resposta, Dr. Seixas!


- Com certeza Doutor Gomes. Amanhã terá o dinheiro na sua conta.


- Obrigado Doutor, muito obrigado.


Quando o cliente se virou, Constantino percebeu o Vitor um antigo colega de escola, mas nada disse e fez de conta que o não conhecia, deixando-o ir embora como se fosse um estranho. Entretanto a porta do gabinete do tal doutor Seixas voltou a fechar-se reabrindo passados longos cinco minutos. Por fim:


- Senhor Constantino Leote!


- Sou eu!


. Olá muito bom dia - e estendendo a mão - faça o obséquio de entrar.


A sala era ampla, arejada, com uma enorme secretária atapetada de papéis e pastas. Da janela surgia a bela luz da manhã.


- Sente-se!


- Obrigado.


- Então diga-me o que o trouxe cá!


- Bom – tossiu um pouco de forma a aclarar a voz – fui informado pelo Ministério da Agricultura que deveria vir aqui apresentar a minha candidatura…


- A quê? A funcionário do Banco?


- Não senhor, nem pensar. Quero apresentar a minha candidatura ao subsídio de incêndio...


O outro fez-se de novas e respondeu:


- Mas isto é um Banco não é o IFAP…


- Também sei disso, mas necessito de dinheiro para a minha vida! E segundo ouvi, bastará ir ao Banco.


O outro parecia pouco interessado na conversa pois vasculhava uns dossiers. Constantino continuou como se não tivesse percebido:


- Há dois meses perdi tudo num incêndio. Casa, carro, os meus pais que morreram queimados quando tentavam defender os seus bens, muitas cabeças de gado, todas as alfaias, culturas já feitas…


A voz embargou-se, porém concluiu:


- Uma mancha enorme de pinhal…


- Lamento sabê-lo… mas não sei se o poderei ajudar senhor… - procurou o nome no monte de papéis…


- Leote, Constantino Leote!


- Senhor Leote!


- Não pode ou não quer?


- Creia-me que se eu pudesse de bom grado a ajudaria!


- Sabe mentir muito mal…


- Como diz?


- Foi o que escutou…


O jovem levantou-se da cadeira e iniciou a passear pela enorme sala, em passos lentos, mas decididos. Depois:


- Tenho consciência que neste mundo cão onde vivemos os meios justificam os fins… Ou melhor, no meio da miséria em que fiquei alguém há-de ganhar… O Banco por exemplo poderá a ser um deles!


Seixas levantou-se da cadeira pouco satisfeito com o rumo da conversa e colocou-se ao lado de Constantino que parara defronte da larga janela. O cliente continuou:


- Agora reparo que daqui vê-se a serra cinzenta… e no meio dela estava o meu Mundo, a minha vida!


- Mas que quer que eu faça?


Constantino deu um profundo suspiro e desabafou:


- Saí de casa naquela quarta-feira para ir com a minha mulher Mariana a uma consulta de rotina devido à gravidez. Pedi um táxi pois o meu carro avariara e como não tinha dinheiro para o arranjar ficou em casa.


Virou as costas à janela.


- Sou o mais novo de seis irmãos. Todos eles estudaram, formaram-se e trabalham cada um para seu lado. Nem imagino onde porque a maioria nunca mais deu sinal de vida… Provavelmente têm vergonha do seu passado. É normal… Mas eu fiquei, sem medo nem vergonha. Desde sempre acordei de madrugada com o meu pai para o seguir e ajudar na ordenha das ovelhas, no corte do feno, na lavra da terra, enfim no que fosse preciso!


O doutor Seixas voltou a sentar-se agora vivamente interessado na estória.


- Tenho quase 40 anos e nunca soube o que foi férias, fins-de-semana. Porque o gado tem de comer todos os dias. Todos! Mas naquele dia perdi muito mais que família e bens. Perdi muito mais que gado e culturas, floresta ou casa. Perdi essencialmente o direito… ao meu longo passado! Que jamais recuperarei!


- Desculpe interrompe-lo, mas deixe-me perguntar: o que este Banco poderia modificar isso? Não temos esse poder… Nem Deus! De reverter os acontecimentos!


Constantino esboçou um sorriso:


- Eu sei caro Doutor, eu sei. O que realmente necessito é de dinheiro para que possa erguer a minha casa destruída, comprar novas alfaias, mais sementes, gado. Porque nesta altura vivo… da caridade de alguns bons amigos. Mas como diz o povo “a visita ao terceiro dia, enfada!”


De súbito virou-se para o doutor Seixas e continuou:


- Sabe o que me faz lembrar esta minha situação?


- O quê?


- Aqueles que após a descolonização regressaram à Metrópole. Não é do meu tempo nem do seu, mas recordo a minha falecida mãe falar dessa valorosa gente e perguntar como seria começar de novo!


- Mas repito… não depende tudo de mim… Há acima quem decida!


- Eu sei e compreendo! Mas se eu viesse aqui de fato e gravata provavelmente teria mais sorte.


- Nem pensar…


- Então diga-me: foi isso que acordou com o vigarista do Vitor Gomes que saiu daqui antes de mim?

Comentários

  1. Pronto, já li e gostei do que li.
    Não sei o que dirá a desafiadora, mas acredito que é bem provável que venha a caminho um: Desafio ultrapassado!

    Boa e serena noite, José!

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  2. Obrigado Maria João.
    Este era um daqueles duros, difíceis, especialmente porque sou muito sensível aos incêndios.
    E depois de Pedrogão fiquei ainda pior.
    Não sou de lá mas é como se fosse.
    Uma boa noite.
    Repouse! As melhoras!

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  3. Deu para entender que está emocionalmente muito ligado a este texto, José.

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  4. Para além dos pinhais, sobreiros e demais árvores que tenho, certo dia na aldeia iniciou-se um incêndio num olival.
    Corri apar o local e percebi que um homem em cima de uma oliveira a arder. Retirei-o de lá. E depois veioa a aldeia apagar o fogo.
    Terei salvo a vida do homem naquela altura? Não sei! Mas ele ficou-me sempre grato. E eu fiquei com uma boa estória para escrever num comentário!

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  5. Meu caro amigo,
    Sabia que só tu poderias fazer este desafio! Mais que ultrapassado, o desafio escrito neste texto mais uma vez demonstra que és um excelente escritor de estórias pessoais, humanas e rurais - um verdadeiro contador
    Os incêndios também mexem comigo, revoltam-me pela ignorância e do pouco se fazer para vigiar e condenar quem os causa, pois não acredito que uma mata se auto incendeie em Portugal, como na Austália com vegetação própria para tal. Também a referência aos "retornados" e refugiados que têm de começar de novo não foram esquecidos...como consigo "ler-te", sabia que superavas magistralmente o proposto.
    BRAVO!
    Um abraço e votos de um excelente dia para ti e família.

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  6. Bom dia minha amiga,

    Quando recebi o teu desafio sabia que a questão daqueles vieram para Portugal Continental (detesto a palavra retornados até porque muitos não o eram, já que tinham nascido em Africa) após a descolonização teria de ser entroncada com o presente.
    Começo a pensar que me conheces melhor do que eu imaginava.
    Assim saiu este texto que teve muuuuuuuuuitos inícios, para depois ficar assim.
    Não será um belo texto, kas foi escrito com fervor.
    Acabo aqui com este os meus desafios. Finalizo bem, creio eu!

    Portanto agora há que começar de novo. Não sei é quando será!
    Boa semana.

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  7. E terminaste bem. Haverá mais em breve, tenho a certeza.

    Fica bem.
    Bjs

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  8. Mas é claro que salvou a vida ao homem, José! Pois se ele estava encurralado no alto de uma árvore a arder e o retirou de lá! Talvez isto pudesse dar um novo conto em vez de ficar aqui na penumbra de uma caixa de comentários.

    Abraço!

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  9. Gostei muito. Profundo, irónico e tão atual! Transversal à maioria das situações do quotidiano!
    Parabéns!

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  10. Muitíssimo bem conseguido, e com homenagem à Olga incluido.
    O que vale é que não acredito que estes desafios acabem por aqui...
    Beijinhos

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  11. Quiçá um dia!
    Mas para já não!
    E os desafios terminaram neste micro conto!
    Até nisso o tema é curioso: começar de novo!
    Agora é tempo de parar. Logo recomeçarei!

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  12. Não sei Olga, è preciso saber quando parar!
    Obrigado por tudo!
    E brevemente teremos novidades sobre o livro!

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  13. É mesmo transversal!
    A vida de ontem e de hoje correm muitas vezes em paralelo!
    Votos de óptima semana!

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  14. Para já ficam!
    Convidei mais onze pessoas mas nenhuma respondeu!~
    Se ainda responderem pode ser que escreva...
    Obrigado Isabel!

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  15. Bom, reconheço que nem todos devem partilhar este meu estranho hábito de me desafiar a mim mesma. No entanto também eu tenho os meus repousos e, neste momento, até estou a ver Les Misérables na RTP Play, para tentar ver se consigo vencer o sono e ir fazer um pouco de companhia a uma vizinha que não está bem. Mas já deixei uma resposta em soneto a um dos sonetistas que costumam trabalhar comigo as Coroas de Sonetos e se ele responder, criarei um novo soneto que dará continuidade ao dele. Tudo isto se o sono não me vencer, claro.

    Bom descanso

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  16. Sono a esta hora Maria João.
    Já o afirmei por aqui que detesto dormir já que há muito coisa boa para fazer antes de dormir.
    Mas também compreendo que alguns medicamentos têm essa propriedade de nos colocar nos braços de Morfeu.
    Descanse. Faxavor!

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  17. Não é suposto a Gabapentina provocar sonolência, José. Já a estou a tomar há muitos meses e só ultimamente tenho tido estes sonos adiantados, ou atrasados, porque também me tem custado a acordar de manhã... Isto deve ter mais a ver com o raio das cãibras que embora não me tenham feito estar toda a noite acordada, sempre me interromperam o sono durante uma hora ou duas. E a insuficiência cardíaca também não ajuda... Devo estar a chegar àquela fase da velhice em que se impõe uma sestazinha depois do almoço. Quem sabe?

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  18. Maria João,

    E um problema de apneia? O meu pai que tem 90 anos onde se senta adormece logo. E dorme com um máquina!
    Mas quero crer que já terá feito testes disso...
    As melhoras!

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  19. Não, José, não é apneia! As cãibras são umas contracções horrorosas que repentinamente fazem endurecer os músculos das pernas, durante a noite, e das mãos, durante o dia. São dolorosas "pra burro" e podem durar horas até desaparecerem e nos deixarem dormir. Não me diga que é um daqueles sortudos que nunca tiveram cãibras?

    Nunca tive apneia de sono, bem me basta já ter feito e continuar a fazer um batalhão de exames ao sangue, aos pulmões, ao coração, à coluna, as osteodensitometrias, a cintigrafia com perfusão endo-cardíaca não sei de quê, as TACs, a ortopantomografia, a medição mensal dos valores do INR... creio que não preciso de lhe dizer que já deito exames pelos olhos!

    Obrigada e uma boa noite de segunda-feira

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  20. Maria João,

    Em 1999 tivecim descolamento de retina que me deixou invisusl da vista esquerda. Creio que nesse ano fui operado 7 ou 8 vezes.
    Em 2012 tive dous AIT's que me deixaram surdo do ouvido direito.
    Sofro do dedo em gatilho em ambas as mãos, tenho crises horriveis de gota que me atacam essencialmente os pés. Enfim também tenho a minha conta.
    Muito por culpa dos exageros da juventude!
    Repouse e tenha uma noite descansada.

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  21. Alegre-se José, que ao menos gozou os exageros da juventude, coisa que eu nunca tive a oportunidade de fazer porque as minhas mazelas são todas congénitas ;) Não me leve a mal, eu sou muito brincalhona e às vezes tenho receio de exagerar...
    Desejo-lhe uma boa e inspirada terça-feira

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  22. Olá Maria João,

    Brinque à vontade! Não tenho qualquer problema com isso. Até porque o humor é uma característica de cultura.
    Mas creia-me que durante cinco anos... bom... exceptuando drogas que nunca foi a minha praia... abusei em tudo...
    Agora pago com "língua de palmo" como soe dizer-se!
    Entretanto os desafios terminaram por aqui, mas reconheço que já sinto falta!

    Boa noite de descanso! (Hoje tive um dia complicado já que a minha neta tem varicela!)

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  23. Ui, coitadinha dela que deve estar cheia de comichão Eu tive varicela na adolescência e ainda me lembro da comichão horrível que as borbulhinhas faziam quando começavam a secar!

    Que consigam ambos ter uma noite descansada

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  24. A miúda é rija. Hoje de manhã disse-me logo: não me toques que estou cheia de borbulhas.
    Tem três anos mas tem uma desenvoltura de verbo... fantástica!
    Noite descansada.

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  25. Olá José!
    E é mesmo assim!
    Gostei imenso deste desafio, tal como é o desafio das tantas pessoas que têm de mudar de vida, uma e outra vez.
    Que isso é tarefa difícil, já se sabe, são vidas numa única vida, haja coragem, como a deste teu Dr. Constantino Leote.
    Bem hajas pela tua escrita!
    Um dia bom, José!
    Beijinhos

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  26. Cotovia,

    Este foi o último escrito deste desafio.
    Daí ate o tema fazer sentido já que terei de começar de novo com outras escritas.
    Um bom dia com trabalho, saúde e carinho. Todos precisamos!

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  27. Olá José!
    Pois que venham essas novas escritas!
    Terão certamente a mesma recepção carinhosa que os desafios pois encontras sempre o caminho da amizade, pois ele faz parte de ti.
    Obrigada, um bom dia para ti!
    Beijinhos 🐦

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  28. Que engraçada, José :) Ela já tem a noção de que há borbulhas que podem ser contagiosas...
    Qualquer dia está a ler e a escrever, vai ver! Eu como nasci com ouvido poético, aos três anos dizia quadras em redondilha maior com a musicalidade e a métrica certinhas. Era o meu avô quem as ia escrevendo num caderninho que datava, por isso sei que assim era.
    As melhoras da sua neta, que essa chatice da varicela é mesmo muito incómoda.

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  29. Cotovia,

    quando não me falta a Musa (como dia a Maria João!!!) falta-me o tema. Quando tenho tema falta-me a musa!
    Mas ainda assim vou esgalhando o que sei. Não é muito mas "quem dá o que tem a mais não é obrigado"!!!!
    Percebi nestes anos que ando por aqui que os desafios (estes e muuuuuuuuuuitos outros) são muito aliciantes.
    Eu gosto! Por exemplo o desafio dos quadros era um desafio fantástico!
    Um resto de boa tarde/noite.

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  30. Boa tarde,

    não posso estimular esta vida de escrita na miúda por que o pai não alinha nisso. Muitas vezes digo que o avô escreve estórias. Nada mais!
    Ela terá tempo e ocasião para perceber a incompetência do avô!
    Já agora ando tentado a escrever um soneto. Mas reconheço que sei pouco dessa maravilhosa técnica. Talvez um destes dias me afoite e envio para si como teste, antes de o publicar em qualquer lado. Posso tomar essa liberdade?
    Uma noite descansada!
    Repouse.

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  31. Claro que pode, José!

    Pela sua prosa não consigo perceber se tem, ou não, ouvido poético ou musical. Se o não tiver, não vai ser tarefa fácil, mas impossível não será de certeza. A nossa Cotovia já conseguiu o seu primeiro soneto em verso heróico.
    Que tenha, também, uma noite repousante

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  32. Verdade, quem dá o que tem a mais não é obrigado!
    Que venham mais escritas, cá estarei para as ler com muito gosto!
    Beijinhos 🐦

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  33. Maria João,

    não imagino se esse ouvido que fala é o da audição pura e dura! Se assim for for estou tramado porque só oiço do ouvido esquerdo...

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  34. Bom dia, José!

    Não, José, pelamordassanta! O ouvido poético e o musical não têm nada a ver com a audição pura e dura, têm a ver com a capacidade de cada um para harmonizar, criar compasso, dar um ritmo, a um poema. e até a um texto em prosa. Ou de compor um trecho musical, claro. Escrever soneto é como compor uma sinfonia em catorze versos.
    Olhe, foi exactamente o facto de ter ouvido poético que me levou a criar quadras melodicamente perfeitas quando tinha a idade da sua neta. Todos nós nascemos com competências acima do normal em determinadas áreas. É óbvio que se eu tivesse nascido numa família de desempregados ou de sem-abrigo, embora as competências inatas para a poesia, a música e o desenho, estivessem comigo, teriam ido à vida: a miséria é uma tremenda devoradora de talentos. Mas eu tive a sorte de nascer numa família de intelectuais que prezavam o talento tanto quanto desprezavam o estado novo, esse que já nasceu em avançado estado de decomposição, acrescento.
    Um feliz dia para si e rápidas melhoras para a sua pequerrucha!

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  35. Olá boa noite,

    desculpe só agora responder mas outros voos se "alevantaram" e daí este meu atraso.
    Quando escrever envio-lhe. Veremos o que sai ou melhor... o que não sai!
    Noite descansada.
    Entretanto a cachopa parece que foi picada por um enxame.
    Faz parte!

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  36. Tadinha... a pior fase vai ser quando as borbulhas começarem a secar porque aí é que a comichão se torna insuportável... Não sei se agora há produtos melhores, mas às minhas filhas besuntava-as todas com Caladryl , sempre aliviava um bocadinho.

    Envie-me o soneto ou sonetos quando quiser, José!

    Bom descanso e que a sua pequerrucha se aguente sem se coçar, senão ainda pode infectar

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  37. Olá boa tarde,

    Os pais besutam-na com algo parecido.

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  38. Boa tarde, José!

    Sei que o Caladryl ainda circula pelas farmácias, mas outros haverá que e também aliviem um pouco. À minha irmã, que era teimosa até dizer chega e ainda bebé, tiveram que lhe enrolar as mãos em longas faixas de pano para não se esgatanhar toda...
    Uma excelente tarde para si!

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