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A mostrar mensagens de outubro, 2022

Campo de Papoulas em Argenteil - Claude Monet

Resposta a este desafio  da Fátima   Sentado defronte do cavalete onde se encostava a pequena tela, o pintor olhava lá para fora e via da sua frondosa janela toda uma paisagem idílica. Papoilas, muitas papoilas... mães e filhos... uma sombrinha azul... árvores... campo. Quase se assemelhava àquele quadro de Monet... das papoilas! Tentou recordar-se do nome verdadeiro, mas não conseguiu. Pegou finalmente nas bisnagas com tintas e despejou na paleta algumas cores. Depois com o pincel foi misturando-as até obter uma cor uniforme. Voltou-se para a tela e intimidou-se. Aquele branco parecia querer mais do que ele teria para dar. Que coisa estranha pensou... pinto há tanto tempo e só agora é que sinto esta sensação! Aproximou-se mais do pequeno branco ainda por preencher e começou a deslizar o pincel pela superfície rugosa. Rodou e rodopiou vezes sem conta. Logo a seguir preencheu com mais cores, muitas cores... todas diferentes! Olhou para o quadro e gostou do que viu. De súbito bateram à ...

Peregrinando

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De passos permanentes e certos O silêncio carregado, mas atento Uma dor potente e presa na alma A crença viva de sentir a Boa Luz.   Mãos estendidas à esperança, Bordão assente no chão ingrato, Pensamentos num vôo continuo A fé a queimar as vãs entranhas.   Cada passo é um passo a mais Para chegar à Santíssima Mãe. Aquela que acolhe e aceita, Que ama, cuida, trata e perdoa.   As noites sem sonhos nem sono, Tal a força das emoções vividas Os dias estivais que aqueceram O corpo, o sangue e o espírito.   Eis-me aqui eis-me ora presente Após o caminho de celebração Eis-me aqui dorido e fatigado De alma repleta e coração pleno.

The Lady of Shalott - John William Waterhouse

Resposta a este desafio da Fátima A primeira vez que a viu foi numa branda tarde de Primavera. Uma das cabras fugira do rebando e após ter colocado as outras no redil foi em busca do animal perdido. Entrou na floresta onde um rio manso desfilava e tentou encontrar si al das patas do animal na terra molhada, após uma noite de intempérie. Ao mesmo tempo ouviu, que parecia ser ao longe, uma voz doce, suave de tão melodiosa. Passou a caminhar ainda mais devagar indo ao encontro do som e mais que tudo ao encontro da curiosidade. A voz estava agora mais próxima até que por entre a vegetação densa vislumbrou-a. Afastou devagar alguns ramos para que pudesse vê-la em todo o seu esplendor. Uma jovem linda, como ele jamais ousara ter visto, de longos cabelos ruivos trajando um vestido quase imaculado, sentada num pequeno bote ia cantando e chapinhando na água que corria por entre as pedras, com uma corrente de ferro ferrugenta. Atrás da embarcação percebeu umas escadas que davam acesso a um peque...