A missa do Galo!
Pequeno conto de Natal dedicado à Isabel que escreve aqui ! Um choro forte que alastrou a toda a sala foi o primeiro sinal de vida. O corpo ínfimo, frágil, ensanguentado surgiu nas mãos enluvadas do médico que logo o entregou à enfermeira que o limpou. Aquele era um choro repleto de vida. André não evitou por isso que as lágrimas caíssem pela face jovem. Era uma sensação estranha ser pai… Tão estranha que nem sabia explicar o que sentia naquele preciso instante. Ana descansava agora com o filho em cima do seu peito. Também ela chorou… de felicidade, alegria e acima de tudo de responsabilidade. A vida do casal sairia agora de uma nefelibata para um mundo mais assente e com mais ralações. Já em casa ambos revezavam-se nos permanentes cuidados do inocente João, acabadinho de vir ao mundo. Até que Ana abordou o marido: - Não comunicas à tua família o nascimento do Joãozinho? Nenhuma resposta. Insistiu: - Ouviste o que eu perguntei? - Ouvi… - Que vais fazer então? - Nada! - Os teus pais e...