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A mostrar mensagens de maio, 2021

Desafio de escrita dos pássaros #3.0 - Tema 2

Mote: afinal havia outro... fogão Atravessou a rua pejada de viaturas da polícia e outras descaracterizadas que cortavam totalmente o trânsito da rua, serpenteando por entre elas até chegar ao passeio contrário onde surgiu um corpo já tapado com um pano branco. A seu lado reconheceu um velho inspector, mas de outra brigada. Assaz gordo Arcílio tinha quase todos os vícios: fumador, jogador, preguiçoso e lambão. - Bom dia Arcílio, que fazes aqui? – e estendeu-lhe o punho para um cumprimento. - Olha o Val… Acordaste cedo hoje! – e deu uma risada. - Pois acordei… Ou melhor acordaram-me… Já te perguntei o que fazes aqui. Isto é um homicídio não uma rusga. O outro saca de um cigarro, acende-o com o isqueiro voltando as costas contra o vento e tapando com a mão. Depois devolve: - Isso pensas tu… Já viste a vítima? - Ainda não… Deixa-me espreitar… Levantou o lençol, olhou demoradamente e depois anunciou: - Uma jovem entre 30 a 35 anos, conhecia quem a matou e quem o fez era canhoto. - O proble...

Desafio de escrita dos pássaros #3.0 - Tema 1

Mote: Foi o que ouvi Valdemar acordou repentinamente com o toque insistente do telemóvel! Estremunhado da noite mal dormida e demasiado bebida, pegou no aparelho, viu o nome, fez um gesto de enfado, mas atendeu: - Estou… - responde com voz sonolenta. - Bom dia Val! Acordei-te? - Não… estou já no gabinete! – e após um breve silêncio - Claro que me acordaste. - Temos pena, mas tens de te despachar que houve um homicídio. - Logo a esta hora… - suspirou profundo - Está bem, está bem, dá-me a morada que vou já para lá. O inspector Valdemar era um daqueles jovens agentes, assaz competente, mas muito boémio e que raramente andava de carro. Preferia os transportes públicos ou até mesmo andar a pé. Por isso e após ter recolhido a morada colocou-se a caminho. Ao entrar na rua onde ocorrera o crime apercebeu-se do ajuntamento, normal nestas ocasiões, e aproximou-se lentamente tricotando entre a multidão como se não fosse nada com ele. Muitos carros da polícia, muitos agentes, ambulância, tudo par...

Quem conta um conto acrescenta um ponto...

Título Sugerido : Odeio Pessoas! ( continuação de um desafio que advém daqui ) Mas esta gente julga qu’isto é um infantário, ou quê? É por isto que odeio pessoas… Safa… Quer’se dizer: não caso eu com nenhuma tipa, não tenho filhos para não ter chatices e quem me moa o bestunto e vem esta gentinha armada em mosca morta fazer desta casa um berçário… C’um caneco. Não é que eu seja nhurra, mas as pessoas irritam-me a sério. Um destes dias apareceu-me aqui um gabirú todo gingão, argola na ponta do focinho e armado ao pingarelho a perguntar se lhe dava trabalho. Eu dava-lhe era com uma cachaporra no lombo para me desamparar a loja. O dinheiro que faço ao fim do dia mal dá para pagar a porra da luz e o marmanjo a querer trabalho. Só a mim… Porque não vão marrar com um comboio? Larguem-me a labita, canudo! Ainda os que mais me irritam são aqueles que vêm aqui pedem um café e um copo de água como se esta fosse à borla. Um copo aqui outro ali são litros que gasto por dia sem poder receber. Depoi...