Poesia para um fim de tarde

Daqui deste alto, tão alto que quase toco as estrelas,


Observo ao fundo a linha de horizonte, ténue


Onde pontos brancos arriscam tocar o céu.


Daqui deste alto, tão alto, que quase abraço a Lua,


Observo belas almofadas alvas e singelas,


onde o Sol cansado de mais dia, por fim, repousa.



Daqui deste alto, tão alto que quase me sinto voar


Observo o milhafre em voos pacientes e fatais,


Mirar no chão a presa perfeita e ingénua.



Daqui deste alto, tão alto que quase agarro o vento,


Observo o verde de vida na planície recortada,


Alagar todo o vale de esperança primaveril.



Daqui deste alto, tão alto, há quem oiça o mar,


Pode ser que sim…


Mas eu também não sei o que é o mar!

Comentários

melguinha2 disse…
Até admira uma pessoa não saber o que é o mar,eu penso que o mar deve ser muito perigoso,todos os anos morrem muitos pescadores em alto mar,não me puxa muito tentar andar de barco ou de navio,é uma coisa que me arrepia!!
José da Xã disse…
O mar é sempre perigoso. Mesmo quando se pensa que não!
melguinha2 disse…
Ya ya ya,tens toda a razão!!
amorlíquido disse…
Às vezes o mar está dentro de nós. Às vezes somos nós esse mar!

José, duvide de tudo mas não duvide outra vez da sua capacidade de tocar a quem o lê. E este poema foi mais que um toque, foi um verdadeiro abraço!

Excelente fim de semana! E continue
José da Xã disse…
Sabe...
Este poema foi declamado pelo Jose Fanha.
Apos a suu leitura achei que o poema nem havido sido escrito por mim.
Ahahahahahah.
Bom fim de semana.

Mensagens populares deste blogue

Ao fim de mim

O Bravão e o bravo!

Despedida!