Campo de Papoulas em Argenteil - Claude Monet
Resposta a este desafio da Fátima
Sentado defronte do cavalete onde se encostava a pequena tela, o pintor olhava lá para fora e via da sua frondosa janela toda uma paisagem idílica.
Papoilas, muitas papoilas... mães e filhos... uma sombrinha azul... árvores... campo.
Quase se assemelhava àquele quadro de Monet... das papoilas! Tentou recordar-se do nome verdadeiro, mas não conseguiu. Pegou finalmente nas bisnagas com tintas e despejou na paleta algumas cores. Depois com o pincel foi misturando-as até obter uma cor uniforme.
Voltou-se para a tela e intimidou-se. Aquele branco parecia querer mais do que ele teria para dar. Que coisa estranha pensou... pinto há tanto tempo e só agora é que sinto esta sensação!
Aproximou-se mais do pequeno branco ainda por preencher e começou a deslizar o pincel pela superfície rugosa. Rodou e rodopiou vezes sem conta.
Logo a seguir preencheu com mais cores, muitas cores... todas diferentes! Olhou para o quadro e gostou do que viu.
De súbito bateram à porta e ele mandou entrar sem sequer se levantar do seu lugar. Surgiu alguém de bata branca e de uma forma quase solene, perguntou:
- Então senhor Belchior, que estamos a fazer hoje?
- A pintar! Não vê aqui o quadro. Olhe que está bem visível!
O médico virou costas ao doente e saindo do quarto disse para quem o acompanhava:
- O mais louco de todos que cá estão, mas também o maior conhecedor de pintura que eu já vi!
Demais participantes: Ana D., Ana de Deus, Ana Mestre, bii yue, Célia, Charneca Em Flor, Cristina Aveiro, Imsilva, João-Afonso Machado, Luísa De Sousa, Maria, Maria Araújo, Mia, Olga, Peixe Frito, Sam ao Luar, e SetePartidas.
Loucos somos todos, não enxergamos a beleza que nos rodeia.
ResponderEliminarGostei da tua criatividade.
Dia feliz amigo.
Bjs
Obrigado Olga, nas ontem estava mesmo desinspirado . Daí ter saído este pobre texto.
ResponderEliminarOs últimos dias têm sido complicados de gerir e retirou-me o foco da escrita.
Normalmente só se deixa de ser louco quando surge nova vaga inovadora e por isso louca.
ResponderEliminarAbraço José
Mas neste caso particular João-Afonso a loucura existia mesmo. Tudo era fruto da imaginação!
ResponderEliminarGosto desta loucura
ResponderEliminarBeijinhos
É demasiado louca!
ResponderEliminarSe é preciso um louco para ler um bom texto, que seja!
ResponderEliminarAdorei!
Obrigado Isabel!
ResponderEliminarA loucura podia dar-lhe para pior . Eu gostei, sempre modesto.
ResponderEliminarEu também gostei
ResponderEliminarLuísa Faria.
Eheheheh!
ResponderEliminarObrigado Luísa.
ResponderEliminarDe génio e de loucos, todos temos um pouco, já reza o ditado. Gosto do texto, não só porque o considero bem elaborado, como gosto do tema. Monet, adorava as cores vivas, tal como Van Gogh. O primeiro, de tanto se fixar no sol, a sua grande fonte de energia e inspiração, viria a ficar cego. O segundo, que tanto pintou em tão pouco tempo, morreu triste e pobre. Parabéns e conte comigo a espreita- lo por aqui. Abraço!
ResponderEliminarBoa tarde caríssimo Manuel,
ResponderEliminarEste e outros exercícios de escrita irão brevemente ser compilados e publicados num único livro.
Quanto à pintura gosto muito de apreciar uma bela obra pictórica, todavia jamais conseguirei perceber o que o pintor pretendeu mostrar. Falta de sensibilidade para a coisa... digo eu!
De tudo o que já vi o que mais me impressionou foi a Capela Sistina. Aquilo é indescritívelmente belo.
Entretanto o meu quadro preferido é "O Beijo" de Gustavo Klimt. Que vi em Viena há muitos anos e sobre o qual também escrevi...
Forte abraço e apareça sempre.
Caro Luís, afinal já tem um filho, árvores já deve ter plantado várias, agora venha lá esse livro.
ResponderEliminarGrande abraço
Filhos são dois. Árvores já perdi o conto... mas livro será o primeiro.
ResponderEliminarAguardo ilustrações.
Boa semana!
A loucura é de muitos e por vezes sinal de génios. Abraço
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