Eis-me!

Olho o caminho recto e cinza


entre muros de pedras soltas


temo não seguir os meus passos


à aventura das descobertas.


 


Há no horizonte folhas caídas


de um Outono bem próximo.


Tempos assaz estranhos de


dilemas, dúvidas e incertezas.


 


Sinto no pobre coração frágil


a dor férrea de uma tristeza,


o grito lancinante da revolta


a lágrima singela e chorada.


 


Dias virão mesmo assim,


mornos, mansos, velhacos.


Arrebatam de mim ardores


Bravatas certas e perenes.


 


Na verdade... na verdade


não sei ser de outra forma.


Sou assim completamente


total, animal e quiçá fatal!

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