Não quero fama nem proveito Diz este pobre escriba de versos. Continuar mesmo sem jeito, A esgalhar textos travessos. Ser poeta não é apenas isto, Deixar as palavras fugirem. É qual oleiro, criar um registo Das muitas almas a abrirem. Não serei, nem bom nem mau, Poeta de enormes feitos. Como o tocador de berimbau Que não sabe outros preceitos. Vivi anos a tentar escrever O que ninguém ousara dar luz. Passou o tempo mui a correr Nem percebi qual a minha cruz. Qual amor, qual paixão A varrer-me todo por dentro. Ficou dorido, sim, o coração Por ser só ou apenas o centro.
Resposta a este desafio Horácio deu conta da porta da rua abrir-se ao mesmo tempo que o velho relógio de pé da entrada batia três badaladas. Admirou-se da hora tardia e confirmou com o velhíssimo relógio de pulso. - Ena tão tarde e eu ainda sem nada esgalhado… Que chatice! Passaram uns breves minutos quando escutou: - Boa noite pai, ainda a pé? - Boa noite filho… é tarde é… mas ando às voltas para escrever um conto de Natal e ainda não saiu uma palavra sequer! - Isso acontece não te maces. Deitas-te e amanhã escreves uma estória num ápice, logo pela fresquinha! Sorriu à confiança do filho no seu desembaraço, mas ousou contradizê-lo: - Isto do Natal já foi mais fácil escrever! - Então porquê? - Porque já se escreveu sobre tudo e mais alguma coisa nesta época. Desde o Dickens… O filho rodeou a secretária do pai, sentou-se do outro lado do móvel naquela velha e pesada cadeira de pau-santo e dispôs-se a ter aquela conversa. - Achas mesmo? - Ai rapaz detesto esses achismos que usas, mas p...
ResponderEliminarbons sonhos, amigo
ResponderEliminarBeijinhos e bom dia.
Ana,
ResponderEliminarHá muito que não sei o que é sonhar!
Olá Ana,
ResponderEliminarO dia bom razoável nao obstante um capelo cinza na praia!
Ainda há a feira na Caparica?
Há pois, até ao final de Agosto.
ResponderEliminarE estás por lá?
ResponderEliminarSim
ResponderEliminarA ver se lá passo! É no campo da bola?
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