Contos tontos! - 5
- Lembras-te quando namorámos as tardes tão saborosas que passámos?
Ele olhava para o portátil e parecendo distante disse:
- Isso foi há tanto tempo. Ainda te lembras?
- Se me lembro... Tenho tantas saudades desses dias... bons!
Ele recostou-se no grande cadeirão e erguendo os olhos do computador, perguntou:
- Gostarias de repetir?
Os olhos dela incharam-se de alegria e devolveu:
- Claro que sim... E tu não?
- Eu também. Mas para isso tens de largar os comprimidos que te estão a definhar.
Ela baixou os olhos repentinamente e iniciou uma torrente de lágrimas.
Ele não se enterneceu com o choro. Era sempre assim!
Quando parou, recomeçou como se nada tivesse passado.
- Lembras-te quando casámos as nossas noites de leituras...?
Ele olhou-a com rispidez e respondeu, seco:
- Lamento, mas já não me lembro!
Cruzes!
ResponderEliminarTens uma veia dramática que atinge. Mas é mesmo isso que queres, né?
Fiquei com pena dela. Ninguém adoece porque quer. E um problema mental é talvez das piores doenças...
Desculpa rapariga não pretendi magoar ninguém.
ResponderEliminarA sério achas que é muito duro?
Às vezes a realidade é dura. Tu escreves um pouco sobre esse retrato.
ResponderEliminarNão sei porquê mas este arrepiou-me, talvez porque me coloquei no lugar dela...
Perdida, com culpa, sabendo que não está bem mas que quer subir do fundo do po3 onde se encontra mas não tem a capacidade de nadar sozinha...
Errata ( catano para o tablet) - poço
ResponderEliminarE eu que vivi com essa dura realidade?
ResponderEliminarSei muitas vezes do que falo.
Nunca tive qualquer depressão mas vi a minha mulher cair e erguer-se. Ajudei-a sempre naquilo que pude.
A vida nem sempre é fácil.
Acontece!
ResponderEliminarTriste é quando não têm ajuda e ainda por cima são abandonadas agravando o quadro.
ResponderEliminarConheço uma professora do ensino superior, excelente profissional e inteligente, que simplesmente pirou.
Mas acredita que os medicamentos não resolvem! Especialmente quando as pessoas são novas.
ResponderEliminarEntão qual o remédio? Perguntar-me-ás... Nâo sou psiquiatra nem psicólogo para apresentar soluções milagrosas. Uma coisa é certa: tudo parte da nossa maneira de ver a própria vida. Ou melhor... a forma como aceitamos o que a vida nos tem para nos oferecer.
Mesmo nos momentos menos bons! É aqui que reside o segredo... Aceitar.
(Um belo tema para um post, não achas?).
Boa pergunta: Será que a capacidade de resiliência é suficiente para nos proteger sempre?
ResponderEliminarGostaria de acreditar que sim!
Bom fim de semana!
Também eu, Lídia, Também eu!
ResponderEliminarBoa semana!
A propósito, publicaram ONTEM isto:
ResponderEliminarhttp://observador.pt/2015/06/22/feliz-sempre-segundo-harvard/
Já li e é muito curioso.
ResponderEliminarObrigado pela referência.
Citei-o porque o primeiro conselho vai ao encontro do que dizias:
ResponderEliminar"Aceitar o que a vida traz"
Ah, então é daqui! Foi esta a conversa. Tu tens tantos blogs, homem!
ResponderEliminarBom, uma coisa eu sei, só se pode ajudar quem quer ser ajudado. Engraçado que no outro dia estava-se a falar de um artigo que dizia que a depressão é apenas uma inflamação que se cura com um anti-inflamatório. Há estudos nesse sentido. Ainda sabemos tão pouco do ser que somos...
Os meus comentários contigo tendem a ser longos, ai!
Be free.
ResponderEliminarNão há limite para uma boa conversa. E adoro conversar contigo.
Também tenho os meus momentos menos bons. Mas quando escrevo tudo se esvai na ponta dos dedos que tocam este teclado.
E as tuas palavras são um autêntico balsamo.
Sinto-me um privilegiado.
Obrigado Cris.
Lídia,
ResponderEliminarSempre aceitei. Com muita dor interior é certo. Por vezes alguma revolta. Mas no fim... aceitava.
Creio mesmo que a minha fé religiosa deu-me o lastro suficiente para percorrer este caminho.
Contento-me com pouco, mesmo muito pouco. Porque no fundo, no fundo não sou dono de nada. Minto... apenas dos meus sonhos. Estes ninguém me rouba.