Toni, o americano!
Quando acompanhou os pais para os Estados Unidos, Antonino teria por volta dos 5 anos de idade. A vida na aldeia sabia a pouco para a ideia de Gabriel e da Alberta. Queriam algo mais para ambos e essencialmente para o filho único. Uma carta convincente do compadre Asdrúbal convencera-os a emigrarem. Vendido o azeite de duas temporadas, mais o milho e o feijão da colheita do ano, ao que se juntou uns patacos postos de lado pela esposa com a venda dos ovos, houve dinheiro para as passagens. Durante mais de quatro décadas esta família manteve-se assim em terras do tio Sam trabalhando e conseguindo o sucesso desejado. Com a grave doença de Gabriel, entretanto aparecida este, ciente do seu estado, pediu para morrer na aldeia que o vira nascer, pedido que foi rapidamente cumprido pela mulher e filho. Adivinhava o aldeão, já que poucas semanas após a chegada, morreu devagar, qual círio sem pavio, na velha casa e cama onde nascera e vivera antes de emigrar. Ficou a viúva e o orfão Antonino qu...