Eis-me!
Olho o caminho recto e cinza
entre muros de pedras soltas
temo não seguir os meus passos
à aventura das descobertas.
Há no horizonte folhas caídas
de um Outono bem próximo.
Tempos assaz estranhos de
dilemas, dúvidas e incertezas.
Sinto no pobre coração frágil
a dor férrea de uma tristeza,
o grito lancinante da revolta
a lágrima singela e chorada.
Dias virão mesmo assim,
mornos, mansos, velhacos.
Arrebatam de mim ardores
Bravatas certas e perenes.
Na verdade... na verdade
não sei ser de outra forma.
Sou assim completamente
total, animal e quiçá fatal!
Maravilhosa escrita.
ResponderEliminarNão gozes com a pobreza franciscana, Inês!
ResponderEliminarAcho este poema maravilhoso. Mesmo.
ResponderEliminarEis o amigo José... com mais uma bela poesia em jeito de ser pintada numa tela.
ResponderEliminarBoa semana
Bjs
Obrigado!
ResponderEliminarFique à-vontade!
ResponderEliminarPor acaso seria engraçado criar-se uma parceria entre a escrita e a pintura. Sei que não é caso virgem, mas quiçá poderia ser uma experiência nova.
Obrigado por tudo|