Salvação!

Num mundo repleto de certezas


Há brilhos dúbios.


Numa vida plena de apontamentos,


Há laivos de tristeza.


 


Os dias que desabrocham a cada manhã


Têm o cheiro da maresia.


As noites que poisam na minha janela,


Trazem o aroma da esperança.


 


Os caminhos que vou em paz trilhando,


Outrora rios, estão secos.


Porque o doce marulhar da água límpida,


Tornou-se vento suão.


 


Estendes-me a mão em pleno socorro,


Mas nem sei se mereço.


Não desejo que agora me salvem assim,


Só quero de mim salvar.

Comentários

gaivotazul disse…
Um poema que lemos e relemos com satisfação!
zita guerra disse…
Espero bem que estejas a salvo de tudo o que mais te dói na tua alma e no teu coração. Muitos beijinhos!!
José da Xã disse…
Estou sempre a salvo do que é mau porque só vejo rosas no roseiral enquanto muita gente só vê espinhos!

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