Passeio pela aldeia!
Encostado a um enorme penedo quase todo tapado de um musgo verde e viçoso, Júlio apoiou ambas as mãos no puído e negro bordão e serenamente olhou em seu redor enquanto aguardava. Como se de repente se fizesse luz no seu espírito toda aquela paisagem passou a fazer sentido. Sorriu e o sorriso foi apreciado pela jovem que acabara de chegar. - Bom dia avô. Estás a rir de quê ou de quem? - Bom dia minha querida Marta, dá cá primeiro uma beijoca a este velhote… Encostou-se a ela e a neta pespegou-lhe um beijo sonoro. - Avô… cheiras sempre bem! O velho voltou a rir. A neta insistiu: - Mas conta lá de que estavas a rir há pouco? - Tantas vezes que aqui parei, que aqui matutei como resolver problemas e nunca, mas nunca tinha reparado nesta beleza… Com o bordão apontou da direita à esquerda. Do horizonte. - És um romântico… - Desculpa não tem nada a ver com romantismo… bem pelo contrário… realismo! Endireitou-se e aproximando-se da parede de pedra cinzenta devolve à neta: - Em que lugar tu pode...