O Pastor #14
Regressado à charneca mais as suas companheiras e o fiel Sapatos, o pastor procurava por entre muros e paredes de pedra mal seguras o livro perdido. Mas fora há tanto tempo que provavelmente o vento e a chuva dos últimos dias haviam estragado o livro. Ainda assim os olhos atentos do jovem não deixavam uma pedra ou um buraco sem fiscalização. Andou por lá como de costume dias e dias até que decidiu regressar a casa. Devagar, não fosse escapar algum buraco. Para evitar fugas espontâneas peou as cabritas irrequietas e caminhou descansado. Perto de onde estivera sentado a ler as primeiras páginas o pastor reparou ao longe num saco de serapilheira, algo que não estava quando passou vindo da aldeia. Achou estranho o saco e calculou que fosse algum farnel ali esquecido por um outro viajante. Aproximou-se e deixando que a curiosidade o comandasse abriu o saco e espreitou. Espantado meteu a mão e retirou de lá o livro que perdera. Espantado olhou em seu redor à espera de encontrar alguém. Depoi...