Do baú... #1

Introdução:


Durante muitos e muitos anos foi rabiscando uns textos em blocos, cadernos ou até alguns foram escritos à máquina de escrever. Hoje comecei a recuperar alguns desses textos. A maioria são pedaços tristes, mal escritos e a requererem revisão. Mas prefiro deixá-los assim (quase) como o original. Chamarei a esta rubrica "Do baú..." e inicio com um pequeno e pobre poema que já não me lembrava de ter escrito mas que agora faz todo o sentido.


 


Sementes


à Maria, mãe dos meus filhos


 


Ontem entre a tarde e a noite


Lançaram-se as sementes à terra


No solo fértil, gracioso e generoso


E as dúvidas fecundaram certezas


 


Hoje as flores são já árvores


Ainda de tronco frágil e inquietante


Procuram protecção nos teus ramos


Acham vendavais nos ventos


 


Amanhã serão frondosos pinheiros


De frescas sombras e odores perfumantes


Um dia cairão novas sementes à terra


E tu serenamente verás novas flores.


 


Amadora 1990

Comentários

  1. Bendito baú! Que homenagem tão singela e sentida. Quando se escreve por gosto e com vontade, só pode sair bem. Venham mais.

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  2. Que bonito. E não é que já cairam novas sementes à terra e já têm uma nova flor .

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  3. Isabel,
    Achei piada ao texto, somente.
    Mas que é fraquinho isso é, mas pronto... é uma velharia em mau estado.

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  4. É verdade.
    Foi por isso mesmo que achei graça ao texto.
    Óptima semana.

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