O avô Sabino
A morte de alguém próximo é uma porta aberta para a descoberta dessa pessoa desfiada pelo pensamento dos outros! Foi isso que aprendi com a morte do meu avô Sabino! Morreu serenamente na sua cama após alguns dias de agonia. Partiu como de uma vela sem pavio se tratasse e finou-se lentamente. Foi um momento triste pela sua viagem final, mas ainda assim com a certeza de que partiu em paz. Consigo e com os outros (se um dia morrer quero que seja assim!). Levámo-lo para a aldeia onde sempre desejou ficar. Na enorme campa de família. No velório muita família, alguns amigos contemporâneos, outros mais antigos, muitos conhecidos, . Como é habitual cada um foi recordando o avô Sabino através de muitas estórias dele e com ele. Umas divertidas outras nem por isso todavia todas elas demonstrativas da vida do velho Sabino. No meio destes breves diálogos um primo que só revejo nestes tristes momentos confidenciou-me: - Sabias que o avô Sabino foi um homem fugido à justiça? - Estás a gozar… - A séri...