Hoje convido eu! #25
Batalhámos juntos nos desafios dos Pássaros (lembram-se?). Depois este desafio terminou e pouco mais soube dela. Um destes dias a Alexandra do Blog de Algo surgiu destacada. Fiquei tão contente por a reler que a convidei logo a desafiar-me. Pronto... aceitou com: primeiras impressões.
Provavelmente gostariam de ler outra coisa, mas sabem que aqui o certo é... ser sempre incerto!
Sempre que passava por ela lançava-lhe aquele olhar fortuito, tentando o mais possível que ninguém percebesse a gulodice no olhar.
Havia alguns dias que chegara à empresa, mas ainda não tivera nem oportunidade nem ensejo de se aproximar dela. Bem… para dizer a verdade ensejo tivera, mas ainda estava longe de se aproximar dela.
Achava-a bonita. Desconhecia, no entanto, o pensamento dos seus colegas. Havia coisas que ele evitava falar com o restante pessoal, se bem já tivesse escutado de alguns, elogiosas referências.
Andou dias naquele receio de ser descoberto. O receio era tal que se visse algum colega, com quem necessitava falar, no gabinete com ela afastava-se apressado não fosse alguém descobrir.
Certa noite em casa estendido no sofá lembrou-se de lhe escrever qualquer coisa. Levantou-se célere antes que a vontade passasse, pegou numa folha A4 que tinha ali à mão e foi escrevendo umas frases. Poderia tê-lo feito no seu portátil, mas preferiu esgalhar as primeiras palavras numa folha branca.
Escreveu um texto simples para logo a seguir riscar. Depois elaborou nova frase e releu. Gostou mais que da primeira, mas ainda assim pareceu-lhe pouco. Foi retocando a prosa acrescentando algumas coisas, apagando outras até considerar aquele naco de texto razoável.
Fez um trejeito com a boca imaginando o dia seguinte e passou a limpo para um processador de texto.
Acordou cedo, arranjou-se, comeu com calma e antes de sair de casa buscou nos bolsos a carteira, telemóvel, chaves do carro. Tudo conferido ei-lo a caminho do escritório.
Antes de mais… o café! Dois dedos de conversa com os outros colegas para então voltar à sua secretária e daí dar início àquela aventura.
De repente tocou o telefone e ele não pode deixar de atender. A conversa foi longa e assim que desligou levantou-se da secretária quando um colega perguntou:
- Alguém sabe de quem são estes documentos? Encontrei-os abandonados...
Corou instantaneamente para logo pegar nos papéis e responder:
- São meus! São as minhas primeiras impressões na nova impressora!
Comentários
A distracção é a morte do artista
Boa Páscoa,
Manuel Pereira
Excelente como sempre.
Passei para deixar um beijinho e
Votos de Uma Santa Páscoa.
Luisa Faria
Beijinhos!
um texto destes sem uma pinga de humor é como beber uma cerveja sem alcool!
Santa Páscoa para o meu amigo e família!
são os teus simpáticos olhos...
Santa Páscoa com muita saúde!
Santa Páscoa!
Santa Páscoa!
Boa Páscoa.
Por acaso não quererás participar?
Basta enviares para o meu mail josedaxa@sapo.pt uma palavra ou um temoa ou somente uma frase. Mais nada.
O resto caberá a mim!
Bora lá?
Final surpreendente, que me arrancou um sorriso, por isso, gostei muito.
Obrigada pelo desafio de te desafiar. A interação entre blogs sempre foi das coisas que mais gosto no SAPO.
Mentira, estou a brincar.
Náo terá sido aquilo que esperavas mas pronto... Só posso pedir desculpa!
Bom resto de fim de semana!
Não é isso. Tão importante como uma gargalhada é algo que nos deixa com um sorriso prolongado.
O final foi inesperado e foi por isso que teve piada.
Por vezes a coisa sai bem outras menos bem... That's life!
Obrigado também pela referência no teu espaço!