Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2023

Viagem

Há tristes dias assim De vida santificada Um simples crescer em mim De uma vida dedicada.   Mas neste redor há paz Candura, luz, alegria. Hoje sou muito capaz De viver este meu dia!   Vi belezas tantas, loucas Únicas no coração Guarda-las-ei como poucas Cabem todas numa mão.   Vejo alegre azáfama De quem deu o que me deu. Sem prémio, glória, fama De e a nada se escondeu.   Parto breve, de regresso O coração aqui fica. Não quero fugaz sucesso, Apenas ter a alma rica.

Os Felícios! #4

Resposta a   este convite  da Ana Episódio 1 Episódio 2 Episódio 3 Chegaram à praia era quase meio-dia não obstante terem saído do Bairro das Mouras pelas 8 da manhã. O problema fora realmente o trânsito naquele Domingo especialmente para passar a ponte. Como bom táxista que está convencido que é, Felício foi tentando fugir ao tráfego automóvel. Só que numa dessas fugas foi apanhado por uma Operação-Stop montada numa rotunda. Resultado... quase duas horas para convencer o polícia de que era um condutor profissional, recebendo ainda assim, em troca, uma multa de 125 paus por conduzir com demasiadas gramas de álcool no sangue. Não tivesse a família bebido também um gole daquele medronho " algarvie " e provavelmente a coima teria sido muito pior. Quando entraram na areia a praia estava repleta. Maria Felícia descalça-se e enfia-se na areia a ferver. Mas dá um salto e volta para trás. De pé sem saberem para onde ir Felício arranca então decidido a inventar um lugar, nem que seja ...

O cego!

A madrugada abriu-se com um tapete cinza e uma chuva miudinha que mais se assemelhava a pó muito húmido. No casario apenas a velha padaria comunitária parecia estar acordada dando vazão aos pães e broas. Alguns bolos de leite também! Um cão ladrou, logo outro devolveu para mais longe outro se intrometer no diálogo canino. Uma gata encostada à parede corria, logo perseguida pelas pequenas e indefesas crias. Diversos galos cantaram e toda a aldeia parecia finalmente acordar para mais um dia de trabalhos e canseiras. A manhã acordara por fim mas ainda assaz fria, molhada e assolada por um vento que principiava a soprar. No empedrado das ruas podiam-se escutar passos pesados de quem buscava novas tarefas. Na velha igreja tocou o vetusto, mas competente relógio, as horas da vida aldeã que ora se abria para uma normal azáfama. Ao longe um badalo suou semelhante aos que muitos rebanhos usavam. Na tasca do Ti’Acácio os homens já agarrados a copos de vinho ou aguardente iam discutindo assuntos ...

Poema cansado!

Nem todas as palavras do Mundo Diriam o que realmente sinto. Gosto de sentimento profundo Nos riscos hoje que aqui pinto.   Sinto na noite a companhia Que não há no dia luminoso. As palavras saem-me sem linha, Feitas de um sonho tenebroso.   Passa o dia, a madrugada E olho sereno esta tela Nada realmente me agrada, Nem tu, nem eu, nem ela!