O Arrebenta-amarras!
Naqueles dias de invernia, quando o vento soprava rude e áspero do lado da serra ninguém saía à rua. Alguns entretinham-se a reparar alguma alfaia, outros escondiam-se no fundo da adega e adormeciam agarrados às botelhas vazias. Para Carolino o frio, o vento e a chuva nunca o impediam de trabalhar! Pegava no gado e lá partia ele a caminho da charneca onde a erva parecia ser melhor. Chovesse ou fizesse canícula! Bruto e teimoso só sabia resolver os problemas debaixo de murros e tabefes. Levava alguns, dava muitos e daí ganhar sempre as demandas físicas. Contam que certa vez na feira de S. Bento o aldeão entrou como era hábito numa zaragata que meteu naifas e demais apetrechos cortantes. Sem receio arreou a torto e a direito, deixando os seus adversários muito mal-tratados enquanto dos seus braços e barriga jorrava sangue. Por essas e por muitas outras bravatas é que Carolino era normalmente conhecido pelo… arrebenta-amarras. Se o seu marialvismo dava para zaragatear com os outros, tamb...