Desafio do conto
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Um desafio de escrita foi lançado pela Ana (só podia!!!) que a Amor Líquido fez seguir. Depois veio a bii yue que após ter continuado lançou a bola para mim.
E eu escrevi o que está no fim a negro...
Era uma vez uma jovem mulher, de seu nome Clariana, que pastoreava gansos. Ela era o primeiro ser vivo que os gansos reconheciam, desde tenro berço, e eram lhe totalmente fiéis. Aprendera com o avô todos os segredos desta mestria.
Clariana era a mais velha de três irmãos, todos eles filhos de Izabel e João Bernardo. Uma família de origens humildes que ocupava os seus dias na tranquilidade do campo, entre a lavoura do trigo, da batata, e a agropecuária. Izabel ocupava-se de todos os assuntos relacionados com a atividade económica do que produziam, contando com a ajuda de Clariana no terreno, junto dos animais, e Juca, a forma carinhosa como o pai era tratado, debruçava-se sobre a contabilidade da família. Os gémeos Tiago e Guilherme eram ainda pequenos, pelo que o seu maior contributo era a alegria constante que ofereciam àquela herdade. Construída em 1950, tinha sido herdada pela filha do avô Eurico.
A vida era pacata, a rotina de vida campestre pouco variava até um dia, que Clariana estava a alimentar os seus gansos e vê um vulto a esconder-se por entre as árvores. Com o coração a bater de medo, mas com a sua faceta corajosa a vir ao de cima, começa a caminhar devagar e numa tentativa de fazer barulho. O vento fazia com que as folhas batessem umas nas outras, os gansos grasnavam baixinho. O vulto parecia estático e Clariana tentava movimentar-se silenciosamente, sentia o suor frio a escorrer pela sua pele, o seu corpo tremia com o medo e adrenalina. Estava bastante perto do vulto quando os gansos começam a grasnar alto e entram em luta uns com os outros, com o susto ela manda um grito, olha na direção dos gansos e quando volta o seu olhar para as árvores não podia acreditar no que via.
Uma velha muito velha, baixa, de faces lavradas pelos anos e quiçá pelas demasiadas intempéries, olhava com curiosidade para a pastora. Nas mãos, magras e engelhadas, balançava um cajado preto da sujidade e assaz puído do uso.
Trajava uma roupa suja, aqui e ali deveras esfarrapada. O cabelo cinza encontrava-se escondido por debaixo de um lenço, também ele viúvo de cor e lavagens. No entanto os olhos pequenos e escuros permaneciam muito atentos ao que se passava em seu redor.
Entre o susto e o espanto Clariana encheu o peito de ar e enfrentou a anciã:
- Quem é vossemecê?
A idosa pareceu querer sorrir, mas a única coisa que conseguiu mostrar foi uma boca desdentada. Aproximou-se e passou os dedos sujos pelo cabelo bonito da jovem. Depois pela face. Esta desviou-se para trás alguns passos.
Curioso é que os gansos, sempre tão barulhentos, haviam-se silenciado por completo.
- Diga lá quem é vossemecê? – insistiu em tom peremptório, sem denunciar qualquer receio.
Novo sorriso da idosa que mais parecia um esgar… Por fim endireitou-se, abriu os braços e aproximou-se novamente da miúda, como se a quisesse envolver nos seus trapos rotos e nojentos.
Disse então numa voz rouca e cavernosa:
(continua...)
Nota:
é a minha hora de passar o testemunho. Desta vez peço muito encarecidamente à Zé do blogue Liberdade aos 42 que a faça seguir.
Relembro que a história deverá ter, no máximo, 200 palavras, e não te esqueças de usar a tag desafio do conto, para ser mais simples encontrarmo-nos. IMPORTANTE: copia o texto TODO, para o teu postal.
Ai José!!!... que grande partida me pregaste!
ResponderEliminarVou ver se arranjo inspiração para tal...
Há "prazo" para seguir com o conto?...
Cuida-te!
Não há não senhora.
ResponderEliminarE são somente 200 palavras...
Podem ser menos.
E quem sabe se isto não será o início de uma boa parceria...
Ok!
ResponderEliminar(P.S. - viste o e-mail que te enviei?...)
Vi sim senhora.
ResponderEliminarObrigado.
Está a ficar cada vez melhor!
ResponderEliminarÉ para ficar melhor mesmo!
ResponderEliminarviva estou a adorar tanto. obrigada por participarem com tanta generosidade e carinho.
ResponderEliminarbeijinhos e feliz dia
Maravilhoso, estão a conseguir agarrar-me. Já parece o tempo das novelas, estou desejosa do próximo capítulo.
ResponderEliminarQuem semeia amizade recebe alegria.
ResponderEliminarAcho esta iniciativa bem engraçada.
ResponderEliminarA ver se não pára!
ResponderEliminarbom dia, José obrigada pela doçura das tuas palavras.
beijinhos e feliz dia
Gostei deste exercício.
ResponderEliminarNão imagino onde isto irá parar.
A velha fez-me lembrar a a história do capuchinho vermelho.
ResponderEliminarMaria,
ResponderEliminarpor acaso não me lembrei dessa personagem. Saiu assim...
Por acaso também me coloquei a mesma pergunta... não sobre o argumento, que parte da diversão passa por vermos as guinadas na história, mas como estarás a pensar colocar a palavra fim - porque depois de algum ponto final terá de ser, não? Ou não queres colocar ponto final e preferes deixar a história circular sem fim?
ResponderEliminarTambém seria giro se a história voltasse a passar pelos mesmos, aleatoriamente, num exercício de "vamos lá ver se meto a Clariana no rumo que lhe destinei há 350 participações atrás" :D
Beijos a ambos, Ana e José, tenham uma boa tarde :**
tenho deixado fluir pois não tinha resposta para o fim.. mas hoje a resposta surgiu naturalmente.. 29 de Maio é o meu aniversário.. quando chegar a altura, peço para o desafiador para incumbir o autor à sua escolha a dar um fim ao conto.
ResponderEliminarbeijos a ambos Sarin e José
Talvez seja bom avisares na tua página, para que a resposta não demore muito - hoje o Filipe perguntou-me quando teria de publicar e eu respondi "entretanto". Publicará nos próximos dois dias, mas se me tivesse respondido que demoraria uma semana eu nada diria... agora já pediria mais celeridade, dado o prazo para terminar. :)
ResponderEliminarBeijos, fiquem bem
Foi o adensar da história e com o cunho muito característico do José. Gostei de ler e aqui deu pano para mangas.
ResponderEliminarVeremos aonde vai ter...
Tudo de bom
Bjs
Obrigado.
ResponderEliminarMas ate tive sorte porque fui escolhido logo no principio. Porque agora atar estas pontas todas não parece ser um trabalho decsomenos.
Fique bem!
Agora é que a Sarin a fez bonita, chamando o Eurico para a gruta...temos uma inspiração de Herculano. Veremos como o Filipe vai atar, ou antes tricotar estes fios todos.
ResponderEliminarBjs
Ou então o Filipe vai criar mais pontas para alguém atar...
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