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A mostrar mensagens de dezembro, 2020

Sozinho em casa!

Mais um conto para o desafio da Isabe l! O telemóvel tocou. Acácio poisou a sua “Divina Comédia” que estava a ler em cima da mesa e olhando o monitor do aparelho logo percebeu a origem. Atendeu: - Olá Luizinha, minha filha, como estás? - Estou bem e o paizinho? - Também, felizmente. - Que estava a fazer? - A ler… - Boa…. Gosto de saber que tem com que se entreter… - Olha lá… não me estejas a passar a mão pelo lombo que eu conheço-te de ginjeira. Diz lá o que queres… - O pai é muito sabido… Mas pronto venho perguntar mais uma vez como vai ser o Natal? - Como é que há-de ser? Eu fico aqui e tu vais à tua vida. - O pai não me vai fazer essa desfeita? - Desfeita? Porquê? - Porque estamos no Natal, é o tempo da família e eu não o quero nestes dias sozinho. Um silêncio que durou segundos. - Então, não diz nada? - Não tenho nada para te dizer. Ou melhor vou repetir o que te disse há dias e há pouco: quero ficar aqui. Agora foi a vez da filha se calar para logo a seguir teimar: - E o que é que...

Dor que dói!

Há longos dias e noites, assim Feitas de lágrimas e tristezas Não sei se é apenas de mim, Ou de caminhos e incertezas!   Procuro na minha vazia mão Aquele aperto tão desejado. Consigo encontrar um não, Um grito de raiva adiado.   Olho o horizonte lá longe, Traz uma esperança enrolada. Em profecia de um monge, Que me diz malfadada.   Partir poderia ser solução Para a dor neste peito, Mais valia que fosse coração, Haveria mais alegria a eito!

Manhã de Natal

Porque achei o conto anterior pobre... escrevi este Isabel !   Naquela manhã de Natal os mais velhos foram acordar bem cedo as crianças. Era normalmente assim! - Feliz Natal meninos! Vamos ver as prendas? Alguém coloca água na fervura: - Não sei se houve prendas… As crianças nem ligaram e rapidamente um alvoroço chegou às escadas com todos os miúdos a correram em busca da Árvore de Natal onde previamente a família deixara os sapatos de cada miúdo e de cada adulto. Quando os infantes entraram na sala, toda ela revestida de prateleiras com velhos livros, pararam estupefactos tal era a imensidade de embrulhos de todas as cores, tamanhos e feitios. Até a Clarisse, uma cadela perdigueira teve direito à sua prenda… Não havia sapato, houve almofada. Por fim o Filipe que era dos mais novos procurou o seu sapato e num ápice se sentou no chão para abrir as prendas que lhe estavam destinadas. Foi o suficiente para as outras crianças o seguirem. A excitação era tão grande que não cabia naquela sal...

Quem conta um conto acrescenta um ponto...

A Ana em mais  um desafio . Desta vez foi a Bii Yue  a lançar-me o convite para continuar. Que poderão ver abaixo. Lanço agora o mesmo convite à Isabel para continuar após a minha parte. INTRODUÇÃO POR ANA DE DEUS NOTA: os humanos falam em  itálico,  os gigantes em  negrito  e o Mestre fala em sublinhado. entro no supermercado e vou directa ao frasco de desinfectante de mãos. de repente um estrondo: TUM! e o frasco abana no seu pedestal.. TUM.. TUM..TUM.. parece que um gigante se aproxima. só se ouvem gritos e gente a correr em todas as direcções. enquanto um vozeirão diz:  tenham calma,  ainda os piso.  com toda a naturalidade saio do supermercado, com a mão na anca e questiono:  quem és tu agora?  com uma enorme gargalhada faz toda a gente desmaiar.  porque é que não me lembrei disto antes! assim não piso ninguém.  mais uma gargalhada. cruzo os braços e digo:  és o gigante Feliz, está visto. diz-me o que se passa.   o Mestre quer falar contigo.  levanto vôo e pouso-lhe no ombro.  vê...

O espírito de Natal!

Esta é a minha resposta à Isabel . Era uma daquelas tardes frias de Outono e uma brisa cortante enregelava os corpos. Desceu a rua devagar encolhido num casaco quente. A neta estaria prestes a sair da escola e era tempo de a trazer para casa. Com sete anos a menina era vivaça, esperta e tinha todos os dias uma pergunta engatilhada para fazer ao avô. Sorria só de imaginar que questão iria ser aberta naquela tarde. Junto à porta da escola pais e outros avós aguardavam pacientemente que as crianças saíssem. Uma algazarra infantil despertou-os e já na rua cada um pegou na sua criança. - Olá avô! - Olá minha senhora… Era sempre assim que o antecessor tratava a neta, que a menina adorava. Sentia-se grande, crescida… quase adulta. Iniciaram a subir a rua até a casa quando a menina avançou: - Sabes avô… a professora hoje disse que o Natal é quando a gente quiser. É verdade? Estava lançado o mote para aquela tarde… O velho sorriu e respondeu: - Um grande poeta português escreveu isso, sim! - Po...