Não quero fama nem proveito Diz este pobre escriba de versos. Continuar mesmo sem jeito, A esgalhar textos travessos. Ser poeta não é apenas isto, Deixar as palavras fugirem. É qual oleiro, criar um registo Das muitas almas a abrirem. Não serei, nem bom nem mau, Poeta de enormes feitos. Como o tocador de berimbau Que não sabe outros preceitos. Vivi anos a tentar escrever O que ninguém ousara dar luz. Passou o tempo mui a correr Nem percebi qual a minha cruz. Qual amor, qual paixão A varrer-me todo por dentro. Ficou dorido, sim, o coração Por ser só ou apenas o centro.
E tão bem que as escreves.
ResponderEliminarBeijinhos, meu amigo!
Olha quem escreve!
ResponderEliminarAs tuas palavras são sempre fantásticas!
E que belo refúgio!
ResponderEliminarSão sim!
ResponderEliminarUm refugio perfeito direi eu
ResponderEliminarAbraço cúmplice
E que bela escrita para nos refugiarmos.
ResponderEliminarDia feliz, caro amigo.
Bjs
As palavras são um óptimo refúgio desde que bem usadas.
ResponderEliminarAbraço Cumplice!
A escrita nunca será como a pintura... pois não?
ResponderEliminarQuadra não é, mas é um belo poemeto que eu não me importaria nada de ter escrito no blog que reservo para os poemas em verso livre e branco...
ResponderEliminarAbç
Obrigado!
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